terça-feira, 8 de julho de 2014

ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA


O brasileiro tem que aprender a respeitar mais. A amar mais seu país e tudo o que ele envolve. Quando abrimos nossa casa para uma festa, precisamos ter ética e lembrar sempre do velho ditado acima.  Que desastre seria, se ao receber visitas, começássemos a maldizer nossos filhos, maridos e familiares, e olha que existem, não digo centenas, mas milhares de pessoas que agem dessa maneira, cuspindo no prato que comem, não demonstrando afeto algum por aqueles com quem convivem toda uma vida, pessoas do seu próprio sangue ou com quem têm laços profundos.
A Copa do Mundo nada mais é do que uma grande festa onde recebemos milhões de convidados que se reúnem em campos de futebol e autoridades presentes do nosso país devem ser respeitadas naquele momento por uma questão simplesmente de educação e cidadania; não é vaiando, humilhando que resolveremos o problema da nação, pelo contrário, demonstraremos atitudes impolidas, antiéticas e grosseiras revelando às nossas visitas que somos um povo desrespeitador das hierarquias, anticidadãos, sem civilidade alguma a oferecer. As vaias dirigidas à autoridade máxima do país soaram ridículas para quem as proferiu e, diga-se de passagem, aviltantes colocando a presidente em posição vexatória perante seus familiares e outras autoridades presentes.
Do mesmo modo, atitudes contrárias à realização do maior evento de futebol no Brasil ocorridas durante o desenrolar das atividades preparatórias, deveriam ser tomadas muito antes; não comparecendo a estádios de campeonatos nacionais ou outros eventos menores que ocorreram durante o ano, por exemplo, e  não depois de contratos assinados, quebrando e depredando o que já foi feito com dinheiro do próprio povo, isso pelo menos é uma grande burrice...
Entre todas as nações que aqui se apresentaram, não verificamos nenhuma atitude desse tipo aqui realizada, contrariamente, houve o respeito, o civismo e o amor à pátria, coisa que há muito tempo se perdeu no país, e, cantar o hino à capela, não significa nada nesse sentido, soa mais como insurreição contra o próprio país quando um símbolo nacional é interpretado com ódio e desobediência a regras. Será que os brasileiros acreditam que não haja corrupção e má administração nas outras nações?
Problemas existem no mundo todo e só podem ser vencidos através de trabalho consciente e exercício da cidadania, não por vandalismo.
O comportamento irreverente do brasileiro da classe média alta, pois, com raríssimas exceções, só esse grupo teve acesso aos estádios dado o alto preço dos ingressos, manifestou-se também no sentido da falta de esportividade e compreensão da falha humana, quando num momento difícil de decisão, ao invés de apoiar, vaiou seus próprios compatriotas, abandonando o recinto ou aplaudindo o adversário demonstrando que não sabe perder com dignidade e respeito...
Por acaso não é humano errar? Muitas críticas e maledicências da mídia ocorreram na Copa anterior expondo comentários cruéis do então técnico da seleção, inclusive ridicularizando sua indumentária e atitudes pessoais, além de mordazes censuras a sua atuação profissional dando provas de incompreensão e de falta de consideração.
Ninguém em sã consciência realiza um trabalho para fracassar, as intenções são sempre as melhores, se o preparo e a capacitação profissional deixam a desejar, antes de tudo, é preciso ajudar, procurar participar e cobrar seus direitos de agir enquanto é tempo, depois que o leite derramou não há como evitar o problema.
Possuíamos o melhor técnico, os melhores jogadores endeusados vinte quatro horas do dia pela mesma mídia que hoje crucifica a todos e os transformam nas piores criaturas da face da Terra, lembrando os versos de Augusto dos Anjos: "a mão que afaga é a mesma que apedreja".
Jornais de todo o planeta, com exceção ao da Alemanha que demonstrou um senso de ética a toda prova nem sequer mencionando a derrota brasileira, divulgaram manchetes referindo-se à humilhação, vexame que acabaram por fazer desmoronar todo o mérito profissional da categoria futebolística do nosso país, já com tão baixa estima lá fora onde as referências principais são a miséria, a violência e a falta de cultura. O que nos resta mais como cidadãos do Brasil? Que quem não ama e respeita procure outro lugar melhor para viver e fique feliz!!!





domingo, 8 de junho de 2014

Bom-dia. Para variar, caiu a conexão com a internet quando cliquei para publicar essa mensagem no dia de ontem à noite, que por sinal foi cheio de barulho e confusão até às 24 horas ou mais...



FELIZ ANIVERSÁRIO!!!



Pobres daqueles que moram nas imediações da Praça Campos de Bagatelle, em São Paulo, por ocasião da famigerada Marcha para Jesus. Pior ainda, para aqueles que como eu, fazem aniversário no dia de hoje e que tiveram a “felicidade” de que esse dia, 07 de junho, coincidisse com o tumultuado evento que já se incorporou ao grupo de muitos irrelevantes acontecimentos da cidade, e que, no entanto, rendem milhões aos cofres dos inescrupulosos, que usam o nome de Deus para compuscá-lo e achincalhá-lo em meio à desordem, barulho infernal e fanatismo sem limites: milhares de pessoas que migram de outras cidades e se juntam às demais aqui residentes da capital, para, segundo elas, louvar a Deus.

São trios elétricos, cantores da música Gospel, pastores evangélicos, e um time todo de fiéis servidores que geram uma sinfonia, que, antes de tudo é uma agressão, poluição sonora de causar raiva até ao próprio Jesus, que em tempos remotos, segundo a história, indignado ao ver a casa de Deus servindo de mercado, expulsou daquele templo sagrado milhares de mercenários comerciantes, tal como esses que hoje aqui estão: meros comerciantes. Pena que o fato não se repita  mais!

Impossível nas residências da redondeza, ouvir alguém, sem que esse grite a altos brados, dado ao volume abusivo das caixas sonoras, que parecem atingir milhões de decibéis, sem contar os berros que se espalham pelos ares apelando para o nome do pobre filho de Deus, que deve ter se refugiado para bem longe daqui...

Os festejos religiosos dos evangélicos, hoje, me desculpem a franqueza, fariam Martinho Lutero horrorizar-se dos resultados de seu postulado, cuja conseqüência gerou um novo tipo de escravidão: o da bancada protestante que mantém na ignorância e no poder milhões de cérebros abduzidos. O resultado, obviamente, é garantido nas urnas eleitorais, e nos cofres das instituições que milionariamente se reproduzem ostentando templos suntuosos tirando daqueles que menos têm, tudo em nome de Cristo.
Longe de mim ter a pretensão de acabar com a crença e mudar a cabeça dos cidadãos; cabe a cada qual raciocinar com inteligência e tirar suas próprias conclusões. Muitos dos que ali se reúnem todos os anos não têm humanidade para com seu próximo, agem traiçoeiramente, sem consideração alguma por ninguém e hipocritamente vêm louvar a Deus... Ora, é preciso primeiramente ter mais caráter e solidariedade, limpar a alma antes de se achar amigo daquele por quem tanto clamam.
Esse meu aniversário não deixou verdadeiramente tempo para agradecer por mais um ano de vida com saúde ao lado dos que mais amo e dizer da felicidade que isso me dá e me enche de paz ao saber que nunca tripudiei sobre ninguém até hoje, na face dessa terra.
Não necessito gritar a altos brados, o nome de Deus, nem de tanta falácia para me mostrar sua filha. Que cada um cumpra com sua missão no trabalho e na vida, isso já será o suficiente! Ah! e o maior presente que recebi hoje, além dos cumprimentos daqueles que se lembraram desse dia, foi a linda flor vermelha que desabrochou em um dos vasos da minha sacada, mostrando todo o seu escarlate; um presente da natureza de valor sem igual!




terça-feira, 27 de maio de 2014

O assunto de hoje não é  menos polêmico que o da última postagem, embora fira a maioria da população, não diria brasileira, mas mundial, é uma grande verdade...



ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...



Esse texto nasceu após a entrevista do jogador de futebol, Alan Kardec, ao programa Globo Esporte no dia de hoje. Dizia o jogador que ao abandonar o Clube Palmeiras onde jogava e filiar-se ao São Paulo Futebol Clube, foi denominado "mercenário" pelos torcedores brasileiros, situação idêntica ocorrida com Ronaldinho Gaúcho ao deixar o Time do Grêmio para jogar no Atlético Mineiro.
Um bom começo é o questionamento: o que é ser mercenário? Se procurarmos pela etimologia da palavra, ela provém do latim mercatus que significa mercado, compra e venda. Logo "mercenário," agente de negociação, de mercado. Segundo vários dicionários da língua portuguesa, tal palavra, falando-se o português rasgado, indica aquele ou aquela que apenas trabalha por dinheiro, esquecendo-se de outros valores mais significativos.
A grande ironia da questão reside na hipocrisia das pessoas que criticam o próximo e assim denominam aqueles que buscam seu interesse monetário, satisfações de ordem material, ascensão e status social. 
Já convivi com pessoas próximas, cuja identificação não vem ao caso no momento, tentando se inscrever como soldado mercenário em outros países em guerra com a única intenção de ganhar dinheiro e saírem da miséria extrema em que se encontravam; solas de sapato gastas, uma ou duas trocas de roupas surradas e alimentação precária. Buscar melhora dessa situação é motivo para julgamento  e denominação pejorativa?
É revoltante olhar ao redor e verificar que a maioria daqueles que rotulam, com o perdão da palavra, "sentam em cima do rabo" para avaliar o tamanho da cauda alheia. São todos muito mais que isso; por acaso, mercenário não é aquele que puxa o tapete de seu colega ou amigo de trabalho para se usurpar do seu cargo? Fato rotineiro de  que todos sofremos diariamente...
E aqueles que vivem vendendo inconscientemente ou não, seu próprio país, deliciando-se em papaguear palavras de outro idioma que não o seu, a cada minuto, ridicularizando aquele que não simpatiza com essa atitude, diríamos traidora e não menos mercenária? São expressões que nada nos dizem respeito como: self, what's up? down, clean e tantas outras que os pobres imbecis desse país nem sabem escrever corretamente e, no entanto, respaldados e reforçados por uma mídia canalha que não dá a mínima para seu país, induz e alicia os míseros teleguiados a, é claro, apenas por dinheiro, valorizarem o continente norte-americano, tornando-os  escravos em potencial de corpo e alma. É uma bela atitude? Enquanto há previsões de futuros vergonhosos de duzentos mil mortos por fome  na Somália, o paradoxo de um narrador esportivo da rede Globo receber cinco milhões por mês para transmitir, no mínimo, uma grande cultura inútil compartilhada, certamente, por inúmeros alienados...Isso não é ser mercenário?
O que dizer então de nossos homens públicos, que só faltam lançar um decreto-lei mudando a língua nacional, já que não têm o patriotismo e a coragem necessários para o trabalho sem corrupção e a afirmação de uma autonomia nacional? Isso não é ser mercenário? 
Pena, é que o cidadão nesse país ao atingir a idade de sessenta anos ou mais, é considerado velho, gagá, piegas e outros adjetivos mais carinhosos para denominar aquele que chega ao auge do raciocínio lógico e que tem a inteligência e a coragem de tentar mostrar o óbvio sem a loucura da adolescência que mercenariamente é induzida a idolatrar mitos internacionais e toda uma sorte de parafernália de outros países, sem saber a razão, a intencionalidade e toda a bandalheira  que se oculta atrás disso tudo.
De uma vez por todas, enfiem em suas pobres cabeças: o cidadão comum vive apenas para manter um status, ganha uma miséria, com raríssimas exceções, gasta o que não tem, pois afunda-se em dívidas constantes de cartões de crédito, cheque especial e empréstimos para inserir-se como tantos outros em mídias sociais de relacionamento e postar um self de preferência com seu smartphone último modelo e, atentem para um detalhe: em qualquer lugar: reuniões importantes, apresentações que exijam silêncio e atenção, salas de aula, enfim, lamentando-se não poder inserir o aparelho recém-adquirido na própria foto.Uma lástima! Isso não é ser mercenário? Não apenas isso, é ser i-d-i-o-t-a! 
Grifes caríssimas, são adquiridas até, se possível, através de roubos, mas são indispensáveis, tanto por miseráveis quanto por aqueles endinheirados emergentes sem cultura alguma, porém, a etiqueta, a exemplo de que Drummond já alertava em seu poema, é a sua maior identidade...Por acaso, isso não é ser mercenário?
Calem-se de uma vez as más línguas que teimam em censurar e a designar como interesseiros àqueles que buscam melhores salários e condições financeiras, parem de dimensionar o nariz alheio...
E parodiando Cristo em suas parábolas: Raça de víboras, que quem não é mercenário nesse país, atire a primeira pedra...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Boa-noite a todos que participam desse blog, obrigada pela atenção de lerem os textos. Com tantos afazeres diários, quase não sobra tempo para editá-los semanalmente; falta de assunto, certamente, não é. Dia das mães, data maravilhosa para homenagear aqueles seres abnegados que nos deram a vida,  que tanto sofrem e choram torcendo por uma vida inteira para que os filhos sejam bem sucedidos. O maior respeito é merecidamente o melhor pagamento. Obviamente existem aquelas que só recebem o nome, porém nada fazem  e jogam para que o mundo resolva a situação desamparadora daqueles que apenas geraram, contribuindo para o aumento da violência e dos problemas sociais que a cada dia crescem mais. Entretanto, não é sobre esse assunto que passo a escrever nessa noite, há uma questão maior que precisa ser cuidada e debatida atentamente  para que seja banida da face da Terra: a traição.

EVITAR É PRECISO

Tradere é etimologicamente a origem da palavra traição, que em tempos remotos já significou ensinamento, perdendo sua essência para significar perfídia, infidelidade, emboscada.

Os autores de tal ato, apresentam personalidade deformada, uma frouxidão de caráter sem igual, que faz com que o traidor quebre a confiança dos inocentes e sinceros que  ao receberem o duro golpe da infidelidade, conseguem entendê-lo como sinônimo  de pouco amor e ausência de amizade.
Foram muitos os casos ocorrentes no decorrer da história da humanidade, situações vergonhosamente covardes que só trouxeram infortúnio, desamor, morte. Muitos praticam essas vilezas motivados por valores menores como dinheiro, ambição, poder...Nesse caso, não há escrúpulos e as vítimas são de relacionamentos variados: amigos, colegas de trabalho, parentes distantes ou próximos; ninguém é poupado quando cruzamos em nosso caminho com esses seres inferiores e ignóbeis.
Judas Iscariotes, Dalila,Joaquim Silvério dos Reis, Helena de Troia revelaram esse comportamento indesejável em tempos mais remotos causando desgraça ao seu redor e atirando  seus nomes à lama  por toda uma história.
Atualmente, esse fato vem ocorrendo com certa facilidade, uma vez que já não percebemos na maioria da população uma retidão de caráter e o buscar de uma lapidação espiritual  que revele virtudes no ser humano hodierno.Já é comum elegerem-se candidatos que constroem suas plataformas políticas em cima de mentiras e falsas promessas, levando o eleitor a desconfiança, ao ceticismo absoluto e cruel. Casais que não cumprem com sinceridade juramentos feitos em documentos e rituais de matrimônio, desconsiderando a família, entregando-se à libertinagem e a prazeres materiais e efêmeros. Profissionais de má-fé que tentam frequentemente  usurpar de seus companheiros o que foi conseguido com esforço...
Uma  das traições que fogem do comportamento ético é aquele do discípulo ao mestre...Quantas lições preparadas com dedicação e carinho são jogadas às moscas, sem consideração alguma quando aqueles plagiam  textos inteiros de redes sociais ou de livros na tentativa de ludibriar, enganosamente caindo no próprio engodo. Por vezes, trabalhando temas como a traição, cometem esse imperdoável erro, autorrotulando-se perpetuamente como, palavra feia: traidor, corrupto,mau caráter...
Não há nada que se possa fazer para reparar o ato cometido, pois será eternamente perante a pessoa traída, o infiel, o indigno de confiança.
Àqueles que morreram ou se desgraçaram vitimados pela maldade alheia, fica o consolo de serem considerados mártires,  colocando o peso da perfídia na imagem de seus algozes indiretos.
Se fosse possível evitar tal conduta, mil vidas se daria, as últimas palavras do herói da Inconfidência, que não morreu em vão; definitivamente, torna-se necessário cuidar da formação durante a mais tenra idade, e o melhor ensinamento é o exemplo que podemos dar.



quinta-feira, 1 de maio de 2014


Boa-noite, amigos blogueiros. Num momento em que ouvimos a altos brados manifestações antirraciais e verificamos que o preconceito, o ódio entre as classes de uma sociedade aumentam perigosamente, é o momento de posicionar-se a respeito...



CUIDADO COM O ESTOPIM



O significado conotativo aplicado a palavras comuns, ultimamente, é capaz de levar à prisão por um simples gesto ou menção a esses vocábulos; a fruta tropical tão inocente, a preferida dos símios, cujo nome mais popular também pode ocasionar enclausuramento inafiançável para o pobre cidadão que a utilizar sem o devido cuidado, está causando medo a todos que convivem em uma dita “democracia” neste país e por que não dizer no mundo?
Temos a nítida impressão de que não temos mais liberdade de oferecer determinadas frutas, a todos, indiscriminadamente, sob o risco de respondermos a processos por discriminação racial.
Bananas lançadas em campos de futebol são usadas como símbolo de estopim da bomba preconceito que temos que engolir goela abaixo, humilhados e ajoelhados a um sistema que amordaça, silencia e invade a privacidade, além de ameaçar o direito de pensar e discernir do cidadão comum, direcionando-o a um comportamento padrão, um nazifacismo às avessas.
Nunca houve tanto preconceito como ocorre atualmente e para isso, há uma constante instigação entre os grupos em que a sociedade foi dividida, e essa provocação diária alimenta o ódio crescente que toma lugar e reparte os cidadãos quando mais do que nunca deveriam estar unidos.
Cuidado: existem termos que não podem mais ser usados salvo em raríssimas ocasiões; dependendo da situação não se pode mais dizer “nego”, “a coisa tá preta”, “é dia de branco”,assim como macaco, primata e tantos outros similares que podemos estar discriminando afrodescendentes e negros, mesmo que a intenção não tenha sido esta. Que coisa mais ridícula! Um simples termo, um dizer em linguagem oral, o nome de um mero animal não pode mais ser usado livremente. Realmente, o grande preconceito é com o pobre ser, macaco, a pior e mais execrável das criaturas! Os regionalismos, expressões simples de alguns vocabulários locais, ditos sem maldade ou segunda intenção alguma, sequer podem ser mencionados, de modo que devemos usar uma trava em nossa língua, ou melhor, em nosso cérebro, policiando-nos a cada momento, condicionando nossa linguagem ao modelo que nos é imposto diariamente, sem liberdade alguma, cerceados por força de leis e estatutos cujo objetivo nem de longe se aproxima a fazer justiça e sim, impor, ditar comportamentos numa ditadura feroz que em tempo algum foi tão violenta e silenciadora.
Porém, qualquer palavra ou expressão ostensiva do tipo: loira burra, branquelo, alemão batata ou azedo, cano enferrujado, são compreensivelmente tolerados numa permissividade vergonhosa e totalmente injusta geradora de revolta e tensão. Qual a razão dessa parcialidade de atitudes, por que o uso de dois pesos e duas medidas, numa situação idêntica onde não há ethos na tomada de decisões dos legisladores onde a coerência de há muito deixou de existir?
Fala-se muito em um resgate, uma compensação do branco ao homem negro pelo período em que o manteve em escravidão, entretanto, foram outros tempos, já esquecidos onde os escravizadores nem brasileiros eram, hoje, corre nas veias de todo o povo dessa nação, com raríssimas exceções, o sangue africano, fato que não justifica a existência do preconceito que os estatutos teimam em querer impor como verdade quando a realidade é outra, principalmente aqui no Brasil, onde a maioria dos habitantes é afrodescendente.
Tal comiseração semelhante àquela imposta aos semitas ao longo dos anos que se perpetua e mantém acesa a chama do povo injustiçado, martirizado parece que já está cansando grande parcela da população mundial, aliás, todos os povos, independentemente de sua nacionalidade ou credo, sofreram algum tipo de agressão ao longo da existência humana e nem por isso vão viver se lamuriando pelo resto da vida.
Uma luta em prol da coerência e maior liberdade de pensamento deve ser urgentemente levantada sob a pena de a cada dia estarmos mais subjugados a um poder que escraviza mais do que aquele exercido pela monarquia, ditadura ou comunismo, todos juntos. É tempo de exigirmos igualdade de direitos, coerência e imparcialidade nas legislações e estatutos,e, sobretudo o fim da manipulação de políticas populistas, que não trata com igualdade todos os membros de uma sociedade. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fatos desprezíveis estão ocorrendo no mundo hoje.São acontecimentos inacreditáveis e difíceis de explicar, cuja compreensão foge do senso comum...


BESTA-FERA DO APOCALIPSE?


Parece que a crueldade tomou conta dos habitantes desse planeta.Uma brutalização demoníaca toma conta de alguns seres, o que torna impossível a acepção de humanos a criaturas totalmente insensíveis e sem coração.
Quando ainda percebemos que os criminosos citados acima são da área médica é que a indignação toma conta do nosso ser e nos causa maior repúdio: um pai, que maltrata seu próprio filho e deixa-o à mercê de uma mulher que tripudia e usa a força para tirar a vida de uma inocente e indefesa criança.
A repercussão do crime invadiu os lares através de notícias de jornais, revistas e TV causando revolta e anseio por justiça pela morte de um menino que teve sua vida ceifada não por assassinos ou bandidos estranhos, porém dentro de seu próprio lar, se é que se possa chamar assim o habitat de um covil de covardes.
O que dizer disso tudo? Não poder sobreviver dentro das paredes do lar paterno e quando esse pai é um cidadão de formação superior, um médico casado com uma enfermeira profissional que não têm a mínima consideração pela vida...
Não há o que falar sobre tremenda maldade, difícil acreditar que realmente tenha acontecido da forma como foi narrada e difundida pelos meios de comunicação.
Espera-se que a justiça seja feita, justiça que não trará a vida perdida, ceifada precoce e injustamente.
A pergunta que não se cala e o questionamento inevitável é: em que mãos estamos hoje na Saúde: bem servidos, tendo médicos que consentem com o maltrato do próprio filho e enfermeiras que matam a seu bel prazer para  resolver seus problemas.
Se exterminam um filho, o que não farão com outros com quem não têm laços familiares, só a nossa imaginação pode supor; a qualquer desejo ou incômodo livram-se de pacientes que os incomodam: raça de víboras, como dizia Cristo, à semelhança do personagem Raskólnikov de Dostoiévski em  Crime e Castigo, hão de ser corroídos pelo remorso aterrador que os perseguirá diariamente, não permitindo que tenham um sono tranquilo a qualquer hora do dia ou da noite.
São seres abjetos que devem ser banidos da sociedade e  rejeitados para toda a eternidade.
A degeneração de tais personalidades cuja falta de caráter é insuperável não é facilmente compreendida por quem tem amor a seu próximo e principalmente a seus familiares.Que estranha droga ou mutação genética está produzindo seres vis, bestas irracionais desprovidas do mínimo e necessário respeito pela vida?
Impossível atinar com a resposta, esperemos que dias melhores cheguem onde o respeito e o amor falem mais alto, onde o mais forte não tripudie sobre o mais fraco, onde qualquer mal seja evitado a tempo, onde a vida sobrepuje a morte, onde o direito do inocente seja colocado em primeiro lugar... 

terça-feira, 1 de abril de 2014

A libertação do homem dos medos e  da coerção da Igreja, instituição  que induzia ao temor à religião e obediência aos dogmas eclesiásticos durante a Era Medieval, fez com que ele renascesse para si mesmo, efetuando transformações efetivas no curso da história da humanidade...


SACRIFÍCIO INÚTIL



A repressão e a visão unilateralista do mundo imposta pelo teocentrismo agravada pela anulação da liberdade da vida humana causaram períodos inócuos no seu desenvolvimento no campo das ciências e do conhecimento.
Atualmente, se reconhece que cada mudança no decorrer dos tempos por mínima que tenha sido, representou um grande e efetivo salto no sentido da evolução, criação e consequentemente emancipação do homem que aos poucos quebrava paradigmas tornando-se autossuficiente e independente. O progresso ocorrido da Idade Média ao período do Humanismo é quase nada comparado ao avanço alcançado pelo empirismo e fertilidade da Era Iluminista que influíram diretamente no bem-estar humano, clareando caminhos, abrindo trilhas infindáveis para inúmeras descobertas.
Tal avanço ganhou impulso no século XVIII consolidando-se no decorrer do  século XIX onde inventos maravilhosos nas mais variadas áreas ganharam seu espaço, facilitando e simplificando a vida de todos: da locomotiva a vapor no setor de transportes ao avião, do sistema de correios sacrificados, como que por milagre, surge o código Morse e a distância diminuída através de mensagens que cruzaram continentes.
Quando ainda não se havia acordado dessa surpresa no setor da comunicação o telefone surge, resultado da incansável luta do homem para esmerar-se, aperfeiçoar-se e superar-se, sobretudo.Dos primeiros aparelhos enormes e lentos do final do século XIX, hoje, usufruímos de uma tecnologia sofisticada que proporciona o mundo dentro de uma pequenina caixa que carregamos no bolso: os telefones inteligentes, que tudo fazem além de trazer entretenimento, lazer e interação.
Inúmeras utilidades esse invento nos legou, infelizmente, toda criação é vítima de comportamentos sadios e também antiéticos por parte dos usuários;  seres humanos que como tal, são passíveis de falhas e contradições. Deste modo, vemos com pesar, todo o benefício trazido pelo telefone macular-se com sequestros e crimes comandados por marginais dentro dos presídios, abalando a paz de cidadãos trabalhadores e honestos, assim como verificamos com tristeza: a manipulação e à indução ao consumismo exagerado e cruel que leva todos ao endividamento na corrida pela aquisição forçada, à discriminação que isola àqueles que não se enquadram no perfil social exigido pela sociedade atual que não pondera o uso de aparelhos de telefonia usando-os indiscriminadamente em locais públicos, em escolas e ambientes impróprios, atropelando leis e regulamentos que norteiam o seu uso.
Se a humanidade  levou tanto tempo para emancipar-se, livrar-se de grilhões que não permitiam seu desenvolvimento, é inadmissível que agora se deixe escravizar  pela ambição, corrupção e indução, valores menores da  personalidade do homem.  
  

quarta-feira, 12 de março de 2014



Valsas de Strauss...




Hoje faz 15 anos... Começo a sentir o peso da distância que nos separa... Verifico com tristeza que muito tempo já passou. Mas como te esquecer? Desde o início da manhã de hoje me vieram à mente os fatos que sucederam na sua separação eterna da nossa vida terrena.
Porém, ficaram as lindas passagens que partilhamos juntos na caminhada familiar.Um fato que para mim foi marcante na infância e que  até hoje me causa admiração foi o seu contato com a música erudita. Tanto gostavas, que vivias assobiando todas as valsas de Strauss e conhecia todas elas, era só pedir e prontamente atendia nosso desejo. Uma delas, em especial, que posso ouvir acionando o painel acima do blog, é a Valsa dos Patinadores. E não apenas as reproduzia como depois ias ilustrando com belas e minuciosas descrições o que a música representava através dos sons melodiosos da orquestra, principalmente o solo dos violinos que nos envolvia transmitindo as mais nobres sensações. Conseguistes o máximo para alguém que nunca teve a oportunidade de receber uma educação musical: ouviste com o ouvido atento e  que poucos têm todas as melodias  maravilhosas e acabou trabalhando numa emissora de rádio em Araçatuba, a rádio Cultura, onde como locutor, teve a sensibilidade de dirigir um programa que só incluía músicas clássicas para apresentação. Em casa, olhos brilhantes, coração emocionado, ouvia a sua amável voz anunciando as melodias que se sucediam noite adentro até quando o sono infantil me invadia.Caro pai, isso para nós foi precioso, foi lapidação da alma, bálsamo espiritual, o despertar do gosto pelo que é bom.Nos ensinaste somente o bem enquanto tantos pais nada passam de gratificante a seus filhos preferindo embriagar-se de prazeres mundanos. E nunca tivestes dinheiro que nos pudesse saturar de futilidades ou presentes supérfluos, no entanto, ao contrário das crianças de hoje nunca deles senti falta porque havia o amor como a base de tudo que alimentava, saciava e nos mantinha  felizes.
Hoje, já não sou nenhuma criança, as marcas do tempo já são presentes em meu corpo e sou capaz de entender o sacrifício hercúleo que fizestes para nos manter e humildemente venho agradecer nesse texto que escrevo comovida.
Valsa dos Patinadores, Rosas do Sul, Vozes da Primavera. Valsa do Imperador, Vida de Artista e tantas outras que hoje, graças a seu sacrifício consigo interpretar ao piano...
Cada vez mais, infelizmente, te sinto mais longe na imensidão do Cosmo infinito...Mas a lembrança fica viva como uma chama a iluminar os meus trilhados caminhos.Para ti, vislumbro como nas magníficas músicas que para nós assobiavas os lugares mais fantásticos e coloridos nas glórias da eternidade!!!Descanse em paz!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Seja em fevereiro ou março, há séculos, a população do Brasil anseia e vibra com a chegada do Carnaval, festa máxima do nosso país...


Pão e Circo

Ultimamente, as manchetes que mais ocupam as folhas de jornais ou noticiários  de televisão são referentes às manifestações contra Copa do Mundo, corrupção, legislações, falta de moradia e tantos outros motivos. Estes acontecimentos sempre culminam em confusão, apesar de sacudirem o marasmo e o "carneirismo" que sempre envolveu o povo brasileiro, que apático, nunca sequer participou da vida política da nação ou reagiu contra os mais terríveis absurdos que vêm ocorrendo desde longa data na vida pública, que vão de má administração à corrupção e crime.
A forma que sempre foi usada para amansar o "rebanho" é sem dúvida o famoso "Pão e Circo" cujo sucesso remonta à história romana e sempre foi capaz de deter qualquer forma de revolta popular, atuando como distração cujo poder de satisfazer e acalmar a opinião pública é, e sempre foi surpreendente.
Obviamente, o futebol e o Carnaval aqui são sempre as melhores estratégias para provocar esse efeito tranquilizante, inebriante instigado pelas mídias mostrando todo o glamour desses eventos. Com isso, têm conseguido verdadeiros milagres com a mais sofrida e  difícil camada da sociedade, a classe pobre, que vivendo na mais completa miséria econômica, social e cultural é capaz de alcançar o nirvana através da visão de seus ídolos, verdadeiros super-heróis, ou deuses, em uma partida de futebol que se exibem semanalmente em sucessivos campeonatos... Da mesma forma, há um ano de preparação de alegorias, fantasias, sambas-enredo e de todos os preparativos necessários para que o país pare cinco dias na região sudeste e muito mais em outras regiões, para mergulhar na folia carnavalesca esquecendo-se de tudo e de todos ao representar uma escola de samba e lutar pelo seu sucesso. Pelo Carnaval, mata-se, passa-se fome, abandona-se pais, filhos e amigos em cinco dias de abdução total que só visa alegria, orgias e prazer.
De festa pagã da época do império, à apologia da cultura africana, a festa quase nada mudou no aspecto de liberdade sexual, libertinagem e abuso no uso de drogas permitidas e ilícitas, onde o comércio legal ou negro prolifera.
Porém, nada é para sempre, e as aparências nos mostram em formas de manifestações pelas ruas e praças públicas que esse "Pão e Circo" começa a perder o seu poder sobre a humanidade de todos os cantos do mundo.
O que surpreende é que apenas acontece a rebelião coletiva contra o evento da Copa do Mundo no Brasil, fato incompreensível num momento em que toda a negociação para esse fim já foi providenciada. De que vale toda essa ladainha agora? Chorar após o leite derramado de nada vai valer...
Tudo leva a crer que, ao contrário do que muitos afirmam,  esses atos públicos sejam coordenados por poderes políticos paralelos e não espontâneos, partidos da própria população. Há de haver um líder atrás de tudo isso.
O que não se ouve e certamente jamais se ouvirá, será o boicote ao Carnaval, pois se isso acontecesse realmente seria deflagrado  o início de uma guerra civil, fato que corrobora a hipótese de que há forças liderantes que operam e organizam as manifestações populares.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O texto de hoje trata mais uma vez dos programas oferecidos pelas empresas televisivas nacionais e sua colaboração como forma de acréscimo cultural, social entre outros...

DIVERSÃO OU  DETERIORAÇÃO?


Muitos brasileiros em diferentes faixas etárias infelizmente, saturam-se diariamente das matérias divulgadas pela maior mídia massiva do país: a televisiva.
E na sua maioria, com raríssimas exceções, grande parte das emissoras segue uma única linha de exploração: o competitivo nível de audiência, o IBOPE e algumas delas chegam a citar os pontos atingidos como um verdadeiro grito de vitória, uma vez que esse fato representa lucro e fidelidade de audiência. O problema é a forma como conseguem seu objetivo. Em primeiro lugar, através de estudos sociológicos que revelam o nível intelectual e social da população e pesquisas sobre o grau de satisfação obtido pela maioria, essas instituições que só visam riquezas, criam programas nivelados com a intelectualidade e sociômetros da grande massa, pouco se importando com seu desenvolvimento como pessoas de caráter, uma vez que o que realmente importa é atingir suas metas. Não há o mínimo interesse na maioria das  TVs abertas, principalmente, em oferecer cultura de qualidade, cursos educativos e artísticos variados investindo desta forma no cidadão do amanhã.
Desta maneira, a programação medíocre e repetitiva do dia a dia monotonamente ecoa seus pobres e irrelevantes conteúdos desde que o dia amanhece até a noite onde o que importa realmente, é a vida alheia, exemplificando, fofocas e maledicências sobre famosos, simulações enganosas de situações, as famosas “pegadinhas”, que só conseguem distrair, perdoe-me a franqueza os espíritos infantis e pouco amadurecidos culturalmente, que excessivamente crédulos, conseguem acreditar até em fadas e gnomos, pois desprovidos da criticidade espiritual confiam em tudo e em todos...E a matéria jornalística então? Mais parece dirigida a portadores de Alzheimer, pois enfadonhamente repete os bordões idênticos em todos os horários, a única coisa que não faz é efetuar um serviço de utilidade pública relevante, porque obedece visivelmente a um partidarismo político que não permite que certos assuntos como greves de professores, avisos sobre concursos e datas importantes para o magistério, entre outros, sejam veiculados. Do mesmo modo, os programas culturais, na verdade, desde longa data divulgam sempre artistas apadrinhados ou de matéria paga por valor econômico ou por indicação de grupos poderosos, enfim exibem somente aquilo que querem divulgar e que realmente lhes trará retorno financeiro... Outro tipo de programação favorece a lascívia e o precoce desenvolvimento sexual com exibição de atos libidinosos escancarados indistintamente e em horários impróprios com a finalidade de angariarem a audiência de jovens e adultos, pouco se preocupando com as crianças e seu desenvolvimento saudável, ato totalmente apoiado por apresentadores irresponsáveis, que criticam qualquer tipo de censura, não distinguindo bom-senso de repressão... E assim acontecem: reality shows e seu conteúdo altamente pobre de conteúdo, mas cheio de apelos sexuais que se completam na internet, inocentes programas diários cujos temas baseiam-se na mediocridade e nem deveriam ter lugar num espaço tão caro como o é a televisão, em entrevistas de artistas sem noção que despejam pela tela uma chusma de tolices e maneiras de agir pouco apropriadas que acabam se impondo aos mais suscetíveis e impressionados com a fama e o sucesso... E as novelas que ocupam grande parte da programação, então... Deixaram de representar a arte para fazerem verdadeiras campanhas publicitárias de produtos em geral, da mesma forma como servem para divulgar ideologias políticas e “fazer a cabeça” da população sem contar o uso da criminalidade e da desgraça alheia que dão forma a matérias sensacionalistas e de apologia ao crime, onde os personagens principais são os assassinos e a crueldade.
E não cabe mais aqui enumerar todos os pontos negativos que essa mídia traz à população, que sem ter como se ocupar, seja por preguiça, desemprego ou prazer insere seus filhos, idosos e jovens num turbilhão de asneiras sem fim, onde as pessoas perdem sua identidade e espírito crítico ao viverem o alheio e absorverem ideologias prontas que atrofiam o cérebro e o poder de raciocínio, além de dificultarem o convívio social em detrimento do isolamento e da solidão.
Agora pergunto: haverá algum interesse em mudar esse quadro tão famoso e lucrativo?





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Boa-noite. Como escrever apenas sobre assuntos agradáveis e saudáveis, se nesta época o que nos rodeia é apenas violência, morte e desamor? Esse é mais um texto da série de desencantos e tristezas...



Falha na Educação gera violência


Como não perceber que a nossa sociedade decai em seu nível intelectual, cultural e social a cada momento? Basta observar por um dia os noticiários na mídia massiva e o que acontece a nossa volta para analisar e concluir sobre o motivo de tamanha degradação ético-moral.
De pequenas contravenções à ações criminosas e violentas, tudo o que podemos verificar sem muita análise, usando apenas um pouco de raciocínio lógico e inteligência é a pobreza intelectual e cultural do ser humano do século XXI.
E é tão forte essa expressão “século XXI,” que encerra em seu teor um modernismo e atualidade sem iguais... Infelizmente, o homem dessa era, que deveria pela lógica apresentar um aprimoramento de caráter condizente com o longo período trilhado pela espécie humana, revela um lado animalizante que destoa de todo o acervo cultural que a humanidade conseguiu alcançar até os dias de hoje. demonstrando numa equação desproposital evolução na teoria e decadência na prática da vida humana e relacionamento social.
A pergunta que nos fazemos é sempre: Por quê? Qual a razão de tanta imbecilidade, ignorância, ausência espiritual e de sentimentos nobres para com nossos pares?
Infratores, contraventores e criminosos quando entrevistados,  em sua maior parte, apresentam um comportamento de causar pena pelo baixo nível intelectual, compatível com seu desvio comportamental e deficit educacional.
Na verdade, embora não receba a atenção necessária do poder público, a Educação de relevância é primordial, é a primeira questão que deve ser valorizada antes mesmo da própria Alimentação e Saúde.
O nível de qualidade da cultura oferecida pelas mídias à população é péssimo, seja no aspecto da arte musical, filmes, pinturas etc. onde a arte popular foi consagrada e colocada em primeiro plano; não que ela não seja importante, mas é dever de um Estado consciente oferecer algo muito superior, arte que realmente apresente alto nível de conhecimento e pesquisa. Exemplificando, ouvir regularmente  música erudita de tipos variados e de boa qualidade provoca um esforço mental significativo onde os conteúdos e imagens abstratas são estimuladas e organizadas de tal forma que, consequentemente,  proporciona um refinamento de atitudes involuntário, que com o passar do tempo lapida a personalidade do indivíduo. Entretanto, não basta ser erudita, há composições atonais em voga, atualmente, que são exaustivamente interpretadas e nada trazem de bom, apenas instigam os maus sentimentos que levam da depressão à violência, como já comprovou Aldous Huxley quando se prestou a estudos sobre o psíquico, submetendo-se ao uso controlado de mescalina, informações presentes em seu livro "Entre o Céu e o Inferno e  As portas da percepção".
Contudo, nenhum tipo de arte relevante  é transmitida pelos veículos de comunicação do nosso século, que,  ao invés, ordinariamente, apresentam uma música, se é assim que muitas delas possam ser denominadas, de baixo nível, cujo vocabulário popular  nada acrescenta como aquisição cultural ou que proporcione o mínimo esforço do cérebro para sua interpretação, onde textos medíocres, estruturados em onomatopeias e bordões repetitivos lentamente levam à atrofiação da mente pela pobreza de conteúdo.
E assim acontece com todo o tipo de arte oferecida, causando a nítida impressão de comercialismo, privilégios de alguns autores sobre as autoridades e um desfavorecimento da cultura nacional de qualidade.
Nas escolas, o estímulo das políticas educacionais nesse sentido também é ineficiente, grandes editoras prevalecem e a qualidade das obras deixa muito a desejar, novos autores nacionais nunca são valorizados, percebe-se nitidamente o uso e condicionamento dos temas a serem tratados a um sistema organizado que não permite a variedade e valor e, da mesma forma, a língua portuguesa se desprestigia a cada dia, assim como  a cultura e informações do próprio país, que são pouco a pouco negligenciadas em detrimento de uma literatura internacional muitas vezes de qualidade inferior, padronizada e pouco criativa  que divulga e mostra aspectos de outros  lugares, em um gênero exagerado de ficção científica que distancia o cidadão dos seus problemas reais ...
O que fazer, vemos nossos jovens cada vez mais violentos, sem vontade de estudar, uma vez que os textos eruditos ficam cada vez mais distantes e incompreensíveis. No entanto, o analfabetismo decai nas estatísticas apresentadas pelo país...
E o que ocorre cada vez mais é a falta de uma Educação que respeite e ensine a respeitar, que dê atenção e proporcione a atenção nos lares. No atual modelo, há ausência do diálogo, da discussão saudável  e até a falta de competência para dirigi-los pelos cidadãos, que cada vez falam menos, perdidos e condicionados a telas de telefones inteligentes e ecrãs de computadores. E onde não há diálogo e capacidade de convencimento pelas palavras, há a ação violenta e a truculência...
Mas quem somos nós para argumentar e lutar contra uma maré de asneiras e ações descabidas sem fim, que sem regulação alguma nos lares e nas escolas goza do prestígio político-social e que ainda será a ruína do ser humano?




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Boa-noite. O texto de hoje nos lembra de que não podemos cruzar os braços e como vaquinhas de presépio apenas balançar a cabeça...

Discriminação ou Contravenção?


Inacreditáveis e inaceitáveis as decisões que se tomam nesse país em relação à segurança em locais públicos e do cidadão pagador de impostos, que se vê totalmente abandonado, à mercê de marginais e contraventores sem nenhuma garantia ou qualidade de vida...
Os famigerados rolezinhos, eufemismo criminoso para denominar a invasão da tranqüilidade social que já se delineia como nova tática para obter dinheiro sem esforço, por incrível que pareça, está tendo cobertura legal que parece virar o jogo, rotulando como discriminação racial e social a decisão dos shoppings de proibir esses encontros “inocentes” de jovens de “bem”.
Alegando que todos devem ter os mesmos direitos, o Ministério Público diz em informações através da mídia, ser capaz de dar conta de ambos os aspectos, tanto do cidadão que pretende a seu bel prazer “relacionar-se” marcando os malfadados encontros, como do comerciante, que oprimido, atualmente encontra-se frustrado em seus direitos, correndo riscos de arrastões e de vida, apesar de arcar com a alta carga tributária que lhe é imputada.
Faz-se necessário um questionamento: que medida é esta que a Justiça Brasileira quer tomar? Ninguém questiona na mídia essa atitude, tal ato não é compatível com a democracia que se diz estarmos vivendo. Se não me engano, democracia significa: governo do povo e assim sendo, era caso para um plebiscito onde os principais interessados deveriam deliberar e racionalmente, não é assunto para ser decidido em gabinete fechado.
Na teoria é muito lindo dizer que ambos os aspectos serão contemplados, mas na realidade, vendo o país devastado como está e totalmente dominado por marginais e contraventores, tal afirmação chega a soar como uma piada, num momento em que não há mais segurança em local algum, apesar de a Constituição a garantir. Sabemos por experiência própria que a marginalidade cresce assustadoramente na mais tenra idade, não adianta fazer vista grossa e esses “rolês”, como todos já prevêm, têm intenção criminosa. Por que razão esses adolescentes precisam juntar-se num grande grupo e lotarem ambientes que sequer têm estrutura para tanto? Por que não formarem um grande grupo para estudos e trabalho? Tal atitude mais se assemelha a demonstração de poder, e poder paralelo...
Não venham com a velha história de preconceito social, de comiseração e jogada emocional para justificar o injustificável... Em momento algum, qualquer cidadão decente foi discriminado em shoppings ou barrado de frequentá-los, desde que esteja dentro da normalidade social, que encontra amparo em atitudes sociais sadias, próprias ao convívio em grupo.
Paira no ar, principalmente na mídia televisiva, um medo de comentar o assunto numa concordância com as medidas descabidas que vêm proliferando ultimamente por esse país e que não estão agradando e nem favorecendo a população trabalhadora.

O brasileiro não tem o hábito de se expressar por escrito sobre essas questões que tanto afligem a todos, é preciso mudar essa atitude, incentivar nova postura na tomada de decisões que cabem unicamente ao cidadão. Medo de repressão? Talvez... Mas, se não me falha a memória, não estamos em uma democracia?!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aproveitando o gancho do texto anterior sobre a situação calamitosa da Saúde em nossa cidade e consequentemente em nosso país, é preciso detalhar também a situação das UBSs, ambulatórios e PSs que apresentam os mesmos problemas: gestão ineficiente, pouco inteligente, burocrática entre outras deficiências...

                        Sistema doente

A questão que não deve se calar é: Como pode um sistema de saúde ser tão travado, sem praticidade alguma que pouco favorece a população que dele precisa?
Não devemos ser neutros ou até mesmo ignorar as desvantagens do sistema público de saúde, pois até mesmo os mais privilegiados que podem financiar um plano de saúde privado, podem em algum momento necessitar de seus serviços. Ninguém pode prever em que instante irá precisar de atendimento médico de urgência, se lastimavelmente isso ocorrer em uma via pública, não importa se próximo a uma UBS, certamente não será atendido com a argumentação de que o estabelecimento não é Pronto-Socorro e como tal, não oferece estrutura para esse fim. Provavelmente, o cidadão deverá aguardar na rua a chegada de um SAMU ou Resgate do Corpo de bombeiros, principalmente se estiver sozinho e inconsciente, fato que infelizmente, não o possibilitará acionar o seu seguro saúde...
Mas, por que razão, não podem as benditas UBS oferecer também os serviços de emergência? Quantas vidas não seriam salvas com essa possibilidade, ao invés de apenas o atendimento regular e precário do dia a dia? O sistema deveria proporcionar o máximo e não o mínimo. Para começo de conversa, a distribuição do público pela rede física é inadequada, revelando que quem a administrou sequer conhecia a cidade de São Paulo, prejudicando o usuário que é obrigado a se cadastrar muito longe de sua residência, tendo postos de atendimento  mais próximos os quais não é autorizado a utilizar. Para melhor eficiência, seria necessário fazer uma redistribuição do público que revelasse maior inteligência e adequação racional.
Outro detalhe que reforça a má qualidade do atendimento nessas UBSs é o nível dos atendentes que ali trabalham e que mantêm contato direto com o cidadão que procura seu serviço. Tem-se a nítida impressão de que não há habilidade alguma, nenhum traquejo social, ou qualidade de educação para esse fim. Não querendo criticar a pessoa humana que ali se encontra, com raríssimas exceções, existem funcionários bem preparados, educados e humanos no trato e conhecedores da sua função. A maioria oferece um trabalho de péssima qualidade que faz com que o público sinta-se a pedir esmola, sendo maltratado a qualquer pergunta que faça, além de não obter a informação de que precisa como se nada tivesse pagado por esse serviço.
São funcionários que desconhecem a noção de “público” e, como donos da situação trabalham de mau-humor e predispostos a censurar e maltratar ante qualquer questionamento ou cobrança de informação. E o mais surpreendente é que tal fato acontece diariamente sem uma supervisão e um gerenciamento que sane esse mal e o corte pela raiz.   
E quando se trata de encaminhamentos médicos, então, é que a situação piora, é mais fácil ganhar na loteria do que consegui-los, dessa forma a população que necessita de um hospital especializado fica à mercê dessa péssima administração tendo que passar por várias unidades e ambulatórios muitas vezes nada conseguindo, apesar do “chá de cansaço” que leva peregrinando em verdadeiras via crucis por todas essas instituições. E todo o serviço é travado: ao encaminhar uma reclamação a uma Ouvidoria, não se consegue um funcionário que tenha um nível de conhecimento que proporcione o entendimento da sua mensagem, revelando uma morosidade a toda prova onde deveria haver agilidade, pois é uma das últimas instâncias a que o usuário recorre...
Para um melhor atendimento, não deveria haver essa história de atendimento condicionada a endereço e rede física, se o cidadão é contribuinte, não importa o local onde procura ajuda, ele deve ser atendido; da mesma forma quanto à questão de encaminhamento para hospitais especializados deveria ser fato normal, uma vez que o paciente apresente um laudo com histórico da doença que o consome. Por que dificultar o óbvio, causando a piora da condição do paciente ocasionada pela demora pouco inteligente e ineficaz? O cidadão não contribuinte da mesma forma é um ser humano e deve ser atendido quando a situação o requer.
No entanto, para o poder público é mais vantajosa a divulgação de falsos bons resultados que garantam a próxima eleição ao invés de arregaçar as mangas e administrar, fazer com que o sistema realmente valha à pena e faça retornar em benefícios os impostos e tributos pagos pelo cidadão brasileiro.
Até quando, meu Deus, o povo será escravo e padecerá sem atendimento digno vendo a sua saúde e de sua família correndo riscos  em instituições públicas onde proliferam o erro médico, a falta de higiene e o tratamento desumano de funcionários que mal remunerados e sem a qualificação necessária tripudiam sobre os menos favorecidos.
Se ainda há esperança é difícil prever, porém, enquanto esta situação predominar, pagaremos todos os nossos pecados aqui mesmo, na Terra...






segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Como anda a Saúde pública na cidade de São Paulo?Infelizmente, só nos inteiramos da situação quando precisamos de seus serviços...



Pacientes até quando?


Quando estamos com um problema de saúde e não dispomos de dinheiro para atendimento particular ou não contamos com um bom convênio médico, começamos a pagar nossos pecados...
Digo um bom convênio médico, pois aqueles cujos preços são mais acessíveis, equiparam-se ao serviço estatal de má qualidade apresentando apenas uma diferença: a marcação de consultas é mais eficaz, porém os profissionais nem sempre são experientes, na maioria das vezes, novatos que compensam suas carências profissionais com um bom atendimento e atenção, coisas com que não contamos no serviço público, cujas consultas relâmpago não favorecem um bom diagnóstico, apenas isto. Outro problema do convênio popular é voracidade em poupar despesas não oferecendo aos conveniados e principalmente ao  idoso o tratamento de que necessita apesar de cobrar do paciente mensalidades  absurdas e incompatíveis com sua aposentadoria.
A cidade de São Paulo não conta com um número suficiente de postos de atendimento e hospitais para tratamento da população de baixa-renda, a prova disso é o grande número de reclamações, não só no estado como em  todo o país, que mostram vídeos exibidos diariamente nas reportagens de TV. A sofrida massa trabalhadora que sustenta e oferece suporte ao funcionamento da metrópole é fatalmente relegada a segundo plano quando necessita de um tratamento odontológico ou de saúde: são filas de pacientes jogados em macas pelos corredores de Pronto-Socorros, num sofrimento de fazer pena a quem assiste tal cena humilhante que degrada a espécie humana, isso sem contar com  os erros médicos que ocorrem nestes ambientes, onde os menos culpados são os médicos e enfermeiras que mal formados e  sobrecarregados de trabalho sofrem as consequências de um sistema injusto e mal administrado pelo poder público que não proporciona um desempenho racional e de qualidade enquanto remunera muito mal.
Quanto aos funcionários públicos do estado de São Paulo, a mídia não veicula notícias que revelem a verdade do serviço de Saúde oferecido, o sistema está protegido  com uma carapaça de ferro que impede qualquer informação do péssimo serviço prestado a seus servidores: a demora na marcação de consultas é um fator ordinário que praticamente ocorre com todos os contribuintes, que pendurados em telefones, perdem de cinco a oito minutos  na tentativa de conseguirem atendimento regular a cada tentativa, porém, apesar das magníficas propagandas que apologizam seu serviços, nada se consegue, demorando meses para marcarem alguma consulta médica. Na verdade, são idas e vindas à Ouvidoria para que possam concretizar o sonho de serem atendidos. São pessoas idosas padecendo sem atendimento digno, que não conseguem sequer realizar exames necessários em tempo hábil, precisando pagá-los com sua parca aposentadoria para agilizar e amenizar sua situação. Da mesma forma, crianças e adultos enquadram-se nas mesmas condições.
O sistema vai cansando quem dele precisa, liberações para fisioterapia ou procedimentos alternativos são tão ineficientes que os pacientes desistem e se entregam a sua cruz, cuja solução parece impossível, no entanto, nos dizeres dos governantes,  o serviço é de excelente qualidade, impecável e satisfatório...
Se entramos no PS desanimamos por completo, salas superlotadas, número ínfimo de médicos e enfermeiros  que contradizem com a enorme quantidade de doentes que ali se encontram, cuja classificação de risco aumenta o sofrimento daqueles cujo caso não é urgente, mas que necessitam de atendimento para minimizar suas dores.
A questão é tão clara: contamos com apenas um hospital que funciona desde o século passado, apesar de a população ter quadruplicado... Seria tão difícil a construção de outras unidades? Seria impossível atender bem os contribuintes que são descontados desde longa data e quando mais precisam na velhice, são relegados a um serviço de má qualidade? Como pode um governador verificar que são pacientes de várias cidades do  estado todo e mais a população local que precisam de atendimento e não lutar para a ampliação de hospitais públicos que nem sequer oferecem serviço odontológico a seus servidores quando obriga os planos de saúde particulares a prestá-lo obrigatoriamente? Onde está a coerência, o bom-senso do poder público que castiga seus contribuintes e sobrecarrega-o de impostos e nada oferece em troca?
É preciso mudança premente e luta das classes trabalhadoras para que esse quadro revele cores mais bonitas... 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Terminadas as festas de Natal e as demonstrações de espírito natalino presente nos gestos da maioria das pessoas, é tempo de comentar um sentimento vil, próprio daqueles que segregam em suas presas o veneno das víboras...


ABRAM OS OLHOS



Desde há muito,  as atitudes puras, honestas em relação à amizade e relacionamentos vêm se escasseando à medida que o tempo passa. Convivemos atualmente com verdadeiras cobras criadas na sociedade em que estamos inseridos, seres que não merecem de nossa parte à mínima confiança, o que é deplorável. Tal fato acontece em todos os círculos sociais, entre amigos, colegas de trabalho, marido e mulher e, até mesmo, entre parentes, fato inadmissível entre pessoas do mesmo sangue.
A disputa por poder predomina nos fracos de caráter que sem o carisma e a simpatia necessários para arrebanhar amigos, preferem usar de meios indignos, covardes de ganharem prestígio através da escuta e troca  de maledicências sobre seus pares, em nenhum momento fazendo uma autoanálise de seu comportamento ridículo e maléfico. O que impulsiona esse procedimento desonroso é o grande sentimento de inveja que lhes alimenta o íntimo, uma vez que não têm a disposição necessária para a luta da vida e a inércia, que como uma trava os domina,  impede que trabalhem com a força e o vigor tão imprescindíveis para que se equiparem aos nobres de espírito e puros de coração. Além disso, não apresentam um diálogo que seja suportável de ser ouvido, pois, sem vida, o assunto preferido é falar das outras pessoas.
São pseudos amigos que mostram falsos sorrisos e pelas costas apunhalam aqueles que dizem amar, são parentes que unem-se e fazem uma verdadeira investigação sobre a intimidade daqueles que admiram, mas, odeiam, espalhando os detalhes com tamanha sordidez que chega a assustar pelo fingimento apresentado.
São risinhos e comentários irrelevantes e maldosos pelas costas, coisas de uma hipocrisia ímpar, ações desencadeadas no escuro, às escondidas, onde não há como camuflar o veneno que estão a disseminar; também não há como ocultar em seus sorrisos amarelos, o ódio que sentem por aqueles que invejam.
Intensamente egoístas querem o mundo todo a seus pés, desejam receber todas as visitas e atraírem o maior número de "amigos"para deles extraírem o que podem, sugarem como chupins tudo aquilo que conseguirem para que não precisem dedicar-se a trabalhos físicos para obtenção de benefícios. Suas doenças são as piores, aliás, não ouvem ninguém, apenas  querem serem ouvidos aborrecendo com longos e inconsistentes relatos todas as enfermidades que já sofreram, já que são as piores vítimas que o universo já conheceu.
Quando não é isso, são as rotulações em que vão enquadrando a todos, sem ao menos desconfiarem do quão chatos são; as ótimas pessoas são aquelas que lhes fizeram algum benefício de ordem material ou econômica, e repentinamente o deixam de ser quando já não lhes são úteis. Da mesma forma, são os piores "puxa-sacos" dos mais ricos, enaltecendo-os mesmo que não mereçam.
Muitos desses maravilhosos seres afirmam ser francos, dizerem o que pensam na cara dos outros e com isso não percebem o quanto são inconvenientes, grosseiros e incapazes, deixando transparecer a qualquer idiota o quanto "amam" a todos. São eles os melhores pais e mães que produzem filhos de personalidade frouxa e Maria-vai com-as- outras, porém diminuem os demais, à semelhança do macaco que sentando em cima do rabo, fala do comprimento do rabo dos outros bichos.  Com amigos assim, ninguém precisará de inimigos para derrubá-los, e olhem que a queda que provocam é mais intensa, uma vez que agem pelas costas, de maneira muito vil.
Esses são os insuportáveis, cuja fala dá sono e modorra, provoca mal-estar e pressa de ir embora o mais rápido possível.
Infelizmente, não há como mudar tal comportamento que se apresenta como o pior dos cânceres já vistos, pois a ferida que provoca é incicatrizável. 
Precisamos de muita reza brava, patuás, ramos de arruda e toda sorte de prevenção contra esse mal...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Amigos, estamos no limiar entre 2013 e o ano que se aproxima, mas as mudanças começam a delinear-se ao nosso redor deixando as marcas do que ficou...



Mais uma página virada







Acredito que com a maioria das pessoas nessa época do ano as transformações ocorrem; de maneira brusca, inesperada elas chegam com a proximidade de mais um ano que se avizinha.
É tempo de limpar os armários, jogar relatórios ultrapassados, atividades e avaliações, agendas e agendamentos.No meu caso, particularmente, inúmeras avaliações lotam armários, assim como aulas preparadas, livros e apostilas, atividades feitas com tanto sacrifício ao longo das horas, agora de nada mais servem, são apenas amontoados de lixo que aguardam reciclagem...
Foram tantas as reclamações coletivas de que o ano se arrastava, que os dias não passavam e de que as férias não chegavam e nesse momento,as solicitações apressadas para que esvaziemos os armários, entreguemos os diários de classe, assinemos papéis e tantas outras coisas. 
Muitos de nós jamais voltaremos a pisar nesse local novamente, no entanto, outros mais privilegiados, de cargo efetivo, ali continuarão, no ambiente familiar de tantos anos.
Os funcionários contratados, sem estabilidade ou qualquer vínculo são imediatamente desligados do estabelecimento onde lecionam, por meio de assinatura em um contrato de dispensa, mostrando com isso  uma discriminação a toda prova e além de tudo, se o contrato já estiver vencido permanecem em quarentena como que acometidos de uma doença contagiosa...
Perdoem-me a franqueza, porém não consigo escrever sem fazer qualquer tipo de crítica, ainda mais numa situação como a que se apresenta atualmente no Magistério. Ainda ontem,efetiva,usufruía de estabilidade e hoje de volta à profissão sem vínculo algum como se fosse a pior das mestras.
Tudo isso cala fundo em nossas almas ainda mais num momento de fragilidade como o é a época natalina que  fragiliza enquanto sensibiliza profundamente.
Tudo fiz hoje no derradeiro dia de aula. Desta vez, durante o trajeto, dediquei mais atenção aos detalhes das ruas, das lojas, pessoas e do trânsito.Entrei pelo portão da escola, não distraidamente como dantes, sabia que era talvez a última vez que por ali passava, observei as árvores ao redor, agradeci sua presença confortadora e adentrei  pela sala dos professores ouvindo os risos e comentários alegres de todos. Sabendo da dificuldade do momento, pois sou sensível a essas ocasiões, rapidamente esvaziei o armário, etiquetei a chave e a devolvi à diretora da escola.
O mais difícil foi a despedida, foram dias e noites de convivência diária, momentos difíceis, alegres, complicados, compartilhando a todo o momento com aquela grande família de professores que ali se reúnem nos intervalos das aulas e em reuniões.
Dizer adeus a cada um deles foi talvez uma das tarefas mais difíceis do que preparar aulas e avaliações, conhecendo a todos, cada qual com seus problemas pessoais e  personalidades diferentes, ter que fitá-los nos olhos e fingir ser forte, desejando-lhes felicidades e boa-sorte e um "talvez a gente se encontre no ano que vem" o que certamente não acontecerá, embargou a voz e exigiu das lágrimas para que não rolassem  piorando a situação.
Como é difícil a despedida, nessas situações e o constrangimento é geral, pois não temos como calar nossos corações e sentimentos.
A todos vocês professores, colegas,equipe e alunos da escola Joaquim Leme do Prado o meu muito obrigada pelos momentos preciosos convividos, por  mais uma página construída com imagens de vida e amor,e sobretudo pela possibilidade de aprender a viver mais uma experiência.
Desejo a cada um de vocês um final de ano próspero, feliz, que ecoe no decorrer do novo ano que em breve começa. Um abraço carinhoso.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Olá, amigos, o texto de hoje vai para aqueles que sem a competência necessária precisam, digamos galgar a carreira profissional através de outros meios...



Promoção sem mérito





São os seres mais dissimulados com os quais temos a honra de conviver atualmente, amigos de todos e, na realidade, amigos de ninguém. Cuidado com eles, pois da mesma forma como te adulam e tecem falsos elogios, puxam o tapete abaixo dos teus pés tentando eliminar mais um concorrente. E como fazem sucesso entre seus pares: são conversinhas fúteis daqui, comentários aparentemente inocentes dali, onde a falta de inteligência prospera, mas quem foi que disse que sabedoria e bom-senso têm peso entre essa falsa classe social?
Como um bando de hienas, riem a todo tempo, de tudo e de todos naturalmente. Compartilham em redes sociais, postam fotos sem significação alguma exibindo os falsos sorrisos e lágrimas de crocodilo.O estrago que fazem é estrondoso, não reconhecem o verdadeiro trabalho, diminuem aqueles que não se enquadram no seu maravilhoso jeito, perdoem-me a expressão, "puxa-saco" de ser. Dependuram-se, aboletam-se aos seus chefes e superiores tentando mostrar o que não fazem e o que nunca farão, por incapacidade, preguiça e incompetência.
Agora é Natal, ao se fazer um balanço do que está ocorrendo a seu redor, não é difícil percebê-los, uma vez que te acompanharam e demonstraram "belas" atitudes durante todo o ano, no entanto, pasmem, são os escolhidos pelos chefes e colegas para concorrerem ao Nobel da Paz, são paraninfos e homenageados em festas de fim de ano conseguindo com sua ínfima postura destacarem-se em eventos e confraternizações. Na verdade, formam um clã, uma sociedade fechada onde não há abertura para ideias novas, para união em intenção a algo valoroso ou digno, mandam para o espaço o altruísmo, a honra e os bons costumes o que importa é unicamente projeção profissional, não à custa de estudo e investimento cultural na carreira, mas através da construção de sua imagem que implica denegrir a de outrem para que ocupem seu lugar ao sol.
Como o planeta poderá subsistir com gente dessa laia que o habita, que não constrói, apenas destrói?
Toda essa geração de inúteis trabalha com mentiras e falsidade o tempo todo, relaciona-se e passa a seus discípulos lições inconsistentes e sem relevância para a condição humana, no entanto, é amada por todos e rotulada como  os melhores profissionais do ano.
 Até quando isso vai persistir?



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tentando colocar um fundo musical que servisse de base à leitura dos textos em meu blog, achei essa canção tão familiar ao Natal desde há muito tempo: Noite Feliz. Pela carga emocional que traz contida em cada nota musical inspirou-me esse texto que se segue:





Noite Feliz


Não sei por que razão denomina-se Noite Feliz uma composição cuja melodia apresenta-se tão triste. Aliás, o propósito da festa natalina traz em sua mensagem principal um motivo nostálgico: louvar alguém que apesar de apenas praticar o bem, como tantos acreditam, teve como recompensa uma morte hedionda e incompreensível.
É a crueldade humana estampada mostrando do que ela é capaz. E não adianta horrorizar-se com o fato, porque a história se repete, a injustiça e incompreensão continuam acompanhando os homens que nunca foram tão maldosos e violentos como nesse século: as agressões são constantes; tanto a física como a psicológica deixam cicatrizes que não se curam, abertas pela ridicularização, desamor e desrespeito ao próximo no decorrer de cada dia. Humilhação àqueles que não mantêm o padrão social exigido pela sociedade algoz que crucifica a todos excluindo do seu círculo de amizades os menos favorecidos e simples de espírito...
Quando o Natal se aproxima ocorre uma transformação: os hipócritas como que arrependidos de sua conduta maldosa adotam crianças de orfanatos para distribuírem presentes, fazendo questão de serem destacados e elogiados à moda dos fariseus dos templos da Galileia.
Bando de víboras, por que não têm humanidade com aqueles com quem convivem diariamente a quem só atiram pedras?
O orgulho não deixa com que esses seres sejam naturais e convivam demonstrando suas emoções verdadeiras, porém ao se aproximarem as festas natalinas, como um rebanho irracional atende a um toque de berrante da mídia, adotando crianças (que talvez nem existam) comprando-lhes presentes e mimos e por esse motivo, só faltam anunciar no horário nobre de canal de televisão, não o fazem porque não é possível...
Tristes tempos, Noite Triste aquela que só ressalta o luxo, o consumismo, a discórdia entre os povos que não mais se amam, apenas sabem reparar e maldizer seu par pelos motivos mais fúteis possíveis.
Gostaria de ter coisas muito melhores para dizer sobre o Natal, entretanto, infelizmente é só o que se nos apresenta nestes tempos terríveis onde ninguém mais se quer bem, onde o amor só existe perante status social e dinheiro.
Aos puros de coração, (que são poucos) fica a verdadeira mensagem: continuem no seu caminho, a despeito de todos os maus-tratos que possam sofrer, nesta noite silenciosa esqueçam o luxo, a ostentação, fitem o céu límpido e suas magníficas estrelas que ainda são as únicas coisas autênticas neste universo de mentiras e desafetos. Um Feliz Natal!