quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Volto aqui, neste cantinho tão especial onde as palavras são personagem principal na luta em busca da esperança, de uma luz no fim do túnel, do resgate da justiça, tão desclassificada e desusada na sociedade em que vivemos.
(Texto em homenagem ao dia do professor, próximo dia 15)


Quantas moedas de valor ainda restam no cofre?





É incrível como a desumanidade e o desrespeito grassam por todas as partes, agredindo àqueles que não merecem e que cumprem sua missão com dignidade e consciência profissional. Mas o que são essas palavras que menciono aqui? Estamos quase ao ponto de “Idiocracy”, não se esqueçam de que a vida imita a arte ou vice-versa. Nossa população acostumada à preguiça mental, embora não queira assim ser rotulada, sequer conhece significados desses valores tão imprescindíveis à vida que valha a pena. Dignidade, honra é coisa para poucos idiotas que ainda remanescem teimando em cultivá-la como orquídea no meio do pântano. E este lodaçal que insiste em engolir essa bela flor, já começa a sufocá-la, fazendo-a murchar com constantes agressões, falsidades e inverdades que sendo maioria acabarão por matar o que é belo e necessário, da mesma forma como se destrói o planeta, deflorando-o, poluindo terra, céu, água e ar. A área da educação, onde atuo, cada vez mais decadente e incompetente, produzindo já um grande abismo entre o ideal e o real, revela  o mais triste quadro já visto: discípulos que já efetuaram uma grande inversão de papéis não conhecendo uma hierarquia, incapazes de reconhecer o valor do estudo, insistindo apenas em obter um diploma. Mas que certificado será este? O da incapacidade, o da inconsciência do efetivo significado das palavras estudo, escola, conhecimento,  ética.
Em muitos momentos, os mestres devem lembrar a seus alunos do local onde se encontram, a lerem o nome que está grafado na parede da entrada: ESCOLA e mesmo após essa constatação,  estes continuam simulando dentro das salas de aula, clubes, cinemas, drive-in, salão de beleza, chat de bate-papos entre outros, onde o que menos interessa é saber do que vieram ali fazer. Para a nossa salvação e do planeta principalmente, ainda restam algumas poucas moedas de ouro no cofre que ainda “compensam o crime” de se aventurar a transformar essa juventude vazia, banalizada, desestruturada com que nos deparamos hoje com algumas exceções, felizmente.
Dessa forma, não existe faixa etária privilegiada na questão da educação, vemos pessoas amadurecidas em plena exposição de matérias ou debates, qualquer que seja a atividade  trocando mensagens e fotos em facebooks, whatsapps onde a língua portuguesa é assassinada a cada momento cedendo lugar à língua estrangeira com seus ASAP, LOL entre muitos outros trocando o necessário pelo supérfluo, o futuro pelo mesmismo de condições, o desenvolvimento pela atrofia cerebral. Muitos futuristas dirão que há desenvolvimento de outras inteligências e habilidades, que aquela aula não era interessante para aqueles alunos...Porém, vemos a resposta nas pérolas oferecidas por eles  nos Enems da vida onde nem conhecimentos básicos são oferecidos, onde os vocábulos insignificantes do dia a dia sequer conseguem ser grafados corretamente, escolas fechando, presídios surgindo exponencialmente. Quando não se entregam à tecnologia, alunos agridem seus educadores com palavras pesadas, pouco verídicas tendo a coragem de fazer reclamações sem razão alguma. Mas onde é que vamos parar? Mudaremos o currículo, entregaremos a nossa missão intelectual a robôs quando a ignorância for total? O que estamos pretendendo com tudo isso?
A legislação da educação revela um progresso maravilhoso exibido em ranks de IDEBs, e estatísticas de avaliações externas realizadas incessantemente para avaliar o conhecimento em nível de escola, diretoria, país. Entretanto, como seres humanos, temos falhado sobremaneira criando pequenos monstros que se embrutecem gradativamente, na cultura do ter desenfreado, valorizando apenas as causas materiais em detrimento das intelectuais, agindo com uma grosseria sem limites contra aqueles que tentam lhes ajudar, questionando horários e grades curriculares, num desejo interminável de lazer, sua única prioridade, onde cultura e desenvolvimento pouco importam. Se quiserem continuar os estudos, encontram dezenas de Unis espalhadas por todo canto onde nem exame de seleção precisa ser feito... Que tipo de profissionais teremos no futuro? E não adianta a velha concepção das autoridades da educação tentarem responsabilizar apenas os professores por toda essa catástrofe que assola o país e por que não o mundo. A grande evolução científica, o tecnicismo em si, a globalização que serviu de porta de entrada para a destruição da cultura nacional, o permissivismo, companhia inseparável da impunidade que já começa cedo nos lares e culmina nas escolas, a promiscuidade sexual grande geradora de desestruturação entre casais, a irresponsabilidade familiar, os ícones de valores deturpados presentes no comportamento das celebridades induzidamente vistas como ideais, enfim, há motivos que comporiam uma lista infinita mostrando quem são os grandes vilões que destruíram a essência do ser humano e a beleza virginal da criação original.Crescemos como robôs tecnológicos de alto desempenho, mas somos vazios por dentro, insensíveis de espírito.
Por outro lado, temos profissionais relapsos que fazem do magistério um “bico” por assim dizer, sem a dedicação necessária e o empenho numa missão tão sublime quanto esta. Muitos de conduta indolente acomodam-se a velhos saberes e práticas onde o aperfeiçoamento e autocrítica tão necessários na profissão não têm lugar.Outros, ainda sem a competência necessária, oferecem uma formação pobre, que não incita o crescimento, a pesquisa o questionamento nem ao menos, no sentido de preservar o local onde vivemos...Descumprimento de horários já é tradição entre muitos profissionais da educação que sequer se sentem constrangidos perante aqueles que cumprem sua obrigação.É a tal consciência ético-profissional tão falada e tão pouco praticada nos nossos dias. Toda essa incompetência bem abordada no Princípio de Peter,  o pai da administração moderna, gera atitudes tímidas perante alunos causando o nivelamento de conhecimento e atitudes entre estudantes e profissionais o que gera a liberalidade imoral pelo medo da evidência da falta de conhecimento necessária para a função ,o que para uma instituição de ensino é uma desgraça pública que jamais poderá ser reparada.
Aos bons profissionais, que ainda não se corromperam pela injustiça que o sistema ajuda a construir, fica a mensagem de esperança apesar da quase incerteza,  de que sua atitude exemplar apesar de incompreendida e criticada possa ser multiplicada por aquelas poucas moedas de ouro que ainda restam no fundo do cofre...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A semana voou. Setembro já começa a prenunciar adeus e em breve, mais um ano que agoniza...Estive pensando seriamente sobre o que escrever nesta postagem, fiquei entre três temas provocadores: Ditadura x Democracia, Transporte coletivo e Velhice, a melhor idade?Todos bastante polêmicos visto do prisma de quem gosta de questionar...Como devia optar, escolhi este que aí vai...



VELHICE, A MELHOR IDADE?




A melhor fase da vida para muitos é a infância,  cultuada em versos do maravilhoso poeta Casimiro de Abreu em "Meus oito anos", ali ele ilustra tão bem quão  é realmente magnífico esse período onde construímos tudo que levaremos para a idade adulta. O mais gratificante no sorriso de uma criança é a inocência, a pureza  e a sinceridade estampadas sem nenhuma artificialidade, acima de tudo. Não foi ainda compuscada pela maldade e  inveja doentias que mais tarde implodirão em belas máscaras para cada ocasião. A idade adulta, apesar de revelar um amadurecimento cerebral, domínio motriz e desenvoltura de habilidades, infelizmente, traz algo de antinaturalidade, condicionada ao meio onde se  atua. Já houve tempos, que já se vão longe, quando ainda o regime patriarcal resumia a família no principal grupo social, em que a dissimulação estava bastante longínqua da personalidade humana, o amor era verdadeiro e único. Nos tempos modernos, com a revolução industrial e tecnológica os pequenos grupos familiares cederam lugar a agrupamentos maiores de trabalhadores onde já não  existia mais lugar para o afeto paterno, foi quando a transformação foi ocorrendo aos poucos e nos transformando no que somos hoje; escravos do relógio em potencial, dos celulares, computadores, televisão. Antes, o pai educava o filho, hoje quase não tem participação, que coisa triste, na formação daqueles que coloca no mundo. É considerado ridículo culturalmente em nossos dias, a permanência de um filho na casa paterna já na mais tenra mocidade. É necessário conhecer a podridão do mundo, abandonar sua cidade, até seu país em busca de aventuras, aliás, nada mais pode ser julgado errado, os valores sofreram também uma brusca inversão onde o que é certo é errado e vice-versa. Posso até ser acusada de apresentar uma visão maniqueísta, unilateral em meus textos, porém para quem ainda está sóbrio e relembra todas as etapas da vida vivida no decorrer de vários períodos político-históricos e as mutações que foram se sucedendo paulatinamente até chegar no momento atual, é a mais pura realidade. Chega-se agora ao ponto: a terceira fase da vida, a derradeira, também ironicamente nominada de "a melhor idade." A frase revela-se bastante controversa para aqueles que nela se encontram e que ainda apresentam-se lúcidos e reflexivos. Neste ponto, no ápice do desenvolvimento cerebral visualiza-se um descambar, um descer ladeira abaixo, vertiginosamente, sem volta, sem paradas.Tudo isso rodeado de hipocrisias, rejeição e falsos sorrisos. Verdadeiramente, há os engajados em programas sociais que são tratados como crianças e levados a constantes atividades em grupo na tentativa de mostrar-lhes que ainda devem se divertir e divertir muito, viajar e viajar, aproveitar o curto tempo que ainda lhes resta. Entretanto, é visível a discriminação que os idosos sofrem no seu dia a dia: filhos em visitas forçadas, estabelecimentos públicos que forçam um atendimento prioritário e simpático contra à vontade, internações que soam como descarte em casas de repouso à espera do momento final solitário. O idoso, francamente, não é bem aceito em grupo nenhum: para os mais jovens sobretudo nos países ocidentais, é o palhaço que serve de diversão onde a falta de respeito prospera, para os adultos a chateação, a falta de paciência para partilhar coisas do passado quando tantas oportunidades de comunicação à distância do momento são muito mais relevantes! Esse momento único  é aquele em que voltamos a nossa origem solitária de nascimento, do esvaziamento dos lares até o derradeiro instante solo.
É preciso acordar enquanto ainda resta tempo! Despertar o pouco do humano que ainda restou em cada um de nós, resgatarmos o carinho, o respeito mútuo por todos, indefinidamente, reconhecer o quanto o artificialismo, o mecanicismo nos mataram pouco a pouco levando embora o verdadeiro amor, aquele que ficou perdido em "nossa infância querida que os anos não trazem mais...
  
* IMAGEM DISPONÍVEL EM :WWW.GRUPOESPERANCA.NING.COM

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Boa-noite. Os dias estão voando, nos aproximando do final do ano. Ando atarefada, sem tempo de escrever, uma das coisas que mais amo fazer. Minhas postagens antes semanais vão ficando quinzenais,às vezes até mensais. Fazer o quê? É a vida e suas atribulações... Mas vamos lá!


ACREDITAR POR QUÊ?






Já fui crédula, já confiei em tudo e em todos, por isso quem me vê hoje, um poço de ceticismo e desconfiança, não consegue acreditar que nem sempre foi assim.
Os episódios que se sucedem dia após dia são os grandes responsáveis por essa atitude de incredulidade perante os fatos. Outrora, usava ter uma postura de pouca criticidade diante dos programas de televisão e outras mídias, mas a experiência e convivência com pessoas desse meio que passaram a narrar o grande "teatro" que se esconde por detrás dos quadros e reality shows foram abrindo meus olhos fechados para esse aspecto e quando eles se abriram nunca mais voltaram a se fechar.Como educadores, sabemos que quando aprendemos algo, assimilamos e fazemos a tal transferência de aprendizagem. Assim, tudo o que vem da mídia passa por um crivo de suspeita e investigação constantes e isso se estende a reportagens, sejam elas criminais ou  estatísticas, de entrevistas ou de documentários... Sempre aquele espírito de detetive implícito no ar me impele a desacreditar, e mais: a indignação sempre presente ao verificar a grande corrente de crédulos  e confiantes que acreditam em tudo o que veem numa atitude inocentemente infantil.
Já fui religiosa, crente em um poder superior, benéfico e protetor cujo sentimento ficou perdido ao constatar a voracidade do destino e do acaso onde a inércia do poder divino deixam adoecer e morrer puros e inocentes em plena juventude, muitas vezes em guerras incompreensíveis onde o matar é lei; por outras ocasiões ao ver religiosos endinheirados na corrida do ouro, construindo templos poderosos num paradoxo ante a humildade que tanto apregoam, usando meios de comunicação de massa para perpetuar seu poder através de preceitos idiotas que transformam os seres humanos em escravos abduzidos até o final de seus dias.
Da mesma forma, acreditei em pátria, em um torrão natal acolhedor administrado por pessoas dignas que realmente o amavam, preservavam a cultura da nação, mas ao constatar que até mesmo a língua, a expressão primeira de representatividade de um povo é diariamente corrompida, deflorada a cada instante, sinto-me como perfeita idiota que muitas vezes entre lágrimas de emoção entoou seu hino ante a bandeira considerada o mais sublime símbolo de amor.Hoje mesmo, me detive por alguns instantes a refletir no interior de meu carro em um congestionamento monstro nas proximidades do Expo center Norte causado por um evento: Beauty Fair! Porém, por que maldita razão não denominamos Feira de Beleza? Os ridículos cidadãos brasileiros enrolam sua língua para reproduzirem orgulhosos a expressão em inglês... Mas, não estamos no Brasil? Não se enganem, nada mais é nosso, não cuidamos, abrimos descaradamente as portas de nossa casa para a entrada da mais sórdida escória da espécie humana que levaram tudo o que nos pertencia comprados com dinheiro e poder. Lembrem-se de quantos outros termos da língua inglesa, "a melhor", desvirginaram a linguagem de países sem personalidade e dignidade como o nosso que ainda mostra orgulho desse fato...Na própria malfadada feira encontramos as expressões: Talk show, merchandising, workshop, e-commerce dos quais os imbecis tentam aprender a pronúncia para "ficarem bem na fita", mesmo desconhecendo o significado, sem perceber que há muito deixaram de ter autonomia em seu próprio país.
Ainda querem que acredite na "última flor do Lácio, inculta e bela" de Olavo Bilac? Há ou não motivos para não acreditar em mais nada? Nem Lácio os cidadãos desse país sabem o que seja, nem de Olavo Bilac há lembrança hoje em dia,  nem integridade de língua temos mais...
Acreditei na amizade, verificando que a falsidade, a inveja prosperaram de forma superior sufocando os bons sentimentos hoje, cafonas e superados pela superficialidade dos relacionamentos virtuais, muito mais valorosos e modernos...No que mais querem que acredite? Se alguém puder te derrubar, puxar seu tapete para se promover, creia, isso acontecerá!
Não há como confiar em jogos de loteria, por exemplo, com suas inúmeras acumulações de prêmios. Como isso pode ocorrer se dantes quando a população era mais escassa e portanto, menos jogos e probabilidades havia,  nunca esse fato ocorria...No momento atual, com muito mais probabilidades de acerto ninguém ganha um jogo antes de inúmeros acúmulos de valores que soam mais como uma propaganda para pegar trouxas,e como pegam! Inúmeras pessoas acotovelam-se em filas nas exíguas lotéricas para tentar a sorte de milhões de reais, cujos ganhadores assemelham-se a fantasmas pois nunca são vistos, culpa da marginalidade. Será verdade?
Não há mais como acreditar em resultado de esportes, jogos, corridas de carro e outras armações mais, cujos escusos interesses econômicos como pano de fundo apagam qualquer sombra de credulidade que possamos ter. Pelo mesmo motivo, não há como ter confiança em eleições e candidatos a cargos políticos que apenas farão o que lhes é permitido fazer, morra  quem morrer, na sarjeta, perdido em drogas ou álcool, vemos diariamente a miséria estampada aos quatro cantos da cidade como que a reproduzir as cenas de Victor Hugo em "Os Miseráveis" pobres mortais que subvivem embaixo de pontes e viadutos numa cena deplorável, um retrato de onde chegou a dignidade humana e ninguém é capaz de resolver esse problema que a cada dia cresce mais. Não há verba para tanto, entretanto construímos estádios e prédios inúteis em detrimento da honra.
O ser humano se tornou altamente corrupto, insensível  por dinheiro e  poder e esse fato construiu uma legião de incrédulos como eu. É só olhar ao redor... 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Aproximam-se novamente as eleições. Entra em nossos lares a velha cantilena do horário eleitoral gratuito com tantas promessas...



NÃO SE ILUDA, NINGUÉM REMARÁ CONTRA A MARÉ!
Muitos poderão ainda ser enganados pelo discurso hábil e arquitetado nos cursos de oratória ou pelo próprio cérebro daqueles que têm no afiado da língua uma forma de ludibriar, convencer e ganhar o voto de muitos na urna eleitoral, porém, não é prudente confiar em palavras, que nada mais são do que sons ao vento ditos ao momento com o intuito de persuadir os mais humildes e fracos de coração.
O que realmente precisamos, não temos candidatos que possam nos oferecer: uma salvação para nosso planeta assolado por aproveitadores que fazem jogos de cumplicidade entre si com o intuito apenas de ascensão social, cobiça e vaidade pessoal.
Não há mais lugar para individualidades no mundo em que convivemos, o domínio exercitado e  desenvolvido por grupos poderosos não permite que tenhamos culturas diferentes em cada país, a globalização de muito já chegou, matreira, pegando os incautos embevecidos que, sem a autocrítica necessária aderiram ao processo considerando-a a oitava maravilha a custo da submissão, subserviência, unificação e enriquecimento ilícito.
Não adianta confiar, o velho chavão: "vote, pratique a cidadania" não mais convence, entra ano e vara ano não se vê mudança alguma em qualquer administração, percebe-se claramente que há um esquema, um sistema pré-definido a seguir, que será cumprido morra quem morrer, doa a quem doer e para esse fim, os"sansões" da sociedade proporcionam o suor do seu rosto e uma grande parcela de tributos para campanhas de solidariedade e benefícios gerais à população sem receber nada em troca, a não ser a violência diária de cada dia.
Em debates promovidos pela mídia, os candidatos fazem o jogo do melhor, enganando os cidadãos mais jovens que  sem a vivência dos anos não alcançam a compreensão de que nada do que precisam será cumprido.
O Brasil é um país rico. Rico de belezas naturais, entretanto, o seu turismo já está  internacionalizado, dado ao imenso domínio de grupos estrangeiros que o exploram de norte a sul, de leste a oeste. Da mesma forma, temos uma Amazônia tão nossa que sequer podemos nos apoderar de uma folha para remédio que não tenhamos que implorar a grupos estrangeiros.
Nossa educação, de muito vem importada de modelos estrangeiros, nada favorecendo ao crescimento da camada mais sofrida da população, perpetuando um elitismo que será capaz de gerar os futuros políticos robotizados do amanhã...
Quanto à Saúde Pública não precisamos argumentar, ela aparece diariamente estampada nos noticiários dessa mídia irrelevante, anticriativa, massificadora. Poderia aqui enumerar todas as mazelas que corroem como um câncer a nossa sociedade, desenvolvendo uma tese de doutorado interminável sem que nada mudasse.
Por que ainda conseguimos nos convencer da possibilidade da mudança? Quantos séculos ainda virão sem que uma consciência crítica seja despertada nesse sentido?
Alguém, porventura, consegue perceber alguma diferença de gestão para gestão, seja ela municipal, estadual ou federal?
Para controle das nações aí se encontram as organizações internacionais em nome da justiça e paz mundial, no entanto, convivemos com uma violência a toda a prova, onde nação é jogada contra nação, a miséria econômica e espiritual é perpetuada como forma de projeção e preponderância dos mais fortes e covardes que agem às escuras laureados por prêmios-Nobel e campanhas sociais maravilhosas patrocinadas por altas somas e divulgação garantida pelo serviço midiático do momento.
Não há mais como confiar em ninguém, cada partido é manipulado por um grupo poderoso, de qualidade inferior em ordem crescente. A pergunta que fica é: Qual será o próximo plano? Exterminar o planeta? Tenham certeza que a sordidez dos onipotentes já planeja tal ato. Precisamos estudar, ler mais, inteirar-se dos fatos que conseguem escapar em algum artigo interessante e útil na internet, os quais precisamos garimpar em meio de chusmas de tolices e cultura inútil produzidas aos borbotões.
Hoje, não digo que me surpreendi, (porque essa emoção já  não me ocorre mais com frequência), ao ler um texto esclarecedor de muitas questões no campo da produção de alimentos, que vêm sendo uma das causas a que a humanidade deveria priorizar ao invés da aquisição de marcas de grife ou a preocupação excessiva com aparência física.
O referido texto, intitulado Bill Gates e as "sementes", trazendo o último termo entre aspas, dessa forma, punha em evidência planos ocultos de verdadeiros deuses na arte da loucura de armazenar dinheiro e poder como: grupo Rockfeller, Monsanto Corporation, Fundação Syngenta, OGM  que trabalham atualmente no Projeto Svalbard em uma caverna do Ártico, um lugar próximo ao fim do mundo, local mais protegido de segurança do que noz em casca. A desculpa é dignificante: criar um banco de dados de sementes da biodiversidade no caso de uma catástrofe que dizime o planeta.
Com a fama de grande filantrópico, Bill Gates gasta grande parte de sua fortuna junto a megagrupos para esse fim. Todos o endeusarão por isso e há a possibilidade de um Nobel por essa atitude tão preservativa e sustentável, a palavra do momento. Ignora-se contudo, o real objetivo de tudo isso, e a verdade nunca virá à tona através de um grupo responsável por realizar um agronegócio quinquilhionário responsável pelos famigerados transgênicos que efetuaram uma mudança na genética dos alimentos de efeitos futuros ainda não conhecidos,  uma medida decisiva para o domínio e enriquecimento neste campo da produção agrícola.
Segundo o texto, as sementes trans foram frutos da pesquisa por aqueles que, infelizmente, dominaram o conhecimento, e  o mantiveram a sete chaves, com um fim antiético sabe lá Deus qual, mas não é preciso muita imaginação para supor o que seja. O que é certo é que uma das modificações foi a questão Terminator que torna uma semente produtível apenas uma vez, restringindo o agricultor particular de tirar proveito do natural, fabricado pela sábia natureza. Apoderando-se da criação divina transformam-na em obra de egoísmo e podridão da mais suja escória  de cidadãos, que manipula  e macula em interesse próprio. Sabemos que uma candidata à presidência já está se infiltrando nesse setor...Será o grande interesse em sustentabilidade? Me enganem, eu gosto...
No entanto, é preciso de que todos leiam esse texto, ele traz outros fatos reveladores da questão...E o pior: atentem para os nomes maravilhosos de projetos já desenvolvidos nessa área: "Revolução Verde"(na verdade, um agrobusiness descarado); "Revolução genética";"Sementes da esperança";"Arroz de ouro" (e bota ouro nisso); numa macabra criação às avessas que tenciona "melhorar" o que a santa natureza oferece, e, tudo isso para quem tem consciência do objetivo real,  esconde um  terrorismo biológico disfarçado com o bonito nome de Engenharia Genética... 
Voltando às eleições...Não perca seu tempo!

domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos pais...Felizes momentos para ainda quem tem o seu...










Saudade - presença de ausentes* 

Ser pai é muito fácil. Alguns momentos de prazer, sem o menor senso de responsabilidade e, com um pouco de sorte, o fato já é consumado.
Porém, ser pai, essa palavra tão profunda que carrega implícita em três letras toda uma existência de dedicação, atenção, sacrifício é extremamente difícil, árdua, e não é tarefa  que todos possam cumpri-la como se deveria. 
Hoje, mais um dia de homenagens e presentes acontece em todos os lares, pelo menos deveria acontecer para aqueles que ainda têm a felicidade de poder dar um abraço e um beijo carinhoso àquele que contribuiu para gerar a vida dentro de um útero materno.
Sabe-se, entretanto, que nem sempre é assim: entre muitas situações de abandonos e descasos, entre outros motivos, filhos odeiam seus próprios pais até à morte num sentimento contraditório à harmonia e ao bem-querer como seria natural.
Não venho aqui, neste dia, contudo, debater a relação entre pais e filhos, quero registrar mais uma vez nessas páginas que tanto amo, o meu amor ilimitável por quem me proporcionou o dom, o milagre de viver: você, meu querido pai.
Desfortunadamente, já não posso contar com sua presença doce e amável, onde o afeto transparecia a cada gesto, não tenho mais como me confortar com suas palavras tão certas e consoladoras, do abraço inconfundível e único. Você foi o meu norte, meu ponto de referência, minha formação, meu tudo...
E quando se foi, apesar de não ser nenhuma jovenzinha inexperiente, um pedaço do meu mundo se desmoronou e até hoje não consegui reconstruí-lo.
Forte personalidade essa, que embora humilde e nada impositora, calou fundo através do exemplo e da extrema generosidade. Hoje, penalizada, não irei ao cemitério onde repousas tranquilo, livre de todas as maldades desse mundo maluco que nos rodeia e já nem sei se é possível aos mortos escutarem ou sentirem uma mensagem como essa que é quase uma prece que faço em tua homenagem. Não importa, o que vai no coração, percorre além do horizonte, grita através do universo numa tentativa de ser ouvida, onde o criador de tudo isso talvez esteja a seu lado a te dizer que te amo e te amarei por toda a eternidade.  Mentalizo as mais lindas flores aladas para te enviar onde estiver seu pensamento nesta dimensão que agora ocupas, tão longe daqui, mas tão presente em meu coração.

Nunca poderei pagar o que para mim fizeste e tenho consciência plena de que tudo isso foi apenas por amor. Choraste comigo meus fracassos, num sacrifício imenso procuraste me dar o melhor, velaste à margem do meu leito enquanto estive doente e, naturalmente, me transformaste com uma formação singular que poucos têm a oportunidade de ter hoje.
Pela sua veneração pela música erudita que tanto amaste e me fizeste apreciar, escolhi uma que tenho certeza de que gostas: Berceuse de Jocelyn, de Benjamin Godard que reflete um pouco da sua personalidade às vezes triste e contemplativa...
Se puderes compreender do etéreo infinito o quanto te amo, este texto terá valido a pena!


*A frase que dá título a meu texto é de autoria de Olavo Bilac, muito representativa da falta que nos faz aqueles que se foram.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Boa-noite, amigos. Já lhes aconteceu alguma vez de não conseguirem encontrar um assunto interessante para expor em seu blog?É isso exatamente que está acontecendo comigo, no momento...Sinto-me de mãos amarradas e cérebro vazio, mas a obrigação do ofício semanal desse blog, o carinho e o respeito por todos aqueles que visitam as páginas desse caderno me impulsionam para a labuta...Vamos ver...


SANTA INSPIRAÇÃO




Dias e noites se arrastam sem que chegue a musa inspiradora que me sopre aos ouvidos algo interessante para encher pelo menos uma página desse blog. Assuntos não faltam: tanta notícia ruim exibida em telejornais e programas de TV, tantos contratempos sofridos diariamente no trabalho, que lotariam folhas e folhas desse caderno virtual, porém, nada! Por inúmeras vezes, sento-me em frente ao monitor, penso por algum tempo e desisto! Nenhum tema é suficientemente interessante para que as palavras fluam e vão se enfileirando uma a uma. Por falta de iniciativa, desânimo, compartilhamento, não sei precisar o porquê dessa inércia num campo que sempre me fascinou, o de escrever. O interessante é que dantes, um assunto  qualquer me motivava para a construção de imagens espetaculares, de efeitos singulares!
Tampouco várias tentativas no sentido de gerarem um clima propício funcionaram a meu favor: colocar um fundo musical com música erudita, triste, alegre, ou, até mesmo, a estridente contemporânea geraram alguma emoção positiva.
Nada conseguindo, decidi utilizar como tema a bandida que não permite que a criação fecunde: a inspiração!
Quantas vezes ela não mostrou sua amizade a tantos outros que dela precisaram; para registrar em uma crônica fatos corriqueiros onde o lirismo não chegou! Outros, habituados ao doce afã de escrever, numa abstinência terrível sequer produziram uma matéria interessante em seu jornal. E quantos poetas brilhantes, num ensaio frenético rasgaram folhas e folhas de papel sem conseguir seu intento!
Felizmente, são apenas fases que ocorrem com todos que desenvolvem esse trabalho, dias catastróficos, entretanto, para aqueles que não produzem uma só linha quando são acometidos desse mal...
Afortunadamente, não me sinto a pior das mortais, pelo simples motivo de conseguir tirar do baú, alguns vocábulos, para, pelo menos, falar sobre o motivo que não me deixa escrever em paz!
Que bons tempos cheguem! Que as asas da imaginação me embalem novamente e me façam despertar o interesse por aquilo que sempre fiz com facilidade! Que o interesse por temas do cotidiano me despertem do sono e me tragam à realidade dos textos! E, sobretudo, que eu volte a acordar à noite para escrever, com a emoção de uma criança ao ganhar seu  presente na noite de Natal!

terça-feira, 8 de julho de 2014

ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA


O brasileiro tem que aprender a respeitar mais. A amar mais seu país e tudo o que ele envolve. Quando abrimos nossa casa para uma festa, precisamos ter ética e lembrar sempre do velho ditado acima.  Que desastre seria, se ao receber visitas, começássemos a maldizer nossos filhos, maridos e familiares, e olha que existem, não digo centenas, mas milhares de pessoas que agem dessa maneira, cuspindo no prato que comem, não demonstrando afeto algum por aqueles com quem convivem toda uma vida, pessoas do seu próprio sangue ou com quem têm laços profundos.
A Copa do Mundo nada mais é do que uma grande festa onde recebemos milhões de convidados que se reúnem em campos de futebol e autoridades presentes do nosso país devem ser respeitadas naquele momento por uma questão simplesmente de educação e cidadania; não é vaiando, humilhando que resolveremos o problema da nação, pelo contrário, demonstraremos atitudes impolidas, antiéticas e grosseiras revelando às nossas visitas que somos um povo desrespeitador das hierarquias, anticidadãos, sem civilidade alguma a oferecer. As vaias dirigidas à autoridade máxima do país soaram ridículas para quem as proferiu e, diga-se de passagem, aviltantes colocando a presidente em posição vexatória perante seus familiares e outras autoridades presentes.
Do mesmo modo, atitudes contrárias à realização do maior evento de futebol no Brasil ocorridas durante o desenrolar das atividades preparatórias, deveriam ser tomadas muito antes; não comparecendo a estádios de campeonatos nacionais ou outros eventos menores que ocorreram durante o ano, por exemplo, e  não depois de contratos assinados, quebrando e depredando o que já foi feito com dinheiro do próprio povo, isso pelo menos é uma grande burrice...
Entre todas as nações que aqui se apresentaram, não verificamos nenhuma atitude desse tipo aqui realizada, contrariamente, houve o respeito, o civismo e o amor à pátria, coisa que há muito tempo se perdeu no país, e, cantar o hino à capela, não significa nada nesse sentido, soa mais como insurreição contra o próprio país quando um símbolo nacional é interpretado com ódio e desobediência a regras. Será que os brasileiros acreditam que não haja corrupção e má administração nas outras nações?
Problemas existem no mundo todo e só podem ser vencidos através de trabalho consciente e exercício da cidadania, não por vandalismo.
O comportamento irreverente do brasileiro da classe média alta, pois, com raríssimas exceções, só esse grupo teve acesso aos estádios dado o alto preço dos ingressos, manifestou-se também no sentido da falta de esportividade e compreensão da falha humana, quando num momento difícil de decisão, ao invés de apoiar, vaiou seus próprios compatriotas, abandonando o recinto ou aplaudindo o adversário demonstrando que não sabe perder com dignidade e respeito...
Por acaso não é humano errar? Muitas críticas e maledicências da mídia ocorreram na Copa anterior expondo comentários cruéis do então técnico da seleção, inclusive ridicularizando sua indumentária e atitudes pessoais, além de mordazes censuras a sua atuação profissional dando provas de incompreensão e de falta de consideração.
Ninguém em sã consciência realiza um trabalho para fracassar, as intenções são sempre as melhores, se o preparo e a capacitação profissional deixam a desejar, antes de tudo, é preciso ajudar, procurar participar e cobrar seus direitos de agir enquanto é tempo, depois que o leite derramou não há como evitar o problema.
Possuíamos o melhor técnico, os melhores jogadores endeusados vinte quatro horas do dia pela mesma mídia que hoje crucifica a todos e os transformam nas piores criaturas da face da Terra, lembrando os versos de Augusto dos Anjos: "a mão que afaga é a mesma que apedreja".
Jornais de todo o planeta, com exceção ao da Alemanha que demonstrou um senso de ética a toda prova nem sequer mencionando a derrota brasileira, divulgaram manchetes referindo-se à humilhação, vexame que acabaram por fazer desmoronar todo o mérito profissional da categoria futebolística do nosso país, já com tão baixa estima lá fora onde as referências principais são a miséria, a violência e a falta de cultura. O que nos resta mais como cidadãos do Brasil? Que quem não ama e respeita procure outro lugar melhor para viver e fique feliz!!!





domingo, 8 de junho de 2014

Bom-dia. Para variar, caiu a conexão com a internet quando cliquei para publicar essa mensagem no dia de ontem à noite, que por sinal foi cheio de barulho e confusão até às 24 horas ou mais...



FELIZ ANIVERSÁRIO!!!



Pobres daqueles que moram nas imediações da Praça Campos de Bagatelle, em São Paulo, por ocasião da famigerada Marcha para Jesus. Pior ainda, para aqueles que como eu, fazem aniversário no dia de hoje e que tiveram a “felicidade” de que esse dia, 07 de junho, coincidisse com o tumultuado evento que já se incorporou ao grupo de muitos irrelevantes acontecimentos da cidade, e que, no entanto, rendem milhões aos cofres dos inescrupulosos, que usam o nome de Deus para compuscá-lo e achincalhá-lo em meio à desordem, barulho infernal e fanatismo sem limites: milhares de pessoas que migram de outras cidades e se juntam às demais aqui residentes da capital, para, segundo elas, louvar a Deus.

São trios elétricos, cantores da música Gospel, pastores evangélicos, e um time todo de fiéis servidores que geram uma sinfonia, que, antes de tudo é uma agressão, poluição sonora de causar raiva até ao próprio Jesus, que em tempos remotos, segundo a história, indignado ao ver a casa de Deus servindo de mercado, expulsou daquele templo sagrado milhares de mercenários comerciantes, tal como esses que hoje aqui estão: meros comerciantes. Pena que o fato não se repita  mais!

Impossível nas residências da redondeza, ouvir alguém, sem que esse grite a altos brados, dado ao volume abusivo das caixas sonoras, que parecem atingir milhões de decibéis, sem contar os berros que se espalham pelos ares apelando para o nome do pobre filho de Deus, que deve ter se refugiado para bem longe daqui...

Os festejos religiosos dos evangélicos, hoje, me desculpem a franqueza, fariam Martinho Lutero horrorizar-se dos resultados de seu postulado, cuja conseqüência gerou um novo tipo de escravidão: o da bancada protestante que mantém na ignorância e no poder milhões de cérebros abduzidos. O resultado, obviamente, é garantido nas urnas eleitorais, e nos cofres das instituições que milionariamente se reproduzem ostentando templos suntuosos tirando daqueles que menos têm, tudo em nome de Cristo.
Longe de mim ter a pretensão de acabar com a crença e mudar a cabeça dos cidadãos; cabe a cada qual raciocinar com inteligência e tirar suas próprias conclusões. Muitos dos que ali se reúnem todos os anos não têm humanidade para com seu próximo, agem traiçoeiramente, sem consideração alguma por ninguém e hipocritamente vêm louvar a Deus... Ora, é preciso primeiramente ter mais caráter e solidariedade, limpar a alma antes de se achar amigo daquele por quem tanto clamam.
Esse meu aniversário não deixou verdadeiramente tempo para agradecer por mais um ano de vida com saúde ao lado dos que mais amo e dizer da felicidade que isso me dá e me enche de paz ao saber que nunca tripudiei sobre ninguém até hoje, na face dessa terra.
Não necessito gritar a altos brados, o nome de Deus, nem de tanta falácia para me mostrar sua filha. Que cada um cumpra com sua missão no trabalho e na vida, isso já será o suficiente! Ah! e o maior presente que recebi hoje, além dos cumprimentos daqueles que se lembraram desse dia, foi a linda flor vermelha que desabrochou em um dos vasos da minha sacada, mostrando todo o seu escarlate; um presente da natureza de valor sem igual!




terça-feira, 27 de maio de 2014

O assunto de hoje não é  menos polêmico que o da última postagem, embora fira a maioria da população, não diria brasileira, mas mundial, é uma grande verdade...



ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...



Esse texto nasceu após a entrevista do jogador de futebol, Alan Kardec, ao programa Globo Esporte no dia de hoje. Dizia o jogador que ao abandonar o Clube Palmeiras onde jogava e filiar-se ao São Paulo Futebol Clube, foi denominado "mercenário" pelos torcedores brasileiros, situação idêntica ocorrida com Ronaldinho Gaúcho ao deixar o Time do Grêmio para jogar no Atlético Mineiro.
Um bom começo é o questionamento: o que é ser mercenário? Se procurarmos pela etimologia da palavra, ela provém do latim mercatus que significa mercado, compra e venda. Logo "mercenário," agente de negociação, de mercado. Segundo vários dicionários da língua portuguesa, tal palavra, falando-se o português rasgado, indica aquele ou aquela que apenas trabalha por dinheiro, esquecendo-se de outros valores mais significativos.
A grande ironia da questão reside na hipocrisia das pessoas que criticam o próximo e assim denominam aqueles que buscam seu interesse monetário, satisfações de ordem material, ascensão e status social. 
Já convivi com pessoas próximas, cuja identificação não vem ao caso no momento, tentando se inscrever como soldado mercenário em outros países em guerra com a única intenção de ganhar dinheiro e saírem da miséria extrema em que se encontravam; solas de sapato gastas, uma ou duas trocas de roupas surradas e alimentação precária. Buscar melhora dessa situação é motivo para julgamento  e denominação pejorativa?
É revoltante olhar ao redor e verificar que a maioria daqueles que rotulam, com o perdão da palavra, "sentam em cima do rabo" para avaliar o tamanho da cauda alheia. São todos muito mais que isso; por acaso, mercenário não é aquele que puxa o tapete de seu colega ou amigo de trabalho para se usurpar do seu cargo? Fato rotineiro de  que todos sofremos diariamente...
E aqueles que vivem vendendo inconscientemente ou não, seu próprio país, deliciando-se em papaguear palavras de outro idioma que não o seu, a cada minuto, ridicularizando aquele que não simpatiza com essa atitude, diríamos traidora e não menos mercenária? São expressões que nada nos dizem respeito como: self, what's up? down, clean e tantas outras que os pobres imbecis desse país nem sabem escrever corretamente e, no entanto, respaldados e reforçados por uma mídia canalha que não dá a mínima para seu país, induz e alicia os míseros teleguiados a, é claro, apenas por dinheiro, valorizarem o continente norte-americano, tornando-os  escravos em potencial de corpo e alma. É uma bela atitude? Enquanto há previsões de futuros vergonhosos de duzentos mil mortos por fome  na Somália, o paradoxo de um narrador esportivo da rede Globo receber cinco milhões por mês para transmitir, no mínimo, uma grande cultura inútil compartilhada, certamente, por inúmeros alienados...Isso não é ser mercenário?
O que dizer então de nossos homens públicos, que só faltam lançar um decreto-lei mudando a língua nacional, já que não têm o patriotismo e a coragem necessários para o trabalho sem corrupção e a afirmação de uma autonomia nacional? Isso não é ser mercenário? 
Pena, é que o cidadão nesse país ao atingir a idade de sessenta anos ou mais, é considerado velho, gagá, piegas e outros adjetivos mais carinhosos para denominar aquele que chega ao auge do raciocínio lógico e que tem a inteligência e a coragem de tentar mostrar o óbvio sem a loucura da adolescência que mercenariamente é induzida a idolatrar mitos internacionais e toda uma sorte de parafernália de outros países, sem saber a razão, a intencionalidade e toda a bandalheira  que se oculta atrás disso tudo.
De uma vez por todas, enfiem em suas pobres cabeças: o cidadão comum vive apenas para manter um status, ganha uma miséria, com raríssimas exceções, gasta o que não tem, pois afunda-se em dívidas constantes de cartões de crédito, cheque especial e empréstimos para inserir-se como tantos outros em mídias sociais de relacionamento e postar um self de preferência com seu smartphone último modelo e, atentem para um detalhe: em qualquer lugar: reuniões importantes, apresentações que exijam silêncio e atenção, salas de aula, enfim, lamentando-se não poder inserir o aparelho recém-adquirido na própria foto.Uma lástima! Isso não é ser mercenário? Não apenas isso, é ser i-d-i-o-t-a! 
Grifes caríssimas, são adquiridas até, se possível, através de roubos, mas são indispensáveis, tanto por miseráveis quanto por aqueles endinheirados emergentes sem cultura alguma, porém, a etiqueta, a exemplo de que Drummond já alertava em seu poema, é a sua maior identidade...Por acaso, isso não é ser mercenário?
Calem-se de uma vez as más línguas que teimam em censurar e a designar como interesseiros àqueles que buscam melhores salários e condições financeiras, parem de dimensionar o nariz alheio...
E parodiando Cristo em suas parábolas: Raça de víboras, que quem não é mercenário nesse país, atire a primeira pedra...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Boa-noite a todos que participam desse blog, obrigada pela atenção de lerem os textos. Com tantos afazeres diários, quase não sobra tempo para editá-los semanalmente; falta de assunto, certamente, não é. Dia das mães, data maravilhosa para homenagear aqueles seres abnegados que nos deram a vida,  que tanto sofrem e choram torcendo por uma vida inteira para que os filhos sejam bem sucedidos. O maior respeito é merecidamente o melhor pagamento. Obviamente existem aquelas que só recebem o nome, porém nada fazem  e jogam para que o mundo resolva a situação desamparadora daqueles que apenas geraram, contribuindo para o aumento da violência e dos problemas sociais que a cada dia crescem mais. Entretanto, não é sobre esse assunto que passo a escrever nessa noite, há uma questão maior que precisa ser cuidada e debatida atentamente  para que seja banida da face da Terra: a traição.

EVITAR É PRECISO

Tradere é etimologicamente a origem da palavra traição, que em tempos remotos já significou ensinamento, perdendo sua essência para significar perfídia, infidelidade, emboscada.

Os autores de tal ato, apresentam personalidade deformada, uma frouxidão de caráter sem igual, que faz com que o traidor quebre a confiança dos inocentes e sinceros que  ao receberem o duro golpe da infidelidade, conseguem entendê-lo como sinônimo  de pouco amor e ausência de amizade.
Foram muitos os casos ocorrentes no decorrer da história da humanidade, situações vergonhosamente covardes que só trouxeram infortúnio, desamor, morte. Muitos praticam essas vilezas motivados por valores menores como dinheiro, ambição, poder...Nesse caso, não há escrúpulos e as vítimas são de relacionamentos variados: amigos, colegas de trabalho, parentes distantes ou próximos; ninguém é poupado quando cruzamos em nosso caminho com esses seres inferiores e ignóbeis.
Judas Iscariotes, Dalila,Joaquim Silvério dos Reis, Helena de Troia revelaram esse comportamento indesejável em tempos mais remotos causando desgraça ao seu redor e atirando  seus nomes à lama  por toda uma história.
Atualmente, esse fato vem ocorrendo com certa facilidade, uma vez que já não percebemos na maioria da população uma retidão de caráter e o buscar de uma lapidação espiritual  que revele virtudes no ser humano hodierno.Já é comum elegerem-se candidatos que constroem suas plataformas políticas em cima de mentiras e falsas promessas, levando o eleitor a desconfiança, ao ceticismo absoluto e cruel. Casais que não cumprem com sinceridade juramentos feitos em documentos e rituais de matrimônio, desconsiderando a família, entregando-se à libertinagem e a prazeres materiais e efêmeros. Profissionais de má-fé que tentam frequentemente  usurpar de seus companheiros o que foi conseguido com esforço...
Uma  das traições que fogem do comportamento ético é aquele do discípulo ao mestre...Quantas lições preparadas com dedicação e carinho são jogadas às moscas, sem consideração alguma quando aqueles plagiam  textos inteiros de redes sociais ou de livros na tentativa de ludibriar, enganosamente caindo no próprio engodo. Por vezes, trabalhando temas como a traição, cometem esse imperdoável erro, autorrotulando-se perpetuamente como, palavra feia: traidor, corrupto,mau caráter...
Não há nada que se possa fazer para reparar o ato cometido, pois será eternamente perante a pessoa traída, o infiel, o indigno de confiança.
Àqueles que morreram ou se desgraçaram vitimados pela maldade alheia, fica o consolo de serem considerados mártires,  colocando o peso da perfídia na imagem de seus algozes indiretos.
Se fosse possível evitar tal conduta, mil vidas se daria, as últimas palavras do herói da Inconfidência, que não morreu em vão; definitivamente, torna-se necessário cuidar da formação durante a mais tenra idade, e o melhor ensinamento é o exemplo que podemos dar.



quinta-feira, 1 de maio de 2014


Boa-noite, amigos blogueiros. Num momento em que ouvimos a altos brados manifestações antirraciais e verificamos que o preconceito, o ódio entre as classes de uma sociedade aumentam perigosamente, é o momento de posicionar-se a respeito...



CUIDADO COM O ESTOPIM



O significado conotativo aplicado a palavras comuns, ultimamente, é capaz de levar à prisão por um simples gesto ou menção a esses vocábulos; a fruta tropical tão inocente, a preferida dos símios, cujo nome mais popular também pode ocasionar enclausuramento inafiançável para o pobre cidadão que a utilizar sem o devido cuidado, está causando medo a todos que convivem em uma dita “democracia” neste país e por que não dizer no mundo?
Temos a nítida impressão de que não temos mais liberdade de oferecer determinadas frutas, a todos, indiscriminadamente, sob o risco de respondermos a processos por discriminação racial.
Bananas lançadas em campos de futebol são usadas como símbolo de estopim da bomba preconceito que temos que engolir goela abaixo, humilhados e ajoelhados a um sistema que amordaça, silencia e invade a privacidade, além de ameaçar o direito de pensar e discernir do cidadão comum, direcionando-o a um comportamento padrão, um nazifacismo às avessas.
Nunca houve tanto preconceito como ocorre atualmente e para isso, há uma constante instigação entre os grupos em que a sociedade foi dividida, e essa provocação diária alimenta o ódio crescente que toma lugar e reparte os cidadãos quando mais do que nunca deveriam estar unidos.
Cuidado: existem termos que não podem mais ser usados salvo em raríssimas ocasiões; dependendo da situação não se pode mais dizer “nego”, “a coisa tá preta”, “é dia de branco”,assim como macaco, primata e tantos outros similares que podemos estar discriminando afrodescendentes e negros, mesmo que a intenção não tenha sido esta. Que coisa mais ridícula! Um simples termo, um dizer em linguagem oral, o nome de um mero animal não pode mais ser usado livremente. Realmente, o grande preconceito é com o pobre ser, macaco, a pior e mais execrável das criaturas! Os regionalismos, expressões simples de alguns vocabulários locais, ditos sem maldade ou segunda intenção alguma, sequer podem ser mencionados, de modo que devemos usar uma trava em nossa língua, ou melhor, em nosso cérebro, policiando-nos a cada momento, condicionando nossa linguagem ao modelo que nos é imposto diariamente, sem liberdade alguma, cerceados por força de leis e estatutos cujo objetivo nem de longe se aproxima a fazer justiça e sim, impor, ditar comportamentos numa ditadura feroz que em tempo algum foi tão violenta e silenciadora.
Porém, qualquer palavra ou expressão ostensiva do tipo: loira burra, branquelo, alemão batata ou azedo, cano enferrujado, são compreensivelmente tolerados numa permissividade vergonhosa e totalmente injusta geradora de revolta e tensão. Qual a razão dessa parcialidade de atitudes, por que o uso de dois pesos e duas medidas, numa situação idêntica onde não há ethos na tomada de decisões dos legisladores onde a coerência de há muito deixou de existir?
Fala-se muito em um resgate, uma compensação do branco ao homem negro pelo período em que o manteve em escravidão, entretanto, foram outros tempos, já esquecidos onde os escravizadores nem brasileiros eram, hoje, corre nas veias de todo o povo dessa nação, com raríssimas exceções, o sangue africano, fato que não justifica a existência do preconceito que os estatutos teimam em querer impor como verdade quando a realidade é outra, principalmente aqui no Brasil, onde a maioria dos habitantes é afrodescendente.
Tal comiseração semelhante àquela imposta aos semitas ao longo dos anos que se perpetua e mantém acesa a chama do povo injustiçado, martirizado parece que já está cansando grande parcela da população mundial, aliás, todos os povos, independentemente de sua nacionalidade ou credo, sofreram algum tipo de agressão ao longo da existência humana e nem por isso vão viver se lamuriando pelo resto da vida.
Uma luta em prol da coerência e maior liberdade de pensamento deve ser urgentemente levantada sob a pena de a cada dia estarmos mais subjugados a um poder que escraviza mais do que aquele exercido pela monarquia, ditadura ou comunismo, todos juntos. É tempo de exigirmos igualdade de direitos, coerência e imparcialidade nas legislações e estatutos,e, sobretudo o fim da manipulação de políticas populistas, que não trata com igualdade todos os membros de uma sociedade. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fatos desprezíveis estão ocorrendo no mundo hoje.São acontecimentos inacreditáveis e difíceis de explicar, cuja compreensão foge do senso comum...


BESTA-FERA DO APOCALIPSE?


Parece que a crueldade tomou conta dos habitantes desse planeta.Uma brutalização demoníaca toma conta de alguns seres, o que torna impossível a acepção de humanos a criaturas totalmente insensíveis e sem coração.
Quando ainda percebemos que os criminosos citados acima são da área médica é que a indignação toma conta do nosso ser e nos causa maior repúdio: um pai, que maltrata seu próprio filho e deixa-o à mercê de uma mulher que tripudia e usa a força para tirar a vida de uma inocente e indefesa criança.
A repercussão do crime invadiu os lares através de notícias de jornais, revistas e TV causando revolta e anseio por justiça pela morte de um menino que teve sua vida ceifada não por assassinos ou bandidos estranhos, porém dentro de seu próprio lar, se é que se possa chamar assim o habitat de um covil de covardes.
O que dizer disso tudo? Não poder sobreviver dentro das paredes do lar paterno e quando esse pai é um cidadão de formação superior, um médico casado com uma enfermeira profissional que não têm a mínima consideração pela vida...
Não há o que falar sobre tremenda maldade, difícil acreditar que realmente tenha acontecido da forma como foi narrada e difundida pelos meios de comunicação.
Espera-se que a justiça seja feita, justiça que não trará a vida perdida, ceifada precoce e injustamente.
A pergunta que não se cala e o questionamento inevitável é: em que mãos estamos hoje na Saúde: bem servidos, tendo médicos que consentem com o maltrato do próprio filho e enfermeiras que matam a seu bel prazer para  resolver seus problemas.
Se exterminam um filho, o que não farão com outros com quem não têm laços familiares, só a nossa imaginação pode supor; a qualquer desejo ou incômodo livram-se de pacientes que os incomodam: raça de víboras, como dizia Cristo, à semelhança do personagem Raskólnikov de Dostoiévski em  Crime e Castigo, hão de ser corroídos pelo remorso aterrador que os perseguirá diariamente, não permitindo que tenham um sono tranquilo a qualquer hora do dia ou da noite.
São seres abjetos que devem ser banidos da sociedade e  rejeitados para toda a eternidade.
A degeneração de tais personalidades cuja falta de caráter é insuperável não é facilmente compreendida por quem tem amor a seu próximo e principalmente a seus familiares.Que estranha droga ou mutação genética está produzindo seres vis, bestas irracionais desprovidas do mínimo e necessário respeito pela vida?
Impossível atinar com a resposta, esperemos que dias melhores cheguem onde o respeito e o amor falem mais alto, onde o mais forte não tripudie sobre o mais fraco, onde qualquer mal seja evitado a tempo, onde a vida sobrepuje a morte, onde o direito do inocente seja colocado em primeiro lugar... 

terça-feira, 1 de abril de 2014

A libertação do homem dos medos e  da coerção da Igreja, instituição  que induzia ao temor à religião e obediência aos dogmas eclesiásticos durante a Era Medieval, fez com que ele renascesse para si mesmo, efetuando transformações efetivas no curso da história da humanidade...


SACRIFÍCIO INÚTIL



A repressão e a visão unilateralista do mundo imposta pelo teocentrismo agravada pela anulação da liberdade da vida humana causaram períodos inócuos no seu desenvolvimento no campo das ciências e do conhecimento.
Atualmente, se reconhece que cada mudança no decorrer dos tempos por mínima que tenha sido, representou um grande e efetivo salto no sentido da evolução, criação e consequentemente emancipação do homem que aos poucos quebrava paradigmas tornando-se autossuficiente e independente. O progresso ocorrido da Idade Média ao período do Humanismo é quase nada comparado ao avanço alcançado pelo empirismo e fertilidade da Era Iluminista que influíram diretamente no bem-estar humano, clareando caminhos, abrindo trilhas infindáveis para inúmeras descobertas.
Tal avanço ganhou impulso no século XVIII consolidando-se no decorrer do  século XIX onde inventos maravilhosos nas mais variadas áreas ganharam seu espaço, facilitando e simplificando a vida de todos: da locomotiva a vapor no setor de transportes ao avião, do sistema de correios sacrificados, como que por milagre, surge o código Morse e a distância diminuída através de mensagens que cruzaram continentes.
Quando ainda não se havia acordado dessa surpresa no setor da comunicação o telefone surge, resultado da incansável luta do homem para esmerar-se, aperfeiçoar-se e superar-se, sobretudo.Dos primeiros aparelhos enormes e lentos do final do século XIX, hoje, usufruímos de uma tecnologia sofisticada que proporciona o mundo dentro de uma pequenina caixa que carregamos no bolso: os telefones inteligentes, que tudo fazem além de trazer entretenimento, lazer e interação.
Inúmeras utilidades esse invento nos legou, infelizmente, toda criação é vítima de comportamentos sadios e também antiéticos por parte dos usuários;  seres humanos que como tal, são passíveis de falhas e contradições. Deste modo, vemos com pesar, todo o benefício trazido pelo telefone macular-se com sequestros e crimes comandados por marginais dentro dos presídios, abalando a paz de cidadãos trabalhadores e honestos, assim como verificamos com tristeza: a manipulação e à indução ao consumismo exagerado e cruel que leva todos ao endividamento na corrida pela aquisição forçada, à discriminação que isola àqueles que não se enquadram no perfil social exigido pela sociedade atual que não pondera o uso de aparelhos de telefonia usando-os indiscriminadamente em locais públicos, em escolas e ambientes impróprios, atropelando leis e regulamentos que norteiam o seu uso.
Se a humanidade  levou tanto tempo para emancipar-se, livrar-se de grilhões que não permitiam seu desenvolvimento, é inadmissível que agora se deixe escravizar  pela ambição, corrupção e indução, valores menores da  personalidade do homem.  
  

quarta-feira, 12 de março de 2014



Valsas de Strauss...




Hoje faz 15 anos... Começo a sentir o peso da distância que nos separa... Verifico com tristeza que muito tempo já passou. Mas como te esquecer? Desde o início da manhã de hoje me vieram à mente os fatos que sucederam na sua separação eterna da nossa vida terrena.
Porém, ficaram as lindas passagens que partilhamos juntos na caminhada familiar.Um fato que para mim foi marcante na infância e que  até hoje me causa admiração foi o seu contato com a música erudita. Tanto gostavas, que vivias assobiando todas as valsas de Strauss e conhecia todas elas, era só pedir e prontamente atendia nosso desejo. Uma delas, em especial, que posso ouvir acionando o painel acima do blog, é a Valsa dos Patinadores. E não apenas as reproduzia como depois ias ilustrando com belas e minuciosas descrições o que a música representava através dos sons melodiosos da orquestra, principalmente o solo dos violinos que nos envolvia transmitindo as mais nobres sensações. Conseguistes o máximo para alguém que nunca teve a oportunidade de receber uma educação musical: ouviste com o ouvido atento e  que poucos têm todas as melodias  maravilhosas e acabou trabalhando numa emissora de rádio em Araçatuba, a rádio Cultura, onde como locutor, teve a sensibilidade de dirigir um programa que só incluía músicas clássicas para apresentação. Em casa, olhos brilhantes, coração emocionado, ouvia a sua amável voz anunciando as melodias que se sucediam noite adentro até quando o sono infantil me invadia.Caro pai, isso para nós foi precioso, foi lapidação da alma, bálsamo espiritual, o despertar do gosto pelo que é bom.Nos ensinaste somente o bem enquanto tantos pais nada passam de gratificante a seus filhos preferindo embriagar-se de prazeres mundanos. E nunca tivestes dinheiro que nos pudesse saturar de futilidades ou presentes supérfluos, no entanto, ao contrário das crianças de hoje nunca deles senti falta porque havia o amor como a base de tudo que alimentava, saciava e nos mantinha  felizes.
Hoje, já não sou nenhuma criança, as marcas do tempo já são presentes em meu corpo e sou capaz de entender o sacrifício hercúleo que fizestes para nos manter e humildemente venho agradecer nesse texto que escrevo comovida.
Valsa dos Patinadores, Rosas do Sul, Vozes da Primavera. Valsa do Imperador, Vida de Artista e tantas outras que hoje, graças a seu sacrifício consigo interpretar ao piano...
Cada vez mais, infelizmente, te sinto mais longe na imensidão do Cosmo infinito...Mas a lembrança fica viva como uma chama a iluminar os meus trilhados caminhos.Para ti, vislumbro como nas magníficas músicas que para nós assobiavas os lugares mais fantásticos e coloridos nas glórias da eternidade!!!Descanse em paz!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Seja em fevereiro ou março, há séculos, a população do Brasil anseia e vibra com a chegada do Carnaval, festa máxima do nosso país...


Pão e Circo

Ultimamente, as manchetes que mais ocupam as folhas de jornais ou noticiários  de televisão são referentes às manifestações contra Copa do Mundo, corrupção, legislações, falta de moradia e tantos outros motivos. Estes acontecimentos sempre culminam em confusão, apesar de sacudirem o marasmo e o "carneirismo" que sempre envolveu o povo brasileiro, que apático, nunca sequer participou da vida política da nação ou reagiu contra os mais terríveis absurdos que vêm ocorrendo desde longa data na vida pública, que vão de má administração à corrupção e crime.
A forma que sempre foi usada para amansar o "rebanho" é sem dúvida o famoso "Pão e Circo" cujo sucesso remonta à história romana e sempre foi capaz de deter qualquer forma de revolta popular, atuando como distração cujo poder de satisfazer e acalmar a opinião pública é, e sempre foi surpreendente.
Obviamente, o futebol e o Carnaval aqui são sempre as melhores estratégias para provocar esse efeito tranquilizante, inebriante instigado pelas mídias mostrando todo o glamour desses eventos. Com isso, têm conseguido verdadeiros milagres com a mais sofrida e  difícil camada da sociedade, a classe pobre, que vivendo na mais completa miséria econômica, social e cultural é capaz de alcançar o nirvana através da visão de seus ídolos, verdadeiros super-heróis, ou deuses, em uma partida de futebol que se exibem semanalmente em sucessivos campeonatos... Da mesma forma, há um ano de preparação de alegorias, fantasias, sambas-enredo e de todos os preparativos necessários para que o país pare cinco dias na região sudeste e muito mais em outras regiões, para mergulhar na folia carnavalesca esquecendo-se de tudo e de todos ao representar uma escola de samba e lutar pelo seu sucesso. Pelo Carnaval, mata-se, passa-se fome, abandona-se pais, filhos e amigos em cinco dias de abdução total que só visa alegria, orgias e prazer.
De festa pagã da época do império, à apologia da cultura africana, a festa quase nada mudou no aspecto de liberdade sexual, libertinagem e abuso no uso de drogas permitidas e ilícitas, onde o comércio legal ou negro prolifera.
Porém, nada é para sempre, e as aparências nos mostram em formas de manifestações pelas ruas e praças públicas que esse "Pão e Circo" começa a perder o seu poder sobre a humanidade de todos os cantos do mundo.
O que surpreende é que apenas acontece a rebelião coletiva contra o evento da Copa do Mundo no Brasil, fato incompreensível num momento em que toda a negociação para esse fim já foi providenciada. De que vale toda essa ladainha agora? Chorar após o leite derramado de nada vai valer...
Tudo leva a crer que, ao contrário do que muitos afirmam,  esses atos públicos sejam coordenados por poderes políticos paralelos e não espontâneos, partidos da própria população. Há de haver um líder atrás de tudo isso.
O que não se ouve e certamente jamais se ouvirá, será o boicote ao Carnaval, pois se isso acontecesse realmente seria deflagrado  o início de uma guerra civil, fato que corrobora a hipótese de que há forças liderantes que operam e organizam as manifestações populares.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O texto de hoje trata mais uma vez dos programas oferecidos pelas empresas televisivas nacionais e sua colaboração como forma de acréscimo cultural, social entre outros...

DIVERSÃO OU  DETERIORAÇÃO?


Muitos brasileiros em diferentes faixas etárias infelizmente, saturam-se diariamente das matérias divulgadas pela maior mídia massiva do país: a televisiva.
E na sua maioria, com raríssimas exceções, grande parte das emissoras segue uma única linha de exploração: o competitivo nível de audiência, o IBOPE e algumas delas chegam a citar os pontos atingidos como um verdadeiro grito de vitória, uma vez que esse fato representa lucro e fidelidade de audiência. O problema é a forma como conseguem seu objetivo. Em primeiro lugar, através de estudos sociológicos que revelam o nível intelectual e social da população e pesquisas sobre o grau de satisfação obtido pela maioria, essas instituições que só visam riquezas, criam programas nivelados com a intelectualidade e sociômetros da grande massa, pouco se importando com seu desenvolvimento como pessoas de caráter, uma vez que o que realmente importa é atingir suas metas. Não há o mínimo interesse na maioria das  TVs abertas, principalmente, em oferecer cultura de qualidade, cursos educativos e artísticos variados investindo desta forma no cidadão do amanhã.
Desta maneira, a programação medíocre e repetitiva do dia a dia monotonamente ecoa seus pobres e irrelevantes conteúdos desde que o dia amanhece até a noite onde o que importa realmente, é a vida alheia, exemplificando, fofocas e maledicências sobre famosos, simulações enganosas de situações, as famosas “pegadinhas”, que só conseguem distrair, perdoe-me a franqueza os espíritos infantis e pouco amadurecidos culturalmente, que excessivamente crédulos, conseguem acreditar até em fadas e gnomos, pois desprovidos da criticidade espiritual confiam em tudo e em todos...E a matéria jornalística então? Mais parece dirigida a portadores de Alzheimer, pois enfadonhamente repete os bordões idênticos em todos os horários, a única coisa que não faz é efetuar um serviço de utilidade pública relevante, porque obedece visivelmente a um partidarismo político que não permite que certos assuntos como greves de professores, avisos sobre concursos e datas importantes para o magistério, entre outros, sejam veiculados. Do mesmo modo, os programas culturais, na verdade, desde longa data divulgam sempre artistas apadrinhados ou de matéria paga por valor econômico ou por indicação de grupos poderosos, enfim exibem somente aquilo que querem divulgar e que realmente lhes trará retorno financeiro... Outro tipo de programação favorece a lascívia e o precoce desenvolvimento sexual com exibição de atos libidinosos escancarados indistintamente e em horários impróprios com a finalidade de angariarem a audiência de jovens e adultos, pouco se preocupando com as crianças e seu desenvolvimento saudável, ato totalmente apoiado por apresentadores irresponsáveis, que criticam qualquer tipo de censura, não distinguindo bom-senso de repressão... E assim acontecem: reality shows e seu conteúdo altamente pobre de conteúdo, mas cheio de apelos sexuais que se completam na internet, inocentes programas diários cujos temas baseiam-se na mediocridade e nem deveriam ter lugar num espaço tão caro como o é a televisão, em entrevistas de artistas sem noção que despejam pela tela uma chusma de tolices e maneiras de agir pouco apropriadas que acabam se impondo aos mais suscetíveis e impressionados com a fama e o sucesso... E as novelas que ocupam grande parte da programação, então... Deixaram de representar a arte para fazerem verdadeiras campanhas publicitárias de produtos em geral, da mesma forma como servem para divulgar ideologias políticas e “fazer a cabeça” da população sem contar o uso da criminalidade e da desgraça alheia que dão forma a matérias sensacionalistas e de apologia ao crime, onde os personagens principais são os assassinos e a crueldade.
E não cabe mais aqui enumerar todos os pontos negativos que essa mídia traz à população, que sem ter como se ocupar, seja por preguiça, desemprego ou prazer insere seus filhos, idosos e jovens num turbilhão de asneiras sem fim, onde as pessoas perdem sua identidade e espírito crítico ao viverem o alheio e absorverem ideologias prontas que atrofiam o cérebro e o poder de raciocínio, além de dificultarem o convívio social em detrimento do isolamento e da solidão.
Agora pergunto: haverá algum interesse em mudar esse quadro tão famoso e lucrativo?





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Boa-noite. Como escrever apenas sobre assuntos agradáveis e saudáveis, se nesta época o que nos rodeia é apenas violência, morte e desamor? Esse é mais um texto da série de desencantos e tristezas...



Falha na Educação gera violência


Como não perceber que a nossa sociedade decai em seu nível intelectual, cultural e social a cada momento? Basta observar por um dia os noticiários na mídia massiva e o que acontece a nossa volta para analisar e concluir sobre o motivo de tamanha degradação ético-moral.
De pequenas contravenções à ações criminosas e violentas, tudo o que podemos verificar sem muita análise, usando apenas um pouco de raciocínio lógico e inteligência é a pobreza intelectual e cultural do ser humano do século XXI.
E é tão forte essa expressão “século XXI,” que encerra em seu teor um modernismo e atualidade sem iguais... Infelizmente, o homem dessa era, que deveria pela lógica apresentar um aprimoramento de caráter condizente com o longo período trilhado pela espécie humana, revela um lado animalizante que destoa de todo o acervo cultural que a humanidade conseguiu alcançar até os dias de hoje. demonstrando numa equação desproposital evolução na teoria e decadência na prática da vida humana e relacionamento social.
A pergunta que nos fazemos é sempre: Por quê? Qual a razão de tanta imbecilidade, ignorância, ausência espiritual e de sentimentos nobres para com nossos pares?
Infratores, contraventores e criminosos quando entrevistados,  em sua maior parte, apresentam um comportamento de causar pena pelo baixo nível intelectual, compatível com seu desvio comportamental e deficit educacional.
Na verdade, embora não receba a atenção necessária do poder público, a Educação de relevância é primordial, é a primeira questão que deve ser valorizada antes mesmo da própria Alimentação e Saúde.
O nível de qualidade da cultura oferecida pelas mídias à população é péssimo, seja no aspecto da arte musical, filmes, pinturas etc. onde a arte popular foi consagrada e colocada em primeiro plano; não que ela não seja importante, mas é dever de um Estado consciente oferecer algo muito superior, arte que realmente apresente alto nível de conhecimento e pesquisa. Exemplificando, ouvir regularmente  música erudita de tipos variados e de boa qualidade provoca um esforço mental significativo onde os conteúdos e imagens abstratas são estimuladas e organizadas de tal forma que, consequentemente,  proporciona um refinamento de atitudes involuntário, que com o passar do tempo lapida a personalidade do indivíduo. Entretanto, não basta ser erudita, há composições atonais em voga, atualmente, que são exaustivamente interpretadas e nada trazem de bom, apenas instigam os maus sentimentos que levam da depressão à violência, como já comprovou Aldous Huxley quando se prestou a estudos sobre o psíquico, submetendo-se ao uso controlado de mescalina, informações presentes em seu livro "Entre o Céu e o Inferno e  As portas da percepção".
Contudo, nenhum tipo de arte relevante  é transmitida pelos veículos de comunicação do nosso século, que,  ao invés, ordinariamente, apresentam uma música, se é assim que muitas delas possam ser denominadas, de baixo nível, cujo vocabulário popular  nada acrescenta como aquisição cultural ou que proporcione o mínimo esforço do cérebro para sua interpretação, onde textos medíocres, estruturados em onomatopeias e bordões repetitivos lentamente levam à atrofiação da mente pela pobreza de conteúdo.
E assim acontece com todo o tipo de arte oferecida, causando a nítida impressão de comercialismo, privilégios de alguns autores sobre as autoridades e um desfavorecimento da cultura nacional de qualidade.
Nas escolas, o estímulo das políticas educacionais nesse sentido também é ineficiente, grandes editoras prevalecem e a qualidade das obras deixa muito a desejar, novos autores nacionais nunca são valorizados, percebe-se nitidamente o uso e condicionamento dos temas a serem tratados a um sistema organizado que não permite a variedade e valor e, da mesma forma, a língua portuguesa se desprestigia a cada dia, assim como  a cultura e informações do próprio país, que são pouco a pouco negligenciadas em detrimento de uma literatura internacional muitas vezes de qualidade inferior, padronizada e pouco criativa  que divulga e mostra aspectos de outros  lugares, em um gênero exagerado de ficção científica que distancia o cidadão dos seus problemas reais ...
O que fazer, vemos nossos jovens cada vez mais violentos, sem vontade de estudar, uma vez que os textos eruditos ficam cada vez mais distantes e incompreensíveis. No entanto, o analfabetismo decai nas estatísticas apresentadas pelo país...
E o que ocorre cada vez mais é a falta de uma Educação que respeite e ensine a respeitar, que dê atenção e proporcione a atenção nos lares. No atual modelo, há ausência do diálogo, da discussão saudável  e até a falta de competência para dirigi-los pelos cidadãos, que cada vez falam menos, perdidos e condicionados a telas de telefones inteligentes e ecrãs de computadores. E onde não há diálogo e capacidade de convencimento pelas palavras, há a ação violenta e a truculência...
Mas quem somos nós para argumentar e lutar contra uma maré de asneiras e ações descabidas sem fim, que sem regulação alguma nos lares e nas escolas goza do prestígio político-social e que ainda será a ruína do ser humano?