terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Boa-noite, as alegrias carnavalescas chegam a seu final na noite de hoje...Momentos para reflexão com a volta às aulas e todos os rituais que as acompanham, principalmente nas faculdades e universidades do país...

TROTE,SINÔNIMO DE:


+ ice





Surgido na Idade Média e cultuado durante séculos através das gerações, essa prática chega até os nossos dias caracterizando-se como uma ação humilhante e agressiva, uma vez que fere a privacidade e liberdade individual: o trote estudantil.
É incompreensível que esse tipo de atitude ainda persista em pleno século XXI  quando tanto se fala em bullying, direitos humanos, liberdade etc. sem que nada seja feito no sentido de eliminar essa tradição insalubre e indesejável.
Alunos veteranos em uma instituição de ensino superior, geralmente os de má índole, organizam-se todos os anos para submeter os ingressantes, denominados "bixos", a toda a sorte de afrontas e pressão psicológica que envergonham, rebaixam e degradam  o ser humano, sem razão alguma de existir.
Inúmeras são as atitudes desses insanos que promovem o trote: banhos de substâncias deterioradas e malcheirosas, cortes de cabelos indesejáveis, exposição humilhante em praças públicas, isso, quando são mais brandos, mas não menos agressivos.
Ultimamente, isso tem tomado proporções violentas, chegando ao ponto de interromper a vida humana na fase mais vigorosa das pessoas: são queimaduras provocadas por substâncias químicas como a cal, ácidos e outras; ingestão obrigatória de álcool e drogas não permitidas, afogamento em piscinas, traumatismo craniano causado por agressões violentas, entre tantas outras formas de tortura e barbarismo que são impostas aos chamados calouros das faculdades e universidades do Brasil e do mundo.
Posso, certamente, falar sobre isso, sofri agressões ao ingressar na faculdade e ser mais castigada do que outros "bixos" por não ter aceitado os galanteios de um veterano que gastou, aproximadamente, duas latas de graxa preta em meus cabelos, banho em todo o corpo de mistura de ovos podres, farinha e óleo além de humilhação em praça pública...
Ainda hoje, assisti a um jornal televisivo onde um entrevistado comentava a respeito de uma CPI que foi instaurada no país com o objetivo de investigar os últimos trotes violentos que tem ceifado vidas, gerado estupros, e queimaduras graves e indignada ouvi a apresentadora manifestar sua opinião de que os trotes não devem terminar, pois muitas pessoas gostam deles...
Mais indignado ainda ficou o entrevistado, que afirmou que apenas futuros violentadores podem simpatizar com essa prática...
Realmente, só pessoas de muita baixa índole e formação apreciam atitudes tão vis e indignas, que deprimem e relegam o ser humano à pior das criaturas; sádicos que se alegram  com a desgraça alheia; frustrados que não têm capacidade para atingir metas e objetivos, e, desta forma, despejam sua inveja e ira em seus pares.
Nesse caso, há que se ter uma regulação, um acompanhamento a esse bando de animais disfarçados de gente que se infiltram dentro de instituições educativas como estudantes, o que não são, efetivamente.
O ideal é banir essa pouca-vergonha, bullying no mais último grau, que serve de diversão para incompetentes que apenas acham graça em espezinhar alguém, não importa em que nível.
Fala-se em trote do bem, que seriam atitudes impostas, porém, voltadas a ações sociais no sentido de doação de sangue, por exemplo. Mesmo nesse caso, isso não pode prosperar, uma vez que vai contra a vontade, a liberdade de cada um de optar. Afinal, estamos ou não em uma democracia?
Tomem-se providências urgentes a esse respeito, do contrário, nossos jornais continuarão a estampar estatísticas indesejáveis provindas desse tipo de ação.
Se não for possível ao poder executivo desenvolver algum tipo de atitude nesse sentido, que o faça o judiciário através do Ministério Público que deve fazer justiça, para isso foi criado. O que é inadmissível é a ignorância dos fatos, a permissividade, a falta de cuidado com as pessoas.
E que a atitude coerente a ser tomada,  venha logo, não espere para fazê-lo quando o número de mortos e agredidos alcance uma proporção incontrolável.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Boa-noite, amigos. Volto a registrar aqui algumas palavras e, como vem sendo uma constante, ultimamente a indignação toma conta de nossos atos, perante tanta injustiça, incompetência e descaso...



Professores, seres invisíveis



Muitas vezes aqui já escrevi, com palavras que exaltavam o professor e a missão que ele tem que cumprir, um verdadeiro semeador, incansável a lançar o germe do saber, da ajuda, da perseverança e do altruísmo.
Sem altas pretensões, o que ele deseja é reunir seus discípulos e numa grande corrente do bem, oferecer ajuda desinteressada e sincera, não discriminando esse ou aquele, olhando igualmente por todos  que aceitam seu auxílio.
Porém, ultimamente, o que se tem visto é um quadro de desumanidade sem igual, desdém,  indiferença para com sua pessoa, manifesta em medidas irreverentes de um país que não valoriza a Educação e prefere abrir um novo presídio a cada minuto a abrir novas escolas...
O fato vem acontecendo paulatinamente e, quando damos por nós, vemos períodos e até escolas inteiras sendo fechadas, diretores batalhando para conseguir alunos no intuito de manterem o sua equipe docente, mas, em vão!
São mães e pais de família que não  têm como garantir o sustento dos filhos, esmolando por algumas aulas que a cada ano vão minguando como a água que evapora no solo seco!
O que mais indigna é a falta de sinceridade dos homens públicos, que ainda têm a coragem de lançar concursos envolvendo milhares de professores sem, no entanto, contratá-los...
Já não se tem a confiança de que haverá nova chamada, dia a dia todos se convencem de que tudo não passa de mais um sórdido engodo em que a profissão se enreda sem poder resolver sua situação. 
A alegação pela falta de convocação para os novos cargos é de que o ano de 2014 foi um ano eleitoral, e 2015? Já estamos em pleno janeiro que já culmina e até agora, nada! 
Esse ano não houve aulas bastantes nem mesmo para os professores efetivos, Fs e estáveis. O que dizer dos contratados? Uma divisão nojenta que teve lugar entre os mestres para discriminar, rebaixar a categoria que sofre com quarentenas e duzentenas como se tivesse  uma doença contagiosa!
Os locais de atribuição atualmente são imundos, mal organizados e mal cheirosos onde listas de classificação dispostas de forma desorganizada e de difícil visualização humilham ainda mais a classe do magistério. Aliás, nem houve atribuição, não existiram aulas de saldo. E aqueles que se mataram de estudar para serem promovidos no concurso, escolheriam por último, revelando que não se valoriza aquele que estuda para melhor desempenhar seu trabalho.
Manifestações e greve? Para a categoria dos professores não adianta, eles são invisíveis, a mídia asquerosa não divulga e não torna pública as necessidades daqueles que são pacíficos....
Sindicatos? São os maiores arrecadadores de parte dos parcos e sofridos salários, entretanto, nada conseguem , a não ser encerrar greves quando verifica que elas estão ficando sérias....
Parabéns, políticos e homens públicos! Vocês que chegaram onde estão por terem tido a ajuda de um sofredor como esse que aqui escreve, acabam de destruir ideais, a formação de  um povo melhor, e a única chance de acabar com a violência que grassa por todas as partes do mundo e no nosso país. 
Se ainda resta um pouco de dignidade na classe dos políticos, que honrem a palavra e contratem os professores que foram promovidos no concurso público! Ou fazem justiça ou acabam de vez com sua imagem, comprovando o que realmente são: um bando de mentirosos e insensíveis, que em breve arrastarão o nome de nosso país para a lama e para o fracasso!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Chega a hora das despedidas, das partidas e do final de mais um ciclo. O ano termina e com ele surge a mudança...



A vida é um mar...


Às vezes impetuosa, vigorosa, outras calmas e brandas, mas sempre em movimento constante. São idas e vindas que sempre culminam em um encontro arrebatador, que apesar de fugaz, efêmero, deixa marcas por onde passa, levando saudades, tristezas, esperanças...
Nossa existência assim é, semelhante ao mar, se paramos para pensar. Numa eterna roda-viva de ações impetuosas na juventude, mais tranquilas na idade adulta, mais madura, mas sempre infinita de ações enquanto vivemos. Cheia de encontros significantes que apesar de breves, culminam em um momento marcante onde realmente acontece o que Exupéry tão bem definiu; deixam um pouco de si e levam uma parte de nós... A partir desse instante, deixamos de ser apenas eu, para nos transformamos em nós, um misto de água, areia, pedras, folhas, conchas...
A cada ano uma grande transformação, um preparo infinito num vaivém constante de relacionamentos enriquecedores que formam a bagagem para a grande despedida final, apoteótica como um grand finale de concerto que muitas vezes machuca, causa desgostos e tristezas, mas nunca deixa de ser didático, educador...
Que nossa vida assim seja, um oceano repleto de vida, aberto a encontros sinceros e francos, que a cada despedida aumente a bagagem com lições dignificantes e que opere a tão necessária transformação...
Nesse vaivém incessante, saudades, ocupam grande espaço, ausências são sempre uma constante, mas o reencontro, a qualquer momento, é sempre uma certeza...



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Não. Não me esqueci do compromisso que tenho com os leitores e seguidores deste blog, uma das coisas mais importantes e que gosto realmente de fazer. Escrever faz parte do meu cotidiano e me causa prazer. Inda mais agora, que já visualizo o cheiro natalino e a chegada de um novo ano...


UMA MENSAGEM DE NATAL



 A chegada do Natal sempre me pega desprevenida, desta vez não foi diferente. O corre-corre do dia a dia, o afã em preparar aulas, fazer cursos, cuidar dos afazeres do lar não deixa tempo para se pensar em mais nada. 
Mas, aconteceu quando cruzava a ponte sobre o rio, ao lado de um shopping, vi um imenso Papai-Noel em sua indumentária característica brilhando de limpa. Era o mesmo do ano anterior, sua enorme cabeça bisbilhotando tudo de cima e ao seu redor.
Foi aí que me dei conta de muita coisa: O Natal já chegou, é preciso correr contra o tempo para conseguir arrumar a árvore natalina que esse ano está nova e de tamanho menor, vou pensando pelo caminho da escola onde trabalho que ela vai ser toda branca e vou decorá-la de azul, as luzinhas coloridas serão as mesmas de todos os anos... E comprar os presentes, então? Darei conta de comprá-los a todos com o pouco tempo que tenho para este fim? Certamente sim, todos os anos é a mesma coisa de sempre, mas a preocupação é constante. No caminho de volta, mais uma surpresa, uma imensa árvore de Natal tendo por base uma grande caixa de presente, exibe suas cores em verde e vermelho, culminando com um grande laço escarlate e dourado.
Os votos serão os mesmos, desejos infinitos de sorte, saúde, realização de sonhos, união, prosperidade.
Infelizmente, os desejos cumprem-se em parte, não temos o tempo necessário para a convivência com aqueles  que amamos e que, com sacrifício conseguimos reunir em uma mesa na noite de Natal ou durante a comemoração do Ano Novo.
Quantos natais já passei desde a  minha infância... Foram tantos, que não consigo lembrar-me de todos eles, como aquele em que fui até um asilo espírita que abrigava idosos e durante a festa em um grande salão decorado à caráter,  me pediram para cantar uma música de Natal. Escolhi Natal das Crianças. No meio da canção, na minha ética infantil, fiquei envergonhada em cantar a frase: "Tocam sinos na Matriz", pois não me encontrava em uma igreja católica! Como  é pura a inocência infantil!
Hoje, o Natal não tem mais aquele sabor mágico de outrora, a consciência social nos põe tristes ao percebermos o desalento daqueles que não podem sequer fazer uma pobre refeição natalina! Quantos brinquedos sonhados por milhares de criancinhas cujo desejo não é realizado! Causa-me muita pena e um certo complexo de culpa ao poder oferecer presentes simples, mas poder fazê-lo!
Tantos ausentes e amigos queridos que já não estão mais a meu lado é também a causa da mácula de tristeza que sinto e que paira como uma nuvem na festa de Natal daqueles que já não são mais tão jovens...Hoje sei que Papai-Noel não virá jamais... Desintegrou-se no tempo e esvaiu-se qual fumaça pelo infinito azul, onde estrelas salpicam de brilho e iluminam o Natal tão esperado.
Amigos de hoje, a convivência diária, talvez já não seja possível no próximo ano.
Comparo os anos a um grande transatlântico que em dezembro termina sua viagem, dispersando os tripulantes, preparando-se novamente para outra grande partida onde os cenários se modificam e os passageiros são outros, completamente diferentes daqueles que deixamos no porto e os quais muitas vezes, não encontraremos mais...
Amemos muito neste Natal, aproveitemos os momentos de convivência e comemoremos em Happy hours,  jantares e almoços comemorativos do trabalho e, especialmente, para aqueles que nos são caros e que terão o privilégio de ter uma família e um teto onde possam reunir-se e confraternizar em paz. Feliz Natal!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Novamente estou aqui às vésperas de mais um finados do ano de 2014...





CREPÚSCULO


Como o tempo passou velozmente...Nesses dias que antecedem o dia de finados, a sua lembrança torna-se muito forte, não consigo evitar. Sinto uma necessidade imensa de registrar com palavras tudo o que esta recordação me traz. Coisas da infância e adolescência brotam do nada, revelando aromas e sensações daqueles ditosos dias onde sua presença apesar de não ser diária, era constante nos finais de semana. Como eram esperadas aquelas ocasiões, você chegava sempre feliz e sorridente, contando as novidades do trabalho, se havia vendido bem, quantas visitas havia feito...A magia de sua chegada era maior quando recebia de presente um LP, Long Play, a forma de tecnologia mais sofisticada daquela época. Apreciavas a boa música, erudita, orquestral e sem querer, refinava nosso gosto também. Em especial, lembro-me agora de um deles que trouxeste de sua viagem semanal. Intitulava-se Crepúsculo, música orquestral interpretada por Billy Vaughn. Quando colocou o disco na antiga vitrola, absorvi os sons para mim singulares de uma melodia que realmente me fazia ver o entardecer, mas não um qualquer, um crepúsculo sem igual, de cores nunca vistas em meu viver infantil, colorido com a beleza e inocência pueris.  A própria capa do  LP trazia o alaranjado do sol onde uma árvore frondosa se embebia de seus raios mortiços. Durante dias e noites ouvia aquelas melodias e não cansava de ouvi-las e senti-las em todo o meu ser. É, meu pai,  a nossa existência é construída dessas reminiscências: são pequenos capítulos que escrevemos no livro de nossa vida e que passamos a revisitar conforme a idade avança. Hoje, infelizmente, não conto mais com suas surpresas e o mais importante, com a beleza do seu amor. Vou trilhando minha jornada ao lado de outras pessoas queridas, mas a lacuna que você deixou jamais será preenchida, a ausência apesar do avançado do tempo, machuca, cala fundo no peito. Como sempre,  a singeleza das flores é o único presente que posso te oferecer neste domingo. 
Outra recordação marcante que me legaste é sobre o dia de finados... Nunca deixaste que faltássemos para a visita ao cemitério e sempre nos dava o exemplo de "rezar por todas as almas", Lembro-me de que toda a população de nossa pequena cidade, Araçatuba, também assim o fazia e  apesar de parecer um paradoxo, o campo-santo se tornava um lugar alegre pela beleza infantil e jovem que  corria percorrendo todos os espaços, trazendo os braços cheios de flores, acendendo maços de velas nos cruzeiros, acompanhados sempre por seus pais...Quanta saudade daquela época onde o jovem respeitava e venerava seus antepassados dando-lhes o merecido valor. Não sei onde ficou perdida aquela formação, hoje é tão tímida essa presença nas necrópoles, os crematórios tão tristes e antirromânticos acabaram com o único lugar onde poderíamos ter a sensação de que as almas ali repousam, e recebem orações. O fogo destrói toda e qualquer lembrança remanescente. O materialismo e a descrença  ameaçam e acabam por desmoronar todos os sonhos da vida eterna, dantes tão acreditados e maravilhosos.
Sim, irei ao pequeno cemitério onde descansas, levarei as flores e a Bíblia Sagrada que tanto gostavas de ler. Quando chegar próximo ao seu túmulo, mentalizarei a música Crepúsculo que tanto ouvimos juntos nos nossos tempos cor-de-rosa, farei a minha prece e agradecerei mais uma vez por tudo que fizeste por mim! 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A educação mergulha cada vez mais num caos sem limite, num abismo infinito, sem volta, sem solução, se não forem tomadas medidas prementes.


NAVIO SEM LEME









A educação jamais melhorará sem a mudança mais urgente e necessária: seleção e troca de funcionários incompetentes ocupando cargos públicos, um verdadeiro cabide de empregos que é realidade em cada unidade de ensino, onde apenas pessoas de mérito poderiam estar trabalhando para a melhora do país.
São diretores ausentes substituídos por vices relapsos, interessados apenas em resgatar seu salário no final do mês. Da mesma forma, coordenadores que não têm condições nem de coordenarem a própria vida, inseguros sem terem a noção do que precisam fazer. Professores que encaram o magistério como um “bico”, um segundo salário pobre, mas que engrossa o orçamento no final do mês. Alunos perdidos e mal orientados que nem sabem o que ali vieram fazer, soltos, esperando ansiosamente o sinal para irem embora mais cedo, sempre. Por sua vez, as diretorias de ensino parecem viver num mundo ficcional onde tudo é maravilhoso, um verdadeiro conto de fadas, onde todos trabalham adequadamente para o futuro do Brasil, ali, recebem ordens de fecharem pouco a pouco todas as escolas do período noturno, já que não conseguem melhorá-las que as eliminem, afinal servem apenas como lazer, tráfico de drogas, encontros de casais, menos local de aprendizagem... Bela lição! Em breve, fecharemos também as escolas de outros períodos por incompetência administrativa. Do  mesmo modo, as secretarias e coordenadorias da Educação fazem vistas grossas para o terrível problema que está produzindo cidadãos inaptos, inconscientes, despreparados e incompetentes, afinal tiveram escola para esse fim. No sentido de suprir faltas dos professores titulares que mais faltam do que comparecem, quando não comparecem com atraso habitual, lança cargos como o dos professores PAA (Projeto de Apoio à Aprendizagem) com o objetivo de trabalhar as dificuldades e desempenhos fracos ocorridos nas avaliações externas (SARESP e Avaliação Diagnóstica) além de desenvolver projetos transversais relevantes em interdisciplinaridade... 
Parece piada! A desconsideração para com o cargo já começa de cima para baixo e entre os colegas de classe que consideram esse profissional como um tapa-buracos sem valor algum e esse conceito é tão visível que induz os próprios interessados, os alunos, que passam a questionar as aulas da grade, não querendo assistir as aulas “chatas” quando iriam embora mais cedo, fortalecidos em seus sentimentos pelo quadro dos funcionários da escola que têm o mesmo desejo... Não há uma palavra por parte da direção, da coordenação que tente mudar esse paradigma nascido dentro da própria categoria que, se pararmos para pensar, deveria ganhar bem menos do que recebe em sua maioria, o correto seria um salário baseado em comprovada produção. E o fato mais revoltante é a equidade salarial entre aqueles que se dedicam e os que “enrolam” brincam de escolinha, e bota escolinha desclassificada nisso! Não há interesse em moralizar, incluir esse profissional na semana de provas, de apresentá-los à comunidade escolar, de pensar em levá-los às reuniões de pais e mestres. Mas, quem disse que ele é mestre? Ninguém pensa assim, todos afirmam que PAA é apenas um eventual que ganha por dezenove aulas fixas... E como invejam esse coitado quando ele cumpre seu horário dentro da sala dos professores! Ninguém toma consciência do seu trabalho em planejar aulas, ações, projetos para consertar erros que muitos “mestres” por incompetência ou negligência cometeram com seus discípulos.
Como melhorar esse quadro dantesco?  A solução é tão óbvia: supervisão, observação, trabalho, demissões...Tem muita gente boa querendo trabalhar de verdade, ser valorizada, considerada por uma direção e equipe administrativa que realmente assumam o leme do navio e não o deixem à deriva, vagando no meio do oceano até afundar de vez...



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Volto aqui, neste cantinho tão especial onde as palavras são personagem principal na luta em busca da esperança, de uma luz no fim do túnel, do resgate da justiça, tão desclassificada e desusada na sociedade em que vivemos.
(Texto em homenagem ao dia do professor, próximo dia 15)


Quantas moedas de valor ainda restam no cofre?





É incrível como a desumanidade e o desrespeito grassam por todas as partes, agredindo àqueles que não merecem e que cumprem sua missão com dignidade e consciência profissional. Mas o que são essas palavras que menciono aqui? Estamos quase ao ponto de “Idiocracy”, não se esqueçam de que a vida imita a arte ou vice-versa. Nossa população acostumada à preguiça mental, embora não queira assim ser rotulada, sequer conhece significados desses valores tão imprescindíveis à vida que valha a pena. Dignidade, honra é coisa para poucos idiotas que ainda remanescem teimando em cultivá-la como orquídea no meio do pântano. E este lodaçal que insiste em engolir essa bela flor, já começa a sufocá-la, fazendo-a murchar com constantes agressões, falsidades e inverdades que sendo maioria acabarão por matar o que é belo e necessário, da mesma forma como se destrói o planeta, deflorando-o, poluindo terra, céu, água e ar. A área da educação, onde atuo, cada vez mais decadente e incompetente, produzindo já um grande abismo entre o ideal e o real, revela  o mais triste quadro já visto: discípulos que já efetuaram uma grande inversão de papéis não conhecendo uma hierarquia, incapazes de reconhecer o valor do estudo, insistindo apenas em obter um diploma. Mas que certificado será este? O da incapacidade, o da inconsciência do efetivo significado das palavras estudo, escola, conhecimento,  ética.
Em muitos momentos, os mestres devem lembrar a seus alunos do local onde se encontram, a lerem o nome que está grafado na parede da entrada: ESCOLA e mesmo após essa constatação,  estes continuam simulando dentro das salas de aula, clubes, cinemas, drive-in, salão de beleza, chat de bate-papos entre outros, onde o que menos interessa é saber do que vieram ali fazer. Para a nossa salvação e do planeta principalmente, ainda restam algumas poucas moedas de ouro no cofre que ainda “compensam o crime” de se aventurar a transformar essa juventude vazia, banalizada, desestruturada com que nos deparamos hoje com algumas exceções, felizmente.
Dessa forma, não existe faixa etária privilegiada na questão da educação, vemos pessoas amadurecidas em plena exposição de matérias ou debates, qualquer que seja a atividade  trocando mensagens e fotos em facebooks, whatsapps onde a língua portuguesa é assassinada a cada momento cedendo lugar à língua estrangeira com seus ASAP, LOL entre muitos outros trocando o necessário pelo supérfluo, o futuro pelo mesmismo de condições, o desenvolvimento pela atrofia cerebral. Muitos futuristas dirão que há desenvolvimento de outras inteligências e habilidades, que aquela aula não era interessante para aqueles alunos...Porém, vemos a resposta nas pérolas oferecidas por eles  nos Enems da vida onde nem conhecimentos básicos são oferecidos, onde os vocábulos insignificantes do dia a dia sequer conseguem ser grafados corretamente, escolas fechando, presídios surgindo exponencialmente. Quando não se entregam à tecnologia, alunos agridem seus educadores com palavras pesadas, pouco verídicas tendo a coragem de fazer reclamações sem razão alguma. Mas onde é que vamos parar? Mudaremos o currículo, entregaremos a nossa missão intelectual a robôs quando a ignorância for total? O que estamos pretendendo com tudo isso?
A legislação da educação revela um progresso maravilhoso exibido em ranks de IDEBs, e estatísticas de avaliações externas realizadas incessantemente para avaliar o conhecimento em nível de escola, diretoria, país. Entretanto, como seres humanos, temos falhado sobremaneira criando pequenos monstros que se embrutecem gradativamente, na cultura do ter desenfreado, valorizando apenas as causas materiais em detrimento das intelectuais, agindo com uma grosseria sem limites contra aqueles que tentam lhes ajudar, questionando horários e grades curriculares, num desejo interminável de lazer, sua única prioridade, onde cultura e desenvolvimento pouco importam. Se quiserem continuar os estudos, encontram dezenas de Unis espalhadas por todo canto onde nem exame de seleção precisa ser feito... Que tipo de profissionais teremos no futuro? E não adianta a velha concepção das autoridades da educação tentarem responsabilizar apenas os professores por toda essa catástrofe que assola o país e por que não o mundo. A grande evolução científica, o tecnicismo em si, a globalização que serviu de porta de entrada para a destruição da cultura nacional, o permissivismo, companhia inseparável da impunidade que já começa cedo nos lares e culmina nas escolas, a promiscuidade sexual grande geradora de desestruturação entre casais, a irresponsabilidade familiar, os ícones de valores deturpados presentes no comportamento das celebridades induzidamente vistas como ideais, enfim, há motivos que comporiam uma lista infinita mostrando quem são os grandes vilões que destruíram a essência do ser humano e a beleza virginal da criação original.Crescemos como robôs tecnológicos de alto desempenho, mas somos vazios por dentro, insensíveis de espírito.
Por outro lado, temos profissionais relapsos que fazem do magistério um “bico” por assim dizer, sem a dedicação necessária e o empenho numa missão tão sublime quanto esta. Muitos de conduta indolente acomodam-se a velhos saberes e práticas onde o aperfeiçoamento e autocrítica tão necessários na profissão não têm lugar.Outros, ainda sem a competência necessária, oferecem uma formação pobre, que não incita o crescimento, a pesquisa o questionamento nem ao menos, no sentido de preservar o local onde vivemos...Descumprimento de horários já é tradição entre muitos profissionais da educação que sequer se sentem constrangidos perante aqueles que cumprem sua obrigação.É a tal consciência ético-profissional tão falada e tão pouco praticada nos nossos dias. Toda essa incompetência bem abordada no Princípio de Peter,  o pai da administração moderna, gera atitudes tímidas perante alunos causando o nivelamento de conhecimento e atitudes entre estudantes e profissionais o que gera a liberalidade imoral pelo medo da evidência da falta de conhecimento necessária para a função ,o que para uma instituição de ensino é uma desgraça pública que jamais poderá ser reparada.
Aos bons profissionais, que ainda não se corromperam pela injustiça que o sistema ajuda a construir, fica a mensagem de esperança apesar da quase incerteza,  de que sua atitude exemplar apesar de incompreendida e criticada possa ser multiplicada por aquelas poucas moedas de ouro que ainda restam no fundo do cofre...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A semana voou. Setembro já começa a prenunciar adeus e em breve, mais um ano que agoniza...Estive pensando seriamente sobre o que escrever nesta postagem, fiquei entre três temas provocadores: Ditadura x Democracia, Transporte coletivo e Velhice, a melhor idade?Todos bastante polêmicos visto do prisma de quem gosta de questionar...Como devia optar, escolhi este que aí vai...



VELHICE, A MELHOR IDADE?




A melhor fase da vida para muitos é a infância,  cultuada em versos do maravilhoso poeta Casimiro de Abreu em "Meus oito anos", ali ele ilustra tão bem quão  é realmente magnífico esse período onde construímos tudo que levaremos para a idade adulta. O mais gratificante no sorriso de uma criança é a inocência, a pureza  e a sinceridade estampadas sem nenhuma artificialidade, acima de tudo. Não foi ainda compuscada pela maldade e  inveja doentias que mais tarde implodirão em belas máscaras para cada ocasião. A idade adulta, apesar de revelar um amadurecimento cerebral, domínio motriz e desenvoltura de habilidades, infelizmente, traz algo de antinaturalidade, condicionada ao meio onde se  atua. Já houve tempos, que já se vão longe, quando ainda o regime patriarcal resumia a família no principal grupo social, em que a dissimulação estava bastante longínqua da personalidade humana, o amor era verdadeiro e único. Nos tempos modernos, com a revolução industrial e tecnológica os pequenos grupos familiares cederam lugar a agrupamentos maiores de trabalhadores onde já não  existia mais lugar para o afeto paterno, foi quando a transformação foi ocorrendo aos poucos e nos transformando no que somos hoje; escravos do relógio em potencial, dos celulares, computadores, televisão. Antes, o pai educava o filho, hoje quase não tem participação, que coisa triste, na formação daqueles que coloca no mundo. É considerado ridículo culturalmente em nossos dias, a permanência de um filho na casa paterna já na mais tenra mocidade. É necessário conhecer a podridão do mundo, abandonar sua cidade, até seu país em busca de aventuras, aliás, nada mais pode ser julgado errado, os valores sofreram também uma brusca inversão onde o que é certo é errado e vice-versa. Posso até ser acusada de apresentar uma visão maniqueísta, unilateral em meus textos, porém para quem ainda está sóbrio e relembra todas as etapas da vida vivida no decorrer de vários períodos político-históricos e as mutações que foram se sucedendo paulatinamente até chegar no momento atual, é a mais pura realidade. Chega-se agora ao ponto: a terceira fase da vida, a derradeira, também ironicamente nominada de "a melhor idade." A frase revela-se bastante controversa para aqueles que nela se encontram e que ainda apresentam-se lúcidos e reflexivos. Neste ponto, no ápice do desenvolvimento cerebral visualiza-se um descambar, um descer ladeira abaixo, vertiginosamente, sem volta, sem paradas.Tudo isso rodeado de hipocrisias, rejeição e falsos sorrisos. Verdadeiramente, há os engajados em programas sociais que são tratados como crianças e levados a constantes atividades em grupo na tentativa de mostrar-lhes que ainda devem se divertir e divertir muito, viajar e viajar, aproveitar o curto tempo que ainda lhes resta. Entretanto, é visível a discriminação que os idosos sofrem no seu dia a dia: filhos em visitas forçadas, estabelecimentos públicos que forçam um atendimento prioritário e simpático contra à vontade, internações que soam como descarte em casas de repouso à espera do momento final solitário. O idoso, francamente, não é bem aceito em grupo nenhum: para os mais jovens sobretudo nos países ocidentais, é o palhaço que serve de diversão onde a falta de respeito prospera, para os adultos a chateação, a falta de paciência para partilhar coisas do passado quando tantas oportunidades de comunicação à distância do momento são muito mais relevantes! Esse momento único  é aquele em que voltamos a nossa origem solitária de nascimento, do esvaziamento dos lares até o derradeiro instante solo.
É preciso acordar enquanto ainda resta tempo! Despertar o pouco do humano que ainda restou em cada um de nós, resgatarmos o carinho, o respeito mútuo por todos, indefinidamente, reconhecer o quanto o artificialismo, o mecanicismo nos mataram pouco a pouco levando embora o verdadeiro amor, aquele que ficou perdido em "nossa infância querida que os anos não trazem mais...
  
* IMAGEM DISPONÍVEL EM :WWW.GRUPOESPERANCA.NING.COM

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Boa-noite. Os dias estão voando, nos aproximando do final do ano. Ando atarefada, sem tempo de escrever, uma das coisas que mais amo fazer. Minhas postagens antes semanais vão ficando quinzenais,às vezes até mensais. Fazer o quê? É a vida e suas atribulações... Mas vamos lá!


ACREDITAR POR QUÊ?






Já fui crédula, já confiei em tudo e em todos, por isso quem me vê hoje, um poço de ceticismo e desconfiança, não consegue acreditar que nem sempre foi assim.
Os episódios que se sucedem dia após dia são os grandes responsáveis por essa atitude de incredulidade perante os fatos. Outrora, usava ter uma postura de pouca criticidade diante dos programas de televisão e outras mídias, mas a experiência e convivência com pessoas desse meio que passaram a narrar o grande "teatro" que se esconde por detrás dos quadros e reality shows foram abrindo meus olhos fechados para esse aspecto e quando eles se abriram nunca mais voltaram a se fechar.Como educadores, sabemos que quando aprendemos algo, assimilamos e fazemos a tal transferência de aprendizagem. Assim, tudo o que vem da mídia passa por um crivo de suspeita e investigação constantes e isso se estende a reportagens, sejam elas criminais ou  estatísticas, de entrevistas ou de documentários... Sempre aquele espírito de detetive implícito no ar me impele a desacreditar, e mais: a indignação sempre presente ao verificar a grande corrente de crédulos  e confiantes que acreditam em tudo o que veem numa atitude inocentemente infantil.
Já fui religiosa, crente em um poder superior, benéfico e protetor cujo sentimento ficou perdido ao constatar a voracidade do destino e do acaso onde a inércia do poder divino deixam adoecer e morrer puros e inocentes em plena juventude, muitas vezes em guerras incompreensíveis onde o matar é lei; por outras ocasiões ao ver religiosos endinheirados na corrida do ouro, construindo templos poderosos num paradoxo ante a humildade que tanto apregoam, usando meios de comunicação de massa para perpetuar seu poder através de preceitos idiotas que transformam os seres humanos em escravos abduzidos até o final de seus dias.
Da mesma forma, acreditei em pátria, em um torrão natal acolhedor administrado por pessoas dignas que realmente o amavam, preservavam a cultura da nação, mas ao constatar que até mesmo a língua, a expressão primeira de representatividade de um povo é diariamente corrompida, deflorada a cada instante, sinto-me como perfeita idiota que muitas vezes entre lágrimas de emoção entoou seu hino ante a bandeira considerada o mais sublime símbolo de amor.Hoje mesmo, me detive por alguns instantes a refletir no interior de meu carro em um congestionamento monstro nas proximidades do Expo center Norte causado por um evento: Beauty Fair! Porém, por que maldita razão não denominamos Feira de Beleza? Os ridículos cidadãos brasileiros enrolam sua língua para reproduzirem orgulhosos a expressão em inglês... Mas, não estamos no Brasil? Não se enganem, nada mais é nosso, não cuidamos, abrimos descaradamente as portas de nossa casa para a entrada da mais sórdida escória da espécie humana que levaram tudo o que nos pertencia comprados com dinheiro e poder. Lembrem-se de quantos outros termos da língua inglesa, "a melhor", desvirginaram a linguagem de países sem personalidade e dignidade como o nosso que ainda mostra orgulho desse fato...Na própria malfadada feira encontramos as expressões: Talk show, merchandising, workshop, e-commerce dos quais os imbecis tentam aprender a pronúncia para "ficarem bem na fita", mesmo desconhecendo o significado, sem perceber que há muito deixaram de ter autonomia em seu próprio país.
Ainda querem que acredite na "última flor do Lácio, inculta e bela" de Olavo Bilac? Há ou não motivos para não acreditar em mais nada? Nem Lácio os cidadãos desse país sabem o que seja, nem de Olavo Bilac há lembrança hoje em dia,  nem integridade de língua temos mais...
Acreditei na amizade, verificando que a falsidade, a inveja prosperaram de forma superior sufocando os bons sentimentos hoje, cafonas e superados pela superficialidade dos relacionamentos virtuais, muito mais valorosos e modernos...No que mais querem que acredite? Se alguém puder te derrubar, puxar seu tapete para se promover, creia, isso acontecerá!
Não há como confiar em jogos de loteria, por exemplo, com suas inúmeras acumulações de prêmios. Como isso pode ocorrer se dantes quando a população era mais escassa e portanto, menos jogos e probabilidades havia,  nunca esse fato ocorria...No momento atual, com muito mais probabilidades de acerto ninguém ganha um jogo antes de inúmeros acúmulos de valores que soam mais como uma propaganda para pegar trouxas,e como pegam! Inúmeras pessoas acotovelam-se em filas nas exíguas lotéricas para tentar a sorte de milhões de reais, cujos ganhadores assemelham-se a fantasmas pois nunca são vistos, culpa da marginalidade. Será verdade?
Não há mais como acreditar em resultado de esportes, jogos, corridas de carro e outras armações mais, cujos escusos interesses econômicos como pano de fundo apagam qualquer sombra de credulidade que possamos ter. Pelo mesmo motivo, não há como ter confiança em eleições e candidatos a cargos políticos que apenas farão o que lhes é permitido fazer, morra  quem morrer, na sarjeta, perdido em drogas ou álcool, vemos diariamente a miséria estampada aos quatro cantos da cidade como que a reproduzir as cenas de Victor Hugo em "Os Miseráveis" pobres mortais que subvivem embaixo de pontes e viadutos numa cena deplorável, um retrato de onde chegou a dignidade humana e ninguém é capaz de resolver esse problema que a cada dia cresce mais. Não há verba para tanto, entretanto construímos estádios e prédios inúteis em detrimento da honra.
O ser humano se tornou altamente corrupto, insensível  por dinheiro e  poder e esse fato construiu uma legião de incrédulos como eu. É só olhar ao redor... 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Aproximam-se novamente as eleições. Entra em nossos lares a velha cantilena do horário eleitoral gratuito com tantas promessas...



NÃO SE ILUDA, NINGUÉM REMARÁ CONTRA A MARÉ!
Muitos poderão ainda ser enganados pelo discurso hábil e arquitetado nos cursos de oratória ou pelo próprio cérebro daqueles que têm no afiado da língua uma forma de ludibriar, convencer e ganhar o voto de muitos na urna eleitoral, porém, não é prudente confiar em palavras, que nada mais são do que sons ao vento ditos ao momento com o intuito de persuadir os mais humildes e fracos de coração.
O que realmente precisamos, não temos candidatos que possam nos oferecer: uma salvação para nosso planeta assolado por aproveitadores que fazem jogos de cumplicidade entre si com o intuito apenas de ascensão social, cobiça e vaidade pessoal.
Não há mais lugar para individualidades no mundo em que convivemos, o domínio exercitado e  desenvolvido por grupos poderosos não permite que tenhamos culturas diferentes em cada país, a globalização de muito já chegou, matreira, pegando os incautos embevecidos que, sem a autocrítica necessária aderiram ao processo considerando-a a oitava maravilha a custo da submissão, subserviência, unificação e enriquecimento ilícito.
Não adianta confiar, o velho chavão: "vote, pratique a cidadania" não mais convence, entra ano e vara ano não se vê mudança alguma em qualquer administração, percebe-se claramente que há um esquema, um sistema pré-definido a seguir, que será cumprido morra quem morrer, doa a quem doer e para esse fim, os"sansões" da sociedade proporcionam o suor do seu rosto e uma grande parcela de tributos para campanhas de solidariedade e benefícios gerais à população sem receber nada em troca, a não ser a violência diária de cada dia.
Em debates promovidos pela mídia, os candidatos fazem o jogo do melhor, enganando os cidadãos mais jovens que  sem a vivência dos anos não alcançam a compreensão de que nada do que precisam será cumprido.
O Brasil é um país rico. Rico de belezas naturais, entretanto, o seu turismo já está  internacionalizado, dado ao imenso domínio de grupos estrangeiros que o exploram de norte a sul, de leste a oeste. Da mesma forma, temos uma Amazônia tão nossa que sequer podemos nos apoderar de uma folha para remédio que não tenhamos que implorar a grupos estrangeiros.
Nossa educação, de muito vem importada de modelos estrangeiros, nada favorecendo ao crescimento da camada mais sofrida da população, perpetuando um elitismo que será capaz de gerar os futuros políticos robotizados do amanhã...
Quanto à Saúde Pública não precisamos argumentar, ela aparece diariamente estampada nos noticiários dessa mídia irrelevante, anticriativa, massificadora. Poderia aqui enumerar todas as mazelas que corroem como um câncer a nossa sociedade, desenvolvendo uma tese de doutorado interminável sem que nada mudasse.
Por que ainda conseguimos nos convencer da possibilidade da mudança? Quantos séculos ainda virão sem que uma consciência crítica seja despertada nesse sentido?
Alguém, porventura, consegue perceber alguma diferença de gestão para gestão, seja ela municipal, estadual ou federal?
Para controle das nações aí se encontram as organizações internacionais em nome da justiça e paz mundial, no entanto, convivemos com uma violência a toda a prova, onde nação é jogada contra nação, a miséria econômica e espiritual é perpetuada como forma de projeção e preponderância dos mais fortes e covardes que agem às escuras laureados por prêmios-Nobel e campanhas sociais maravilhosas patrocinadas por altas somas e divulgação garantida pelo serviço midiático do momento.
Não há mais como confiar em ninguém, cada partido é manipulado por um grupo poderoso, de qualidade inferior em ordem crescente. A pergunta que fica é: Qual será o próximo plano? Exterminar o planeta? Tenham certeza que a sordidez dos onipotentes já planeja tal ato. Precisamos estudar, ler mais, inteirar-se dos fatos que conseguem escapar em algum artigo interessante e útil na internet, os quais precisamos garimpar em meio de chusmas de tolices e cultura inútil produzidas aos borbotões.
Hoje, não digo que me surpreendi, (porque essa emoção já  não me ocorre mais com frequência), ao ler um texto esclarecedor de muitas questões no campo da produção de alimentos, que vêm sendo uma das causas a que a humanidade deveria priorizar ao invés da aquisição de marcas de grife ou a preocupação excessiva com aparência física.
O referido texto, intitulado Bill Gates e as "sementes", trazendo o último termo entre aspas, dessa forma, punha em evidência planos ocultos de verdadeiros deuses na arte da loucura de armazenar dinheiro e poder como: grupo Rockfeller, Monsanto Corporation, Fundação Syngenta, OGM  que trabalham atualmente no Projeto Svalbard em uma caverna do Ártico, um lugar próximo ao fim do mundo, local mais protegido de segurança do que noz em casca. A desculpa é dignificante: criar um banco de dados de sementes da biodiversidade no caso de uma catástrofe que dizime o planeta.
Com a fama de grande filantrópico, Bill Gates gasta grande parte de sua fortuna junto a megagrupos para esse fim. Todos o endeusarão por isso e há a possibilidade de um Nobel por essa atitude tão preservativa e sustentável, a palavra do momento. Ignora-se contudo, o real objetivo de tudo isso, e a verdade nunca virá à tona através de um grupo responsável por realizar um agronegócio quinquilhionário responsável pelos famigerados transgênicos que efetuaram uma mudança na genética dos alimentos de efeitos futuros ainda não conhecidos,  uma medida decisiva para o domínio e enriquecimento neste campo da produção agrícola.
Segundo o texto, as sementes trans foram frutos da pesquisa por aqueles que, infelizmente, dominaram o conhecimento, e  o mantiveram a sete chaves, com um fim antiético sabe lá Deus qual, mas não é preciso muita imaginação para supor o que seja. O que é certo é que uma das modificações foi a questão Terminator que torna uma semente produtível apenas uma vez, restringindo o agricultor particular de tirar proveito do natural, fabricado pela sábia natureza. Apoderando-se da criação divina transformam-na em obra de egoísmo e podridão da mais suja escória  de cidadãos, que manipula  e macula em interesse próprio. Sabemos que uma candidata à presidência já está se infiltrando nesse setor...Será o grande interesse em sustentabilidade? Me enganem, eu gosto...
No entanto, é preciso de que todos leiam esse texto, ele traz outros fatos reveladores da questão...E o pior: atentem para os nomes maravilhosos de projetos já desenvolvidos nessa área: "Revolução Verde"(na verdade, um agrobusiness descarado); "Revolução genética";"Sementes da esperança";"Arroz de ouro" (e bota ouro nisso); numa macabra criação às avessas que tenciona "melhorar" o que a santa natureza oferece, e, tudo isso para quem tem consciência do objetivo real,  esconde um  terrorismo biológico disfarçado com o bonito nome de Engenharia Genética... 
Voltando às eleições...Não perca seu tempo!

domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos pais...Felizes momentos para ainda quem tem o seu...










Saudade - presença de ausentes* 

Ser pai é muito fácil. Alguns momentos de prazer, sem o menor senso de responsabilidade e, com um pouco de sorte, o fato já é consumado.
Porém, ser pai, essa palavra tão profunda que carrega implícita em três letras toda uma existência de dedicação, atenção, sacrifício é extremamente difícil, árdua, e não é tarefa  que todos possam cumpri-la como se deveria. 
Hoje, mais um dia de homenagens e presentes acontece em todos os lares, pelo menos deveria acontecer para aqueles que ainda têm a felicidade de poder dar um abraço e um beijo carinhoso àquele que contribuiu para gerar a vida dentro de um útero materno.
Sabe-se, entretanto, que nem sempre é assim: entre muitas situações de abandonos e descasos, entre outros motivos, filhos odeiam seus próprios pais até à morte num sentimento contraditório à harmonia e ao bem-querer como seria natural.
Não venho aqui, neste dia, contudo, debater a relação entre pais e filhos, quero registrar mais uma vez nessas páginas que tanto amo, o meu amor ilimitável por quem me proporcionou o dom, o milagre de viver: você, meu querido pai.
Desfortunadamente, já não posso contar com sua presença doce e amável, onde o afeto transparecia a cada gesto, não tenho mais como me confortar com suas palavras tão certas e consoladoras, do abraço inconfundível e único. Você foi o meu norte, meu ponto de referência, minha formação, meu tudo...
E quando se foi, apesar de não ser nenhuma jovenzinha inexperiente, um pedaço do meu mundo se desmoronou e até hoje não consegui reconstruí-lo.
Forte personalidade essa, que embora humilde e nada impositora, calou fundo através do exemplo e da extrema generosidade. Hoje, penalizada, não irei ao cemitério onde repousas tranquilo, livre de todas as maldades desse mundo maluco que nos rodeia e já nem sei se é possível aos mortos escutarem ou sentirem uma mensagem como essa que é quase uma prece que faço em tua homenagem. Não importa, o que vai no coração, percorre além do horizonte, grita através do universo numa tentativa de ser ouvida, onde o criador de tudo isso talvez esteja a seu lado a te dizer que te amo e te amarei por toda a eternidade.  Mentalizo as mais lindas flores aladas para te enviar onde estiver seu pensamento nesta dimensão que agora ocupas, tão longe daqui, mas tão presente em meu coração.

Nunca poderei pagar o que para mim fizeste e tenho consciência plena de que tudo isso foi apenas por amor. Choraste comigo meus fracassos, num sacrifício imenso procuraste me dar o melhor, velaste à margem do meu leito enquanto estive doente e, naturalmente, me transformaste com uma formação singular que poucos têm a oportunidade de ter hoje.
Pela sua veneração pela música erudita que tanto amaste e me fizeste apreciar, escolhi uma que tenho certeza de que gostas: Berceuse de Jocelyn, de Benjamin Godard que reflete um pouco da sua personalidade às vezes triste e contemplativa...
Se puderes compreender do etéreo infinito o quanto te amo, este texto terá valido a pena!


*A frase que dá título a meu texto é de autoria de Olavo Bilac, muito representativa da falta que nos faz aqueles que se foram.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Boa-noite, amigos. Já lhes aconteceu alguma vez de não conseguirem encontrar um assunto interessante para expor em seu blog?É isso exatamente que está acontecendo comigo, no momento...Sinto-me de mãos amarradas e cérebro vazio, mas a obrigação do ofício semanal desse blog, o carinho e o respeito por todos aqueles que visitam as páginas desse caderno me impulsionam para a labuta...Vamos ver...


SANTA INSPIRAÇÃO




Dias e noites se arrastam sem que chegue a musa inspiradora que me sopre aos ouvidos algo interessante para encher pelo menos uma página desse blog. Assuntos não faltam: tanta notícia ruim exibida em telejornais e programas de TV, tantos contratempos sofridos diariamente no trabalho, que lotariam folhas e folhas desse caderno virtual, porém, nada! Por inúmeras vezes, sento-me em frente ao monitor, penso por algum tempo e desisto! Nenhum tema é suficientemente interessante para que as palavras fluam e vão se enfileirando uma a uma. Por falta de iniciativa, desânimo, compartilhamento, não sei precisar o porquê dessa inércia num campo que sempre me fascinou, o de escrever. O interessante é que dantes, um assunto  qualquer me motivava para a construção de imagens espetaculares, de efeitos singulares!
Tampouco várias tentativas no sentido de gerarem um clima propício funcionaram a meu favor: colocar um fundo musical com música erudita, triste, alegre, ou, até mesmo, a estridente contemporânea geraram alguma emoção positiva.
Nada conseguindo, decidi utilizar como tema a bandida que não permite que a criação fecunde: a inspiração!
Quantas vezes ela não mostrou sua amizade a tantos outros que dela precisaram; para registrar em uma crônica fatos corriqueiros onde o lirismo não chegou! Outros, habituados ao doce afã de escrever, numa abstinência terrível sequer produziram uma matéria interessante em seu jornal. E quantos poetas brilhantes, num ensaio frenético rasgaram folhas e folhas de papel sem conseguir seu intento!
Felizmente, são apenas fases que ocorrem com todos que desenvolvem esse trabalho, dias catastróficos, entretanto, para aqueles que não produzem uma só linha quando são acometidos desse mal...
Afortunadamente, não me sinto a pior das mortais, pelo simples motivo de conseguir tirar do baú, alguns vocábulos, para, pelo menos, falar sobre o motivo que não me deixa escrever em paz!
Que bons tempos cheguem! Que as asas da imaginação me embalem novamente e me façam despertar o interesse por aquilo que sempre fiz com facilidade! Que o interesse por temas do cotidiano me despertem do sono e me tragam à realidade dos textos! E, sobretudo, que eu volte a acordar à noite para escrever, com a emoção de uma criança ao ganhar seu  presente na noite de Natal!

terça-feira, 8 de julho de 2014

ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA


O brasileiro tem que aprender a respeitar mais. A amar mais seu país e tudo o que ele envolve. Quando abrimos nossa casa para uma festa, precisamos ter ética e lembrar sempre do velho ditado acima.  Que desastre seria, se ao receber visitas, começássemos a maldizer nossos filhos, maridos e familiares, e olha que existem, não digo centenas, mas milhares de pessoas que agem dessa maneira, cuspindo no prato que comem, não demonstrando afeto algum por aqueles com quem convivem toda uma vida, pessoas do seu próprio sangue ou com quem têm laços profundos.
A Copa do Mundo nada mais é do que uma grande festa onde recebemos milhões de convidados que se reúnem em campos de futebol e autoridades presentes do nosso país devem ser respeitadas naquele momento por uma questão simplesmente de educação e cidadania; não é vaiando, humilhando que resolveremos o problema da nação, pelo contrário, demonstraremos atitudes impolidas, antiéticas e grosseiras revelando às nossas visitas que somos um povo desrespeitador das hierarquias, anticidadãos, sem civilidade alguma a oferecer. As vaias dirigidas à autoridade máxima do país soaram ridículas para quem as proferiu e, diga-se de passagem, aviltantes colocando a presidente em posição vexatória perante seus familiares e outras autoridades presentes.
Do mesmo modo, atitudes contrárias à realização do maior evento de futebol no Brasil ocorridas durante o desenrolar das atividades preparatórias, deveriam ser tomadas muito antes; não comparecendo a estádios de campeonatos nacionais ou outros eventos menores que ocorreram durante o ano, por exemplo, e  não depois de contratos assinados, quebrando e depredando o que já foi feito com dinheiro do próprio povo, isso pelo menos é uma grande burrice...
Entre todas as nações que aqui se apresentaram, não verificamos nenhuma atitude desse tipo aqui realizada, contrariamente, houve o respeito, o civismo e o amor à pátria, coisa que há muito tempo se perdeu no país, e, cantar o hino à capela, não significa nada nesse sentido, soa mais como insurreição contra o próprio país quando um símbolo nacional é interpretado com ódio e desobediência a regras. Será que os brasileiros acreditam que não haja corrupção e má administração nas outras nações?
Problemas existem no mundo todo e só podem ser vencidos através de trabalho consciente e exercício da cidadania, não por vandalismo.
O comportamento irreverente do brasileiro da classe média alta, pois, com raríssimas exceções, só esse grupo teve acesso aos estádios dado o alto preço dos ingressos, manifestou-se também no sentido da falta de esportividade e compreensão da falha humana, quando num momento difícil de decisão, ao invés de apoiar, vaiou seus próprios compatriotas, abandonando o recinto ou aplaudindo o adversário demonstrando que não sabe perder com dignidade e respeito...
Por acaso não é humano errar? Muitas críticas e maledicências da mídia ocorreram na Copa anterior expondo comentários cruéis do então técnico da seleção, inclusive ridicularizando sua indumentária e atitudes pessoais, além de mordazes censuras a sua atuação profissional dando provas de incompreensão e de falta de consideração.
Ninguém em sã consciência realiza um trabalho para fracassar, as intenções são sempre as melhores, se o preparo e a capacitação profissional deixam a desejar, antes de tudo, é preciso ajudar, procurar participar e cobrar seus direitos de agir enquanto é tempo, depois que o leite derramou não há como evitar o problema.
Possuíamos o melhor técnico, os melhores jogadores endeusados vinte quatro horas do dia pela mesma mídia que hoje crucifica a todos e os transformam nas piores criaturas da face da Terra, lembrando os versos de Augusto dos Anjos: "a mão que afaga é a mesma que apedreja".
Jornais de todo o planeta, com exceção ao da Alemanha que demonstrou um senso de ética a toda prova nem sequer mencionando a derrota brasileira, divulgaram manchetes referindo-se à humilhação, vexame que acabaram por fazer desmoronar todo o mérito profissional da categoria futebolística do nosso país, já com tão baixa estima lá fora onde as referências principais são a miséria, a violência e a falta de cultura. O que nos resta mais como cidadãos do Brasil? Que quem não ama e respeita procure outro lugar melhor para viver e fique feliz!!!





domingo, 8 de junho de 2014

Bom-dia. Para variar, caiu a conexão com a internet quando cliquei para publicar essa mensagem no dia de ontem à noite, que por sinal foi cheio de barulho e confusão até às 24 horas ou mais...



FELIZ ANIVERSÁRIO!!!



Pobres daqueles que moram nas imediações da Praça Campos de Bagatelle, em São Paulo, por ocasião da famigerada Marcha para Jesus. Pior ainda, para aqueles que como eu, fazem aniversário no dia de hoje e que tiveram a “felicidade” de que esse dia, 07 de junho, coincidisse com o tumultuado evento que já se incorporou ao grupo de muitos irrelevantes acontecimentos da cidade, e que, no entanto, rendem milhões aos cofres dos inescrupulosos, que usam o nome de Deus para compuscá-lo e achincalhá-lo em meio à desordem, barulho infernal e fanatismo sem limites: milhares de pessoas que migram de outras cidades e se juntam às demais aqui residentes da capital, para, segundo elas, louvar a Deus.

São trios elétricos, cantores da música Gospel, pastores evangélicos, e um time todo de fiéis servidores que geram uma sinfonia, que, antes de tudo é uma agressão, poluição sonora de causar raiva até ao próprio Jesus, que em tempos remotos, segundo a história, indignado ao ver a casa de Deus servindo de mercado, expulsou daquele templo sagrado milhares de mercenários comerciantes, tal como esses que hoje aqui estão: meros comerciantes. Pena que o fato não se repita  mais!

Impossível nas residências da redondeza, ouvir alguém, sem que esse grite a altos brados, dado ao volume abusivo das caixas sonoras, que parecem atingir milhões de decibéis, sem contar os berros que se espalham pelos ares apelando para o nome do pobre filho de Deus, que deve ter se refugiado para bem longe daqui...

Os festejos religiosos dos evangélicos, hoje, me desculpem a franqueza, fariam Martinho Lutero horrorizar-se dos resultados de seu postulado, cuja conseqüência gerou um novo tipo de escravidão: o da bancada protestante que mantém na ignorância e no poder milhões de cérebros abduzidos. O resultado, obviamente, é garantido nas urnas eleitorais, e nos cofres das instituições que milionariamente se reproduzem ostentando templos suntuosos tirando daqueles que menos têm, tudo em nome de Cristo.
Longe de mim ter a pretensão de acabar com a crença e mudar a cabeça dos cidadãos; cabe a cada qual raciocinar com inteligência e tirar suas próprias conclusões. Muitos dos que ali se reúnem todos os anos não têm humanidade para com seu próximo, agem traiçoeiramente, sem consideração alguma por ninguém e hipocritamente vêm louvar a Deus... Ora, é preciso primeiramente ter mais caráter e solidariedade, limpar a alma antes de se achar amigo daquele por quem tanto clamam.
Esse meu aniversário não deixou verdadeiramente tempo para agradecer por mais um ano de vida com saúde ao lado dos que mais amo e dizer da felicidade que isso me dá e me enche de paz ao saber que nunca tripudiei sobre ninguém até hoje, na face dessa terra.
Não necessito gritar a altos brados, o nome de Deus, nem de tanta falácia para me mostrar sua filha. Que cada um cumpra com sua missão no trabalho e na vida, isso já será o suficiente! Ah! e o maior presente que recebi hoje, além dos cumprimentos daqueles que se lembraram desse dia, foi a linda flor vermelha que desabrochou em um dos vasos da minha sacada, mostrando todo o seu escarlate; um presente da natureza de valor sem igual!




terça-feira, 27 de maio de 2014

O assunto de hoje não é  menos polêmico que o da última postagem, embora fira a maioria da população, não diria brasileira, mas mundial, é uma grande verdade...



ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...



Esse texto nasceu após a entrevista do jogador de futebol, Alan Kardec, ao programa Globo Esporte no dia de hoje. Dizia o jogador que ao abandonar o Clube Palmeiras onde jogava e filiar-se ao São Paulo Futebol Clube, foi denominado "mercenário" pelos torcedores brasileiros, situação idêntica ocorrida com Ronaldinho Gaúcho ao deixar o Time do Grêmio para jogar no Atlético Mineiro.
Um bom começo é o questionamento: o que é ser mercenário? Se procurarmos pela etimologia da palavra, ela provém do latim mercatus que significa mercado, compra e venda. Logo "mercenário," agente de negociação, de mercado. Segundo vários dicionários da língua portuguesa, tal palavra, falando-se o português rasgado, indica aquele ou aquela que apenas trabalha por dinheiro, esquecendo-se de outros valores mais significativos.
A grande ironia da questão reside na hipocrisia das pessoas que criticam o próximo e assim denominam aqueles que buscam seu interesse monetário, satisfações de ordem material, ascensão e status social. 
Já convivi com pessoas próximas, cuja identificação não vem ao caso no momento, tentando se inscrever como soldado mercenário em outros países em guerra com a única intenção de ganhar dinheiro e saírem da miséria extrema em que se encontravam; solas de sapato gastas, uma ou duas trocas de roupas surradas e alimentação precária. Buscar melhora dessa situação é motivo para julgamento  e denominação pejorativa?
É revoltante olhar ao redor e verificar que a maioria daqueles que rotulam, com o perdão da palavra, "sentam em cima do rabo" para avaliar o tamanho da cauda alheia. São todos muito mais que isso; por acaso, mercenário não é aquele que puxa o tapete de seu colega ou amigo de trabalho para se usurpar do seu cargo? Fato rotineiro de  que todos sofremos diariamente...
E aqueles que vivem vendendo inconscientemente ou não, seu próprio país, deliciando-se em papaguear palavras de outro idioma que não o seu, a cada minuto, ridicularizando aquele que não simpatiza com essa atitude, diríamos traidora e não menos mercenária? São expressões que nada nos dizem respeito como: self, what's up? down, clean e tantas outras que os pobres imbecis desse país nem sabem escrever corretamente e, no entanto, respaldados e reforçados por uma mídia canalha que não dá a mínima para seu país, induz e alicia os míseros teleguiados a, é claro, apenas por dinheiro, valorizarem o continente norte-americano, tornando-os  escravos em potencial de corpo e alma. É uma bela atitude? Enquanto há previsões de futuros vergonhosos de duzentos mil mortos por fome  na Somália, o paradoxo de um narrador esportivo da rede Globo receber cinco milhões por mês para transmitir, no mínimo, uma grande cultura inútil compartilhada, certamente, por inúmeros alienados...Isso não é ser mercenário?
O que dizer então de nossos homens públicos, que só faltam lançar um decreto-lei mudando a língua nacional, já que não têm o patriotismo e a coragem necessários para o trabalho sem corrupção e a afirmação de uma autonomia nacional? Isso não é ser mercenário? 
Pena, é que o cidadão nesse país ao atingir a idade de sessenta anos ou mais, é considerado velho, gagá, piegas e outros adjetivos mais carinhosos para denominar aquele que chega ao auge do raciocínio lógico e que tem a inteligência e a coragem de tentar mostrar o óbvio sem a loucura da adolescência que mercenariamente é induzida a idolatrar mitos internacionais e toda uma sorte de parafernália de outros países, sem saber a razão, a intencionalidade e toda a bandalheira  que se oculta atrás disso tudo.
De uma vez por todas, enfiem em suas pobres cabeças: o cidadão comum vive apenas para manter um status, ganha uma miséria, com raríssimas exceções, gasta o que não tem, pois afunda-se em dívidas constantes de cartões de crédito, cheque especial e empréstimos para inserir-se como tantos outros em mídias sociais de relacionamento e postar um self de preferência com seu smartphone último modelo e, atentem para um detalhe: em qualquer lugar: reuniões importantes, apresentações que exijam silêncio e atenção, salas de aula, enfim, lamentando-se não poder inserir o aparelho recém-adquirido na própria foto.Uma lástima! Isso não é ser mercenário? Não apenas isso, é ser i-d-i-o-t-a! 
Grifes caríssimas, são adquiridas até, se possível, através de roubos, mas são indispensáveis, tanto por miseráveis quanto por aqueles endinheirados emergentes sem cultura alguma, porém, a etiqueta, a exemplo de que Drummond já alertava em seu poema, é a sua maior identidade...Por acaso, isso não é ser mercenário?
Calem-se de uma vez as más línguas que teimam em censurar e a designar como interesseiros àqueles que buscam melhores salários e condições financeiras, parem de dimensionar o nariz alheio...
E parodiando Cristo em suas parábolas: Raça de víboras, que quem não é mercenário nesse país, atire a primeira pedra...