sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Seja em fevereiro ou março, há séculos, a população do Brasil anseia e vibra com a chegada do Carnaval, festa máxima do nosso país...


Pão e Circo

Ultimamente, as manchetes que mais ocupam as folhas de jornais ou noticiários  de televisão são referentes às manifestações contra Copa do Mundo, corrupção, legislações, falta de moradia e tantos outros motivos. Estes acontecimentos sempre culminam em confusão, apesar de sacudirem o marasmo e o "carneirismo" que sempre envolveu o povo brasileiro, que apático, nunca sequer participou da vida política da nação ou reagiu contra os mais terríveis absurdos que vêm ocorrendo desde longa data na vida pública, que vão de má administração à corrupção e crime.
A forma que sempre foi usada para amansar o "rebanho" é sem dúvida o famoso "Pão e Circo" cujo sucesso remonta à história romana e sempre foi capaz de deter qualquer forma de revolta popular, atuando como distração cujo poder de satisfazer e acalmar a opinião pública é, e sempre foi surpreendente.
Obviamente, o futebol e o Carnaval aqui são sempre as melhores estratégias para provocar esse efeito tranquilizante, inebriante instigado pelas mídias mostrando todo o glamour desses eventos. Com isso, têm conseguido verdadeiros milagres com a mais sofrida e  difícil camada da sociedade, a classe pobre, que vivendo na mais completa miséria econômica, social e cultural é capaz de alcançar o nirvana através da visão de seus ídolos, verdadeiros super-heróis, ou deuses, em uma partida de futebol que se exibem semanalmente em sucessivos campeonatos... Da mesma forma, há um ano de preparação de alegorias, fantasias, sambas-enredo e de todos os preparativos necessários para que o país pare cinco dias na região sudeste e muito mais em outras regiões, para mergulhar na folia carnavalesca esquecendo-se de tudo e de todos ao representar uma escola de samba e lutar pelo seu sucesso. Pelo Carnaval, mata-se, passa-se fome, abandona-se pais, filhos e amigos em cinco dias de abdução total que só visa alegria, orgias e prazer.
De festa pagã da época do império, à apologia da cultura africana, a festa quase nada mudou no aspecto de liberdade sexual, libertinagem e abuso no uso de drogas permitidas e ilícitas, onde o comércio legal ou negro prolifera.
Porém, nada é para sempre, e as aparências nos mostram em formas de manifestações pelas ruas e praças públicas que esse "Pão e Circo" começa a perder o seu poder sobre a humanidade de todos os cantos do mundo.
O que surpreende é que apenas acontece a rebelião coletiva contra o evento da Copa do Mundo no Brasil, fato incompreensível num momento em que toda a negociação para esse fim já foi providenciada. De que vale toda essa ladainha agora? Chorar após o leite derramado de nada vai valer...
Tudo leva a crer que, ao contrário do que muitos afirmam,  esses atos públicos sejam coordenados por poderes políticos paralelos e não espontâneos, partidos da própria população. Há de haver um líder atrás de tudo isso.
O que não se ouve e certamente jamais se ouvirá, será o boicote ao Carnaval, pois se isso acontecesse realmente seria deflagrado  o início de uma guerra civil, fato que corrobora a hipótese de que há forças liderantes que operam e organizam as manifestações populares.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O texto de hoje trata mais uma vez dos programas oferecidos pelas empresas televisivas nacionais e sua colaboração como forma de acréscimo cultural, social entre outros...

DIVERSÃO OU  DETERIORAÇÃO?


Muitos brasileiros em diferentes faixas etárias infelizmente, saturam-se diariamente das matérias divulgadas pela maior mídia massiva do país: a televisiva.
E na sua maioria, com raríssimas exceções, grande parte das emissoras segue uma única linha de exploração: o competitivo nível de audiência, o IBOPE e algumas delas chegam a citar os pontos atingidos como um verdadeiro grito de vitória, uma vez que esse fato representa lucro e fidelidade de audiência. O problema é a forma como conseguem seu objetivo. Em primeiro lugar, através de estudos sociológicos que revelam o nível intelectual e social da população e pesquisas sobre o grau de satisfação obtido pela maioria, essas instituições que só visam riquezas, criam programas nivelados com a intelectualidade e sociômetros da grande massa, pouco se importando com seu desenvolvimento como pessoas de caráter, uma vez que o que realmente importa é atingir suas metas. Não há o mínimo interesse na maioria das  TVs abertas, principalmente, em oferecer cultura de qualidade, cursos educativos e artísticos variados investindo desta forma no cidadão do amanhã.
Desta maneira, a programação medíocre e repetitiva do dia a dia monotonamente ecoa seus pobres e irrelevantes conteúdos desde que o dia amanhece até a noite onde o que importa realmente, é a vida alheia, exemplificando, fofocas e maledicências sobre famosos, simulações enganosas de situações, as famosas “pegadinhas”, que só conseguem distrair, perdoe-me a franqueza os espíritos infantis e pouco amadurecidos culturalmente, que excessivamente crédulos, conseguem acreditar até em fadas e gnomos, pois desprovidos da criticidade espiritual confiam em tudo e em todos...E a matéria jornalística então? Mais parece dirigida a portadores de Alzheimer, pois enfadonhamente repete os bordões idênticos em todos os horários, a única coisa que não faz é efetuar um serviço de utilidade pública relevante, porque obedece visivelmente a um partidarismo político que não permite que certos assuntos como greves de professores, avisos sobre concursos e datas importantes para o magistério, entre outros, sejam veiculados. Do mesmo modo, os programas culturais, na verdade, desde longa data divulgam sempre artistas apadrinhados ou de matéria paga por valor econômico ou por indicação de grupos poderosos, enfim exibem somente aquilo que querem divulgar e que realmente lhes trará retorno financeiro... Outro tipo de programação favorece a lascívia e o precoce desenvolvimento sexual com exibição de atos libidinosos escancarados indistintamente e em horários impróprios com a finalidade de angariarem a audiência de jovens e adultos, pouco se preocupando com as crianças e seu desenvolvimento saudável, ato totalmente apoiado por apresentadores irresponsáveis, que criticam qualquer tipo de censura, não distinguindo bom-senso de repressão... E assim acontecem: reality shows e seu conteúdo altamente pobre de conteúdo, mas cheio de apelos sexuais que se completam na internet, inocentes programas diários cujos temas baseiam-se na mediocridade e nem deveriam ter lugar num espaço tão caro como o é a televisão, em entrevistas de artistas sem noção que despejam pela tela uma chusma de tolices e maneiras de agir pouco apropriadas que acabam se impondo aos mais suscetíveis e impressionados com a fama e o sucesso... E as novelas que ocupam grande parte da programação, então... Deixaram de representar a arte para fazerem verdadeiras campanhas publicitárias de produtos em geral, da mesma forma como servem para divulgar ideologias políticas e “fazer a cabeça” da população sem contar o uso da criminalidade e da desgraça alheia que dão forma a matérias sensacionalistas e de apologia ao crime, onde os personagens principais são os assassinos e a crueldade.
E não cabe mais aqui enumerar todos os pontos negativos que essa mídia traz à população, que sem ter como se ocupar, seja por preguiça, desemprego ou prazer insere seus filhos, idosos e jovens num turbilhão de asneiras sem fim, onde as pessoas perdem sua identidade e espírito crítico ao viverem o alheio e absorverem ideologias prontas que atrofiam o cérebro e o poder de raciocínio, além de dificultarem o convívio social em detrimento do isolamento e da solidão.
Agora pergunto: haverá algum interesse em mudar esse quadro tão famoso e lucrativo?





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Boa-noite. Como escrever apenas sobre assuntos agradáveis e saudáveis, se nesta época o que nos rodeia é apenas violência, morte e desamor? Esse é mais um texto da série de desencantos e tristezas...



Falha na Educação gera violência


Como não perceber que a nossa sociedade decai em seu nível intelectual, cultural e social a cada momento? Basta observar por um dia os noticiários na mídia massiva e o que acontece a nossa volta para analisar e concluir sobre o motivo de tamanha degradação ético-moral.
De pequenas contravenções à ações criminosas e violentas, tudo o que podemos verificar sem muita análise, usando apenas um pouco de raciocínio lógico e inteligência é a pobreza intelectual e cultural do ser humano do século XXI.
E é tão forte essa expressão “século XXI,” que encerra em seu teor um modernismo e atualidade sem iguais... Infelizmente, o homem dessa era, que deveria pela lógica apresentar um aprimoramento de caráter condizente com o longo período trilhado pela espécie humana, revela um lado animalizante que destoa de todo o acervo cultural que a humanidade conseguiu alcançar até os dias de hoje. demonstrando numa equação desproposital evolução na teoria e decadência na prática da vida humana e relacionamento social.
A pergunta que nos fazemos é sempre: Por quê? Qual a razão de tanta imbecilidade, ignorância, ausência espiritual e de sentimentos nobres para com nossos pares?
Infratores, contraventores e criminosos quando entrevistados,  em sua maior parte, apresentam um comportamento de causar pena pelo baixo nível intelectual, compatível com seu desvio comportamental e deficit educacional.
Na verdade, embora não receba a atenção necessária do poder público, a Educação de relevância é primordial, é a primeira questão que deve ser valorizada antes mesmo da própria Alimentação e Saúde.
O nível de qualidade da cultura oferecida pelas mídias à população é péssimo, seja no aspecto da arte musical, filmes, pinturas etc. onde a arte popular foi consagrada e colocada em primeiro plano; não que ela não seja importante, mas é dever de um Estado consciente oferecer algo muito superior, arte que realmente apresente alto nível de conhecimento e pesquisa. Exemplificando, ouvir regularmente  música erudita de tipos variados e de boa qualidade provoca um esforço mental significativo onde os conteúdos e imagens abstratas são estimuladas e organizadas de tal forma que, consequentemente,  proporciona um refinamento de atitudes involuntário, que com o passar do tempo lapida a personalidade do indivíduo. Entretanto, não basta ser erudita, há composições atonais em voga, atualmente, que são exaustivamente interpretadas e nada trazem de bom, apenas instigam os maus sentimentos que levam da depressão à violência, como já comprovou Aldous Huxley quando se prestou a estudos sobre o psíquico, submetendo-se ao uso controlado de mescalina, informações presentes em seu livro "Entre o Céu e o Inferno e  As portas da percepção".
Contudo, nenhum tipo de arte relevante  é transmitida pelos veículos de comunicação do nosso século, que,  ao invés, ordinariamente, apresentam uma música, se é assim que muitas delas possam ser denominadas, de baixo nível, cujo vocabulário popular  nada acrescenta como aquisição cultural ou que proporcione o mínimo esforço do cérebro para sua interpretação, onde textos medíocres, estruturados em onomatopeias e bordões repetitivos lentamente levam à atrofiação da mente pela pobreza de conteúdo.
E assim acontece com todo o tipo de arte oferecida, causando a nítida impressão de comercialismo, privilégios de alguns autores sobre as autoridades e um desfavorecimento da cultura nacional de qualidade.
Nas escolas, o estímulo das políticas educacionais nesse sentido também é ineficiente, grandes editoras prevalecem e a qualidade das obras deixa muito a desejar, novos autores nacionais nunca são valorizados, percebe-se nitidamente o uso e condicionamento dos temas a serem tratados a um sistema organizado que não permite a variedade e valor e, da mesma forma, a língua portuguesa se desprestigia a cada dia, assim como  a cultura e informações do próprio país, que são pouco a pouco negligenciadas em detrimento de uma literatura internacional muitas vezes de qualidade inferior, padronizada e pouco criativa  que divulga e mostra aspectos de outros  lugares, em um gênero exagerado de ficção científica que distancia o cidadão dos seus problemas reais ...
O que fazer, vemos nossos jovens cada vez mais violentos, sem vontade de estudar, uma vez que os textos eruditos ficam cada vez mais distantes e incompreensíveis. No entanto, o analfabetismo decai nas estatísticas apresentadas pelo país...
E o que ocorre cada vez mais é a falta de uma Educação que respeite e ensine a respeitar, que dê atenção e proporcione a atenção nos lares. No atual modelo, há ausência do diálogo, da discussão saudável  e até a falta de competência para dirigi-los pelos cidadãos, que cada vez falam menos, perdidos e condicionados a telas de telefones inteligentes e ecrãs de computadores. E onde não há diálogo e capacidade de convencimento pelas palavras, há a ação violenta e a truculência...
Mas quem somos nós para argumentar e lutar contra uma maré de asneiras e ações descabidas sem fim, que sem regulação alguma nos lares e nas escolas goza do prestígio político-social e que ainda será a ruína do ser humano?




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Boa-noite. O texto de hoje nos lembra de que não podemos cruzar os braços e como vaquinhas de presépio apenas balançar a cabeça...

Discriminação ou Contravenção?


Inacreditáveis e inaceitáveis as decisões que se tomam nesse país em relação à segurança em locais públicos e do cidadão pagador de impostos, que se vê totalmente abandonado, à mercê de marginais e contraventores sem nenhuma garantia ou qualidade de vida...
Os famigerados rolezinhos, eufemismo criminoso para denominar a invasão da tranqüilidade social que já se delineia como nova tática para obter dinheiro sem esforço, por incrível que pareça, está tendo cobertura legal que parece virar o jogo, rotulando como discriminação racial e social a decisão dos shoppings de proibir esses encontros “inocentes” de jovens de “bem”.
Alegando que todos devem ter os mesmos direitos, o Ministério Público diz em informações através da mídia, ser capaz de dar conta de ambos os aspectos, tanto do cidadão que pretende a seu bel prazer “relacionar-se” marcando os malfadados encontros, como do comerciante, que oprimido, atualmente encontra-se frustrado em seus direitos, correndo riscos de arrastões e de vida, apesar de arcar com a alta carga tributária que lhe é imputada.
Faz-se necessário um questionamento: que medida é esta que a Justiça Brasileira quer tomar? Ninguém questiona na mídia essa atitude, tal ato não é compatível com a democracia que se diz estarmos vivendo. Se não me engano, democracia significa: governo do povo e assim sendo, era caso para um plebiscito onde os principais interessados deveriam deliberar e racionalmente, não é assunto para ser decidido em gabinete fechado.
Na teoria é muito lindo dizer que ambos os aspectos serão contemplados, mas na realidade, vendo o país devastado como está e totalmente dominado por marginais e contraventores, tal afirmação chega a soar como uma piada, num momento em que não há mais segurança em local algum, apesar de a Constituição a garantir. Sabemos por experiência própria que a marginalidade cresce assustadoramente na mais tenra idade, não adianta fazer vista grossa e esses “rolês”, como todos já prevêm, têm intenção criminosa. Por que razão esses adolescentes precisam juntar-se num grande grupo e lotarem ambientes que sequer têm estrutura para tanto? Por que não formarem um grande grupo para estudos e trabalho? Tal atitude mais se assemelha a demonstração de poder, e poder paralelo...
Não venham com a velha história de preconceito social, de comiseração e jogada emocional para justificar o injustificável... Em momento algum, qualquer cidadão decente foi discriminado em shoppings ou barrado de frequentá-los, desde que esteja dentro da normalidade social, que encontra amparo em atitudes sociais sadias, próprias ao convívio em grupo.
Paira no ar, principalmente na mídia televisiva, um medo de comentar o assunto numa concordância com as medidas descabidas que vêm proliferando ultimamente por esse país e que não estão agradando e nem favorecendo a população trabalhadora.

O brasileiro não tem o hábito de se expressar por escrito sobre essas questões que tanto afligem a todos, é preciso mudar essa atitude, incentivar nova postura na tomada de decisões que cabem unicamente ao cidadão. Medo de repressão? Talvez... Mas, se não me falha a memória, não estamos em uma democracia?!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aproveitando o gancho do texto anterior sobre a situação calamitosa da Saúde em nossa cidade e consequentemente em nosso país, é preciso detalhar também a situação das UBSs, ambulatórios e PSs que apresentam os mesmos problemas: gestão ineficiente, pouco inteligente, burocrática entre outras deficiências...

                        Sistema doente

A questão que não deve se calar é: Como pode um sistema de saúde ser tão travado, sem praticidade alguma que pouco favorece a população que dele precisa?
Não devemos ser neutros ou até mesmo ignorar as desvantagens do sistema público de saúde, pois até mesmo os mais privilegiados que podem financiar um plano de saúde privado, podem em algum momento necessitar de seus serviços. Ninguém pode prever em que instante irá precisar de atendimento médico de urgência, se lastimavelmente isso ocorrer em uma via pública, não importa se próximo a uma UBS, certamente não será atendido com a argumentação de que o estabelecimento não é Pronto-Socorro e como tal, não oferece estrutura para esse fim. Provavelmente, o cidadão deverá aguardar na rua a chegada de um SAMU ou Resgate do Corpo de bombeiros, principalmente se estiver sozinho e inconsciente, fato que infelizmente, não o possibilitará acionar o seu seguro saúde...
Mas, por que razão, não podem as benditas UBS oferecer também os serviços de emergência? Quantas vidas não seriam salvas com essa possibilidade, ao invés de apenas o atendimento regular e precário do dia a dia? O sistema deveria proporcionar o máximo e não o mínimo. Para começo de conversa, a distribuição do público pela rede física é inadequada, revelando que quem a administrou sequer conhecia a cidade de São Paulo, prejudicando o usuário que é obrigado a se cadastrar muito longe de sua residência, tendo postos de atendimento  mais próximos os quais não é autorizado a utilizar. Para melhor eficiência, seria necessário fazer uma redistribuição do público que revelasse maior inteligência e adequação racional.
Outro detalhe que reforça a má qualidade do atendimento nessas UBSs é o nível dos atendentes que ali trabalham e que mantêm contato direto com o cidadão que procura seu serviço. Tem-se a nítida impressão de que não há habilidade alguma, nenhum traquejo social, ou qualidade de educação para esse fim. Não querendo criticar a pessoa humana que ali se encontra, com raríssimas exceções, existem funcionários bem preparados, educados e humanos no trato e conhecedores da sua função. A maioria oferece um trabalho de péssima qualidade que faz com que o público sinta-se a pedir esmola, sendo maltratado a qualquer pergunta que faça, além de não obter a informação de que precisa como se nada tivesse pagado por esse serviço.
São funcionários que desconhecem a noção de “público” e, como donos da situação trabalham de mau-humor e predispostos a censurar e maltratar ante qualquer questionamento ou cobrança de informação. E o mais surpreendente é que tal fato acontece diariamente sem uma supervisão e um gerenciamento que sane esse mal e o corte pela raiz.   
E quando se trata de encaminhamentos médicos, então, é que a situação piora, é mais fácil ganhar na loteria do que consegui-los, dessa forma a população que necessita de um hospital especializado fica à mercê dessa péssima administração tendo que passar por várias unidades e ambulatórios muitas vezes nada conseguindo, apesar do “chá de cansaço” que leva peregrinando em verdadeiras via crucis por todas essas instituições. E todo o serviço é travado: ao encaminhar uma reclamação a uma Ouvidoria, não se consegue um funcionário que tenha um nível de conhecimento que proporcione o entendimento da sua mensagem, revelando uma morosidade a toda prova onde deveria haver agilidade, pois é uma das últimas instâncias a que o usuário recorre...
Para um melhor atendimento, não deveria haver essa história de atendimento condicionada a endereço e rede física, se o cidadão é contribuinte, não importa o local onde procura ajuda, ele deve ser atendido; da mesma forma quanto à questão de encaminhamento para hospitais especializados deveria ser fato normal, uma vez que o paciente apresente um laudo com histórico da doença que o consome. Por que dificultar o óbvio, causando a piora da condição do paciente ocasionada pela demora pouco inteligente e ineficaz? O cidadão não contribuinte da mesma forma é um ser humano e deve ser atendido quando a situação o requer.
No entanto, para o poder público é mais vantajosa a divulgação de falsos bons resultados que garantam a próxima eleição ao invés de arregaçar as mangas e administrar, fazer com que o sistema realmente valha à pena e faça retornar em benefícios os impostos e tributos pagos pelo cidadão brasileiro.
Até quando, meu Deus, o povo será escravo e padecerá sem atendimento digno vendo a sua saúde e de sua família correndo riscos  em instituições públicas onde proliferam o erro médico, a falta de higiene e o tratamento desumano de funcionários que mal remunerados e sem a qualificação necessária tripudiam sobre os menos favorecidos.
Se ainda há esperança é difícil prever, porém, enquanto esta situação predominar, pagaremos todos os nossos pecados aqui mesmo, na Terra...






segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Como anda a Saúde pública na cidade de São Paulo?Infelizmente, só nos inteiramos da situação quando precisamos de seus serviços...



Pacientes até quando?


Quando estamos com um problema de saúde e não dispomos de dinheiro para atendimento particular ou não contamos com um bom convênio médico, começamos a pagar nossos pecados...
Digo um bom convênio médico, pois aqueles cujos preços são mais acessíveis, equiparam-se ao serviço estatal de má qualidade apresentando apenas uma diferença: a marcação de consultas é mais eficaz, porém os profissionais nem sempre são experientes, na maioria das vezes, novatos que compensam suas carências profissionais com um bom atendimento e atenção, coisas com que não contamos no serviço público, cujas consultas relâmpago não favorecem um bom diagnóstico, apenas isto. Outro problema do convênio popular é voracidade em poupar despesas não oferecendo aos conveniados e principalmente ao  idoso o tratamento de que necessita apesar de cobrar do paciente mensalidades  absurdas e incompatíveis com sua aposentadoria.
A cidade de São Paulo não conta com um número suficiente de postos de atendimento e hospitais para tratamento da população de baixa-renda, a prova disso é o grande número de reclamações, não só no estado como em  todo o país, que mostram vídeos exibidos diariamente nas reportagens de TV. A sofrida massa trabalhadora que sustenta e oferece suporte ao funcionamento da metrópole é fatalmente relegada a segundo plano quando necessita de um tratamento odontológico ou de saúde: são filas de pacientes jogados em macas pelos corredores de Pronto-Socorros, num sofrimento de fazer pena a quem assiste tal cena humilhante que degrada a espécie humana, isso sem contar com  os erros médicos que ocorrem nestes ambientes, onde os menos culpados são os médicos e enfermeiras que mal formados e  sobrecarregados de trabalho sofrem as consequências de um sistema injusto e mal administrado pelo poder público que não proporciona um desempenho racional e de qualidade enquanto remunera muito mal.
Quanto aos funcionários públicos do estado de São Paulo, a mídia não veicula notícias que revelem a verdade do serviço de Saúde oferecido, o sistema está protegido  com uma carapaça de ferro que impede qualquer informação do péssimo serviço prestado a seus servidores: a demora na marcação de consultas é um fator ordinário que praticamente ocorre com todos os contribuintes, que pendurados em telefones, perdem de cinco a oito minutos  na tentativa de conseguirem atendimento regular a cada tentativa, porém, apesar das magníficas propagandas que apologizam seu serviços, nada se consegue, demorando meses para marcarem alguma consulta médica. Na verdade, são idas e vindas à Ouvidoria para que possam concretizar o sonho de serem atendidos. São pessoas idosas padecendo sem atendimento digno, que não conseguem sequer realizar exames necessários em tempo hábil, precisando pagá-los com sua parca aposentadoria para agilizar e amenizar sua situação. Da mesma forma, crianças e adultos enquadram-se nas mesmas condições.
O sistema vai cansando quem dele precisa, liberações para fisioterapia ou procedimentos alternativos são tão ineficientes que os pacientes desistem e se entregam a sua cruz, cuja solução parece impossível, no entanto, nos dizeres dos governantes,  o serviço é de excelente qualidade, impecável e satisfatório...
Se entramos no PS desanimamos por completo, salas superlotadas, número ínfimo de médicos e enfermeiros  que contradizem com a enorme quantidade de doentes que ali se encontram, cuja classificação de risco aumenta o sofrimento daqueles cujo caso não é urgente, mas que necessitam de atendimento para minimizar suas dores.
A questão é tão clara: contamos com apenas um hospital que funciona desde o século passado, apesar de a população ter quadruplicado... Seria tão difícil a construção de outras unidades? Seria impossível atender bem os contribuintes que são descontados desde longa data e quando mais precisam na velhice, são relegados a um serviço de má qualidade? Como pode um governador verificar que são pacientes de várias cidades do  estado todo e mais a população local que precisam de atendimento e não lutar para a ampliação de hospitais públicos que nem sequer oferecem serviço odontológico a seus servidores quando obriga os planos de saúde particulares a prestá-lo obrigatoriamente? Onde está a coerência, o bom-senso do poder público que castiga seus contribuintes e sobrecarrega-o de impostos e nada oferece em troca?
É preciso mudança premente e luta das classes trabalhadoras para que esse quadro revele cores mais bonitas... 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Terminadas as festas de Natal e as demonstrações de espírito natalino presente nos gestos da maioria das pessoas, é tempo de comentar um sentimento vil, próprio daqueles que segregam em suas presas o veneno das víboras...


ABRAM OS OLHOS



Desde há muito,  as atitudes puras, honestas em relação à amizade e relacionamentos vêm se escasseando à medida que o tempo passa. Convivemos atualmente com verdadeiras cobras criadas na sociedade em que estamos inseridos, seres que não merecem de nossa parte à mínima confiança, o que é deplorável. Tal fato acontece em todos os círculos sociais, entre amigos, colegas de trabalho, marido e mulher e, até mesmo, entre parentes, fato inadmissível entre pessoas do mesmo sangue.
A disputa por poder predomina nos fracos de caráter que sem o carisma e a simpatia necessários para arrebanhar amigos, preferem usar de meios indignos, covardes de ganharem prestígio através da escuta e troca  de maledicências sobre seus pares, em nenhum momento fazendo uma autoanálise de seu comportamento ridículo e maléfico. O que impulsiona esse procedimento desonroso é o grande sentimento de inveja que lhes alimenta o íntimo, uma vez que não têm a disposição necessária para a luta da vida e a inércia, que como uma trava os domina,  impede que trabalhem com a força e o vigor tão imprescindíveis para que se equiparem aos nobres de espírito e puros de coração. Além disso, não apresentam um diálogo que seja suportável de ser ouvido, pois, sem vida, o assunto preferido é falar das outras pessoas.
São pseudos amigos que mostram falsos sorrisos e pelas costas apunhalam aqueles que dizem amar, são parentes que unem-se e fazem uma verdadeira investigação sobre a intimidade daqueles que admiram, mas, odeiam, espalhando os detalhes com tamanha sordidez que chega a assustar pelo fingimento apresentado.
São risinhos e comentários irrelevantes e maldosos pelas costas, coisas de uma hipocrisia ímpar, ações desencadeadas no escuro, às escondidas, onde não há como camuflar o veneno que estão a disseminar; também não há como ocultar em seus sorrisos amarelos, o ódio que sentem por aqueles que invejam.
Intensamente egoístas querem o mundo todo a seus pés, desejam receber todas as visitas e atraírem o maior número de "amigos"para deles extraírem o que podem, sugarem como chupins tudo aquilo que conseguirem para que não precisem dedicar-se a trabalhos físicos para obtenção de benefícios. Suas doenças são as piores, aliás, não ouvem ninguém, apenas  querem serem ouvidos aborrecendo com longos e inconsistentes relatos todas as enfermidades que já sofreram, já que são as piores vítimas que o universo já conheceu.
Quando não é isso, são as rotulações em que vão enquadrando a todos, sem ao menos desconfiarem do quão chatos são; as ótimas pessoas são aquelas que lhes fizeram algum benefício de ordem material ou econômica, e repentinamente o deixam de ser quando já não lhes são úteis. Da mesma forma, são os piores "puxa-sacos" dos mais ricos, enaltecendo-os mesmo que não mereçam.
Muitos desses maravilhosos seres afirmam ser francos, dizerem o que pensam na cara dos outros e com isso não percebem o quanto são inconvenientes, grosseiros e incapazes, deixando transparecer a qualquer idiota o quanto "amam" a todos. São eles os melhores pais e mães que produzem filhos de personalidade frouxa e Maria-vai com-as- outras, porém diminuem os demais, à semelhança do macaco que sentando em cima do rabo, fala do comprimento do rabo dos outros bichos.  Com amigos assim, ninguém precisará de inimigos para derrubá-los, e olhem que a queda que provocam é mais intensa, uma vez que agem pelas costas, de maneira muito vil.
Esses são os insuportáveis, cuja fala dá sono e modorra, provoca mal-estar e pressa de ir embora o mais rápido possível.
Infelizmente, não há como mudar tal comportamento que se apresenta como o pior dos cânceres já vistos, pois a ferida que provoca é incicatrizável. 
Precisamos de muita reza brava, patuás, ramos de arruda e toda sorte de prevenção contra esse mal...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Amigos, estamos no limiar entre 2013 e o ano que se aproxima, mas as mudanças começam a delinear-se ao nosso redor deixando as marcas do que ficou...



Mais uma página virada







Acredito que com a maioria das pessoas nessa época do ano as transformações ocorrem; de maneira brusca, inesperada elas chegam com a proximidade de mais um ano que se avizinha.
É tempo de limpar os armários, jogar relatórios ultrapassados, atividades e avaliações, agendas e agendamentos.No meu caso, particularmente, inúmeras avaliações lotam armários, assim como aulas preparadas, livros e apostilas, atividades feitas com tanto sacrifício ao longo das horas, agora de nada mais servem, são apenas amontoados de lixo que aguardam reciclagem...
Foram tantas as reclamações coletivas de que o ano se arrastava, que os dias não passavam e de que as férias não chegavam e nesse momento,as solicitações apressadas para que esvaziemos os armários, entreguemos os diários de classe, assinemos papéis e tantas outras coisas. 
Muitos de nós jamais voltaremos a pisar nesse local novamente, no entanto, outros mais privilegiados, de cargo efetivo, ali continuarão, no ambiente familiar de tantos anos.
Os funcionários contratados, sem estabilidade ou qualquer vínculo são imediatamente desligados do estabelecimento onde lecionam, por meio de assinatura em um contrato de dispensa, mostrando com isso  uma discriminação a toda prova e além de tudo, se o contrato já estiver vencido permanecem em quarentena como que acometidos de uma doença contagiosa...
Perdoem-me a franqueza, porém não consigo escrever sem fazer qualquer tipo de crítica, ainda mais numa situação como a que se apresenta atualmente no Magistério. Ainda ontem,efetiva,usufruía de estabilidade e hoje de volta à profissão sem vínculo algum como se fosse a pior das mestras.
Tudo isso cala fundo em nossas almas ainda mais num momento de fragilidade como o é a época natalina que  fragiliza enquanto sensibiliza profundamente.
Tudo fiz hoje no derradeiro dia de aula. Desta vez, durante o trajeto, dediquei mais atenção aos detalhes das ruas, das lojas, pessoas e do trânsito.Entrei pelo portão da escola, não distraidamente como dantes, sabia que era talvez a última vez que por ali passava, observei as árvores ao redor, agradeci sua presença confortadora e adentrei  pela sala dos professores ouvindo os risos e comentários alegres de todos. Sabendo da dificuldade do momento, pois sou sensível a essas ocasiões, rapidamente esvaziei o armário, etiquetei a chave e a devolvi à diretora da escola.
O mais difícil foi a despedida, foram dias e noites de convivência diária, momentos difíceis, alegres, complicados, compartilhando a todo o momento com aquela grande família de professores que ali se reúnem nos intervalos das aulas e em reuniões.
Dizer adeus a cada um deles foi talvez uma das tarefas mais difíceis do que preparar aulas e avaliações, conhecendo a todos, cada qual com seus problemas pessoais e  personalidades diferentes, ter que fitá-los nos olhos e fingir ser forte, desejando-lhes felicidades e boa-sorte e um "talvez a gente se encontre no ano que vem" o que certamente não acontecerá, embargou a voz e exigiu das lágrimas para que não rolassem  piorando a situação.
Como é difícil a despedida, nessas situações e o constrangimento é geral, pois não temos como calar nossos corações e sentimentos.
A todos vocês professores, colegas,equipe e alunos da escola Joaquim Leme do Prado o meu muito obrigada pelos momentos preciosos convividos, por  mais uma página construída com imagens de vida e amor,e sobretudo pela possibilidade de aprender a viver mais uma experiência.
Desejo a cada um de vocês um final de ano próspero, feliz, que ecoe no decorrer do novo ano que em breve começa. Um abraço carinhoso.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Olá, amigos, o texto de hoje vai para aqueles que sem a competência necessária precisam, digamos galgar a carreira profissional através de outros meios...



Promoção sem mérito





São os seres mais dissimulados com os quais temos a honra de conviver atualmente, amigos de todos e, na realidade, amigos de ninguém. Cuidado com eles, pois da mesma forma como te adulam e tecem falsos elogios, puxam o tapete abaixo dos teus pés tentando eliminar mais um concorrente. E como fazem sucesso entre seus pares: são conversinhas fúteis daqui, comentários aparentemente inocentes dali, onde a falta de inteligência prospera, mas quem foi que disse que sabedoria e bom-senso têm peso entre essa falsa classe social?
Como um bando de hienas, riem a todo tempo, de tudo e de todos naturalmente. Compartilham em redes sociais, postam fotos sem significação alguma exibindo os falsos sorrisos e lágrimas de crocodilo.O estrago que fazem é estrondoso, não reconhecem o verdadeiro trabalho, diminuem aqueles que não se enquadram no seu maravilhoso jeito, perdoem-me a expressão, "puxa-saco" de ser. Dependuram-se, aboletam-se aos seus chefes e superiores tentando mostrar o que não fazem e o que nunca farão, por incapacidade, preguiça e incompetência.
Agora é Natal, ao se fazer um balanço do que está ocorrendo a seu redor, não é difícil percebê-los, uma vez que te acompanharam e demonstraram "belas" atitudes durante todo o ano, no entanto, pasmem, são os escolhidos pelos chefes e colegas para concorrerem ao Nobel da Paz, são paraninfos e homenageados em festas de fim de ano conseguindo com sua ínfima postura destacarem-se em eventos e confraternizações. Na verdade, formam um clã, uma sociedade fechada onde não há abertura para ideias novas, para união em intenção a algo valoroso ou digno, mandam para o espaço o altruísmo, a honra e os bons costumes o que importa é unicamente projeção profissional, não à custa de estudo e investimento cultural na carreira, mas através da construção de sua imagem que implica denegrir a de outrem para que ocupem seu lugar ao sol.
Como o planeta poderá subsistir com gente dessa laia que o habita, que não constrói, apenas destrói?
Toda essa geração de inúteis trabalha com mentiras e falsidade o tempo todo, relaciona-se e passa a seus discípulos lições inconsistentes e sem relevância para a condição humana, no entanto, é amada por todos e rotulada como  os melhores profissionais do ano.
 Até quando isso vai persistir?



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tentando colocar um fundo musical que servisse de base à leitura dos textos em meu blog, achei essa canção tão familiar ao Natal desde há muito tempo: Noite Feliz. Pela carga emocional que traz contida em cada nota musical inspirou-me esse texto que se segue:





Noite Feliz


Não sei por que razão denomina-se Noite Feliz uma composição cuja melodia apresenta-se tão triste. Aliás, o propósito da festa natalina traz em sua mensagem principal um motivo nostálgico: louvar alguém que apesar de apenas praticar o bem, como tantos acreditam, teve como recompensa uma morte hedionda e incompreensível.
É a crueldade humana estampada mostrando do que ela é capaz. E não adianta horrorizar-se com o fato, porque a história se repete, a injustiça e incompreensão continuam acompanhando os homens que nunca foram tão maldosos e violentos como nesse século: as agressões são constantes; tanto a física como a psicológica deixam cicatrizes que não se curam, abertas pela ridicularização, desamor e desrespeito ao próximo no decorrer de cada dia. Humilhação àqueles que não mantêm o padrão social exigido pela sociedade algoz que crucifica a todos excluindo do seu círculo de amizades os menos favorecidos e simples de espírito...
Quando o Natal se aproxima ocorre uma transformação: os hipócritas como que arrependidos de sua conduta maldosa adotam crianças de orfanatos para distribuírem presentes, fazendo questão de serem destacados e elogiados à moda dos fariseus dos templos da Galileia.
Bando de víboras, por que não têm humanidade com aqueles com quem convivem diariamente a quem só atiram pedras?
O orgulho não deixa com que esses seres sejam naturais e convivam demonstrando suas emoções verdadeiras, porém ao se aproximarem as festas natalinas, como um rebanho irracional atende a um toque de berrante da mídia, adotando crianças (que talvez nem existam) comprando-lhes presentes e mimos e por esse motivo, só faltam anunciar no horário nobre de canal de televisão, não o fazem porque não é possível...
Tristes tempos, Noite Triste aquela que só ressalta o luxo, o consumismo, a discórdia entre os povos que não mais se amam, apenas sabem reparar e maldizer seu par pelos motivos mais fúteis possíveis.
Gostaria de ter coisas muito melhores para dizer sobre o Natal, entretanto, infelizmente é só o que se nos apresenta nestes tempos terríveis onde ninguém mais se quer bem, onde o amor só existe perante status social e dinheiro.
Aos puros de coração, (que são poucos) fica a verdadeira mensagem: continuem no seu caminho, a despeito de todos os maus-tratos que possam sofrer, nesta noite silenciosa esqueçam o luxo, a ostentação, fitem o céu límpido e suas magníficas estrelas que ainda são as únicas coisas autênticas neste universo de mentiras e desafetos. Um Feliz Natal!



terça-feira, 26 de novembro de 2013


Boa-tarde, amigos, o texto de hoje vai dedicado a um simples sentimento que há muito vem deixando de fazer parte do comportamento humano: o respeito, que no fundo é sinônimo de amor.


Por que é preciso respeitar... 





 Convivemos diariamente com milhares de pessoas, sejam elas do nosso círculo familiar ou de amizade, do trabalho, do dia a dia em variadas instituições que frequentamos e tantas outras mais; seres que encontramos muitas vezes momentaneamente, mas cujo relacionamento ficará registrado para sempre na memória, passe o tempo que passar. Uma preocupação constante que precisamos cuidar é no sentido de tratar bem, de passar uma imagem positiva, de ser humano, sem, contudo, utilizar de artificialismo ou de falsa educação, essa atitude deve vir do nosso âmago, de uma boa formação que pontua a sinceridade acima de tudo. A cada dia que passa, verificamos que esta questão está sendo relegada a um terceiro plano; uma grande parte daqueles com quem convivemos, por longo tempo, inclusive, tem o maior prazer em mostrar o reverso, o outro lado da moeda deixando transparecer atitudes de menosprezo, agressões constantes aos direitos humanos dos quais nunca se falou tanto nestas últimas décadas. Uma tremenda inversão de valores ocorre nas mais variadas instituições onde a ética praticamente inexiste, desta forma não há o respeito à hierarquia, nem mesmo a conscientização sobre o que o indivíduo deve ou não fazer, pode ou não comentar para que mantenha um bom relacionamento no ambiente de trabalho e, até mesmo manter seu emprego, tarefa nada fácil atualmente. E o que dizer então do chamado "bullying", termo de língua inglesa que como tantos outros invade o vernáculo da língua portuguesa para designar desrespeito, desumanidade? São pessoas que não respeitam o território alheio e se acham no direito, como donos da verdade, de ridicularizar, eleger um "bobo" da corte e achincalhá-lo com toda a sorte de grosserias, maus-tratos e agressões cujas consequências levam da depressão, desgosto a até, dependendo da personalidade do agredido, a resultados funestos, pois tais atitudes impensadas, irracionais e absolutamente invasivas calam fundo na alma dos violentados, principalmente daqueles de índole mais sensível. Não seria preciso enumerar aqui como isso pode ocorrer, contudo podemos exemplificar: comentários maldosos sobre a maneira pessoal de se vestir, aspecto físico, atitudes, maneira de falar, cor da pele, idade e tantos outros. Tais procedimentos partem, por vezes, da coletividade de um ambiente de indivíduos sem uma formação adequada, de caráter duvidoso e de personalidade frouxa que como um rebanho, atende a um grito de comando para iniciarem tal conduta nociva e desagradável. A maioria dos agressores, muitas vezes, não sabe escrever ou elaborar um raciocínio em uma frase escrita, tal a ignorância em que esses seres estão mergulhados, entretanto são capazes de tamanha sordidez que não podemos avaliar a dimensão. Os adolescentes engrossam esse cordão de antissociais que grassa em nossa sociedade, mas isso não quer dizer que os adultos também não cometam tal crime; sim crime no sentido de violação dos direitos dos cidadãos que precisam ser respeitados nesse sofrido planeta em que subvivemos. Quando observamos que os ditos adultos cometem esse deslize, a avaliação que podemos fazer é de imaturidade, defasagem no desenvolvimento intelectual ao apreciarmos atitudes incompatíveis com a faixa etária dos agressores. O que todos ignoram, contudo deveriam dedicar maior atenção, é para a imagem que passam para os espectadores a sua volta: a de mau-caratismo e de futilidade próprias de inteligência e racionalidade inferiores, apesar das afirmações da existência das múltiplas inteligências atualmente. Para quem foi agredido injusta e inocentemente, grava-se para toda a vida a violência sofrida que conduz à inibição e descrédito no convívio social que deixa de ser visto como sadio, agradável, de auxílio mútuo e humano.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Boa-noite, amigos que leem os meus textos e acompanham este blog. Que momentos atribulados são esses em que vivemos hoje, não? O tempo é escasso, ouço todos dizerem a minha volta, seja no trabalho ou em casa: "Falta pouco, o ano já termina!" E nada! Dias cheios pela lida incansável que tenta vencer as horas, o descanso mal descansado, sono agitado pelas preocupações e quando menos se espera:









NÃO ME DEI POR MIM


Hoje fui dispensada mais cedo do trabalho por falta de energia elétrica na escola onde leciono. À noite, não há como ensinar sem claridade.
Todos saíram alegremente, principalmente os alunos que, cansados do trabalho, não vêm animados para as aulas. Corre-corre no escuro para guardar os livros e Diários de Classe e, em instantes, já estou no carro a caminho de casa. Venho compenetrada no trânsito, vira daqui, acolá e de repente, vejo a erguer-se imponente perante meus olhos uma grande árvore natalina, aos fundos do Shopping. Linda em sua simplicidade de detalhes, transmitiu-me instantaneamente, numa questão de segundos, a mensagem da proximidade do Natal e a iminência do fim de mais um ano. O grande laço vermelho ao alto, tocou fundo o meu coração, assim como a grande quantidade de pequeninas luzes piscando intermitentemente. Sinto, nessas horas, a tristeza trazida por todos os finais de ano carregando consigo mudanças radicais em nossa vida cotidiana. Pessoas com quem convivemos diariamente serão de nós apartadas e, sabe Deus quando, as veremos novamente. A sensação de fugacidade do tempo traduzem a incerteza a respeito do destino das vidas humanas que vão e vêm sem aviso prévio algum. Para falar a verdade, divagando em pensamentos, nem pude perceber toda a decoração da imensa árvore de Natal, pois logo o farol abriu e mergulhei em seu verde a caminho de casa que pude alcançar em mais duas curvas.
Porém, a sensação de perda com a proximidade do Natal não passou, ficou em mim presa e tive a certa impressão de que guardarei na lembrança como em todos os outros anos a grata recordação de todos com quem convivi em 2013...


sábado, 2 de novembro de 2013

Boa-noite, amigos blogueiros. Mais um ano que vai culminando, mais um Finados que chega e com ele, a tristeza e o momento de relembrar aqueles que fizeram parte da nossa vida e que já não estão mais entre nós. Para muitos, porém, a data é aguardada com ansiedade como mais um esperado feriado de lazer e alegria...



AUSÊNCIA




Já dizia o maravilhoso poeta Olavo Bilac: "Saudade, presença de ausentes". Uma frase pequena, de conteúdo tão  significativo e verdadeiro. Escrever sobre esse dia é para mim, uma tarefa nostálgica, de reminiscências de todos aqueles personagens que tiveram passagem pela minha vida deixando lembranças que jamais serão esquecidas.
No último Finados, lembrei-me de tantas pessoas, entretanto, assim como hoje, acabo escrevendo apenas sobre uma delas,que com a sua pureza e inocência foi o meu maior herói, você, meu querido pai.
Não consigo entender como os longos catorze anos que passamos distantes não conseguiram destruir o amor que existiu e ainda existe entre nós. Engraçado, lembro-me de ti na minha infância tão marcante, sempre presente em todos os momentos vividos, me levando às lágrimas ao contar estórias comoventes que ficaram para sempre registradas em minha memória...
Personalidade ligeiramente triste e ao mesmo tempo divertida, conseguia me levar rapidamente do choro ao riso irreverente.
O mais engraçado ainda, é que sempre me despertava pena, ver sua humildade perante os altivos,apesar de todo o seu valor.   
Lembro-me também da sua coragem ao carregar a sua pesada cruz nos últimos anos, sempre sorrindo, rezando por outras pessoas quando mais precisavas de oração. 
Revolto-me, às vezes, mesmo que em vão, contra a forma cruel e injusta de como as coisas foram acontecendo em sua vida, oferecendo espinhos a quem sempre ofertava somente rosas e do modo algo abrupto de como foste arrancado do seio da nossa pobre, mas unida família levando um pedaço de todos nós.Não tiveste dinheiro ou bens que pudesse nos ofertar, deixaste algo muito mais valioso do que tesouros terrenos; o seu exemplo e caráter que não vemos mais valorizados nos dias de hoje...
Um velho, atualmente, é como um par de sapatos usados, um estorvo dos quais todos querem livrar-se sem demora.
Qual foi a mágica que realizaste, meu pai, por formar filhos que não só reconheceram o exemplo dado, mas conseguiram te dar o devido valor quando ao nosso redor tudo desmoronava: filhos, família, sociedade? Que excelente didática foi essa cuja forma só existe agora em palavras ao vento?
Amanhã, como das outras vezes, farei minha visita onde seu corpo repousa em paz. Como sempre, levarei suas flores de um branco ou amarelo singelo na esperança de que possa recebê-las e entender que são flores de agradecimento por ter um dia me dado a honra de fazer parte da minha vida, por todo o sacrifício que por mim fizeste e por todo o amor que me dedicaste sem exigência alguma. Saibas que em meu coração existe um lugar cativo reservado só para ti, eternamente...


     





terça-feira, 22 de outubro de 2013

Este texto vai para meus alunos da 3ª série E do Ensino Médio cujo tema proposto era a relação intrínseca que existe entre o estudo e a correta transformação exercida no meio ambiente através do trabalho. Uma questão muito importante e que tem sido pouco valorizada pela sociedade em geral.e que  é de relevância para todos nós, cidadãos que habitamos o planeta Terra...

Trabalho que destrói...

Muitas teorias e definições sobre o trabalho do homem e sua transformação na natureza  já foram elaboradas por diferentes autores e pensadores, cabe a nós, cidadãos conscientes de cada lugar aprendermos com elas e aplicá-las na prática.
A atividade humana abre seus leques por todos os setores da sociedade, e seja ela agrícola, de extração, industrialização, manufaturação etc. faz-se necessário, acima de tudo, o uso da ponderação, do bom-senso e da ética na manipulação dos nossos ecossistemas.Nesse aspecto é que se torna necessário um  estudo que não  proporcione apenas  cultura e conhecimento, mas que produza pessoas críticas, que aprendam a pensar e a agir racionalmente.
Ultimamente, a paranoia do poder, da competitividade sem princípios no intuito de enriquecimento econômico, têm levado o homem a não preservar o habitat em que vive, numa depredação insana e  contínua  que não valoriza nem cuida das riquezas naturais e os recursos, sejam eles renováveis ou não. Dessa forma, a febre que atinge o mercado imobiliário, por exemplo, não favorece a intenção de contratar em seu quadro de funcionários um engenheiro ambiental ou um ecologista, pois estes profissionais não admitiriam a expansão de edificações próximo a mananciais, exigiriam várias adequações que não seriam interessantes do ponto de vista financeiro das grandes empresas. Do mesmo modo, grandes empreendimentos de extração vegetal e mineral negam terminantemente o exercício da ética sobre o que podem retirar do solo, ignorando também o uso da coerência sobre os locais onde não devem mexer. E nessa roda-viva o mundo vai capotando diariamente: são indústrias de produtos químicos que inescrupulosamente são criados a despeito de poluírem  rios, solo, água, causando doenças e destruição a sua volta; extração de recursos não renováveis que violam os oceanos; expansão demográfica induzida inescrupulosamente para sustentar o enriquecimento de grandes empreendedores inchando desnecessariamente o espaço urbano causando problemas ambientais relacionados à degradação da meio através da exacerbada pavimentação de vias, desmatamento irregular que tem dilapidado a mata Atlântica ao longo dos anos e, sobretudo sobrecarregado a atmosfera de gases altamente tóxicos.
O questionamento a ser feito  é no sentido de encontrar um porquê para tudo isso, pois, se certamente nossos empresários, em sua grande maioria, são formados, educados  em excelentes escolas e universidades qual a razão de não porem em  prática o que aprendem na teoria? 
A reposta é bastante simples: a ganância pelo dinheiro, a loucura pelo poder e a cultura do ter ao  invés de ser simplesmente um homem, animal racional que insiste em ser irracional.




sábado, 12 de outubro de 2013

Porque o comprometimento é uma das  principais qualidades de um bom profissional 

Boa-noite a todos. O texto de hoje é dedicado a todos aqueles que trabalham e que conseguem estabelecer  um objetivo a alcançar naquilo que fazem, porque realizam  por amor e não pelo interesse financeiro.


Comprometimento é sinônimo de amor

Atualmente, da mesma forma que outrora, a maioria das profissões não é bem remunerada, mesmo se o serviço prestado é de qualidade. O fato é até compreensível dado ao enorme contingente de trabalhadores que o mercado de trabalho abrange, fato que onera sobremaneira o Estado ao cumprir com as obrigações trabalhistas e econômicas de todo o país.
Apesar da revolta geral a esse respeito, os profissionais considerados bem remunerados são uma minoria em relação aos demais, porém temos que admitir, muita gente ganha muito pela qualidade do trabalho que apresenta. Muitos nos causam indignação por receberem a mesma parcela de salário e  produzirem o mínimo, apresentando ainda um quadro de queixas e lamentações infindáveis, guiando-se pelos calendários anuais à cata ansiosa de feriados, pontes e pontos facultativos, criticando a administração pública quando ela não oferece a oportunidade do "emendar" feriados com dias normais revelando uma tendência à inércia e ao comodismo.
Esta atitude deve sofrer repúdio de todos aqueles que se esmeram e procuram dar o melhor de si naquilo que fazem, pois na verdade, não poderiam receber o mesmo pagamento daquele que como se diz vulgarmente vai "acochambrando", enganando, enrolando cada hora de labor com idas a banheiros e outros subterfúgios que os ajudem na sua lei do menor esforço.
É incompreensível tal atitude que apresenta indivíduos que não se interessam por quaisquer atividades, sejam elas físicas ou mentais, covardemente demonstrando falta de colaboração, de profissionalismo, ética e disposição.
Da parte de elementos assim, não há desenvolvimento algum da personalidade, propiciando a estagnação do corpo e consequentemente a sua deterioração da mesma forma que a perda de intelectualidade, uma vez que nosso organismo assemelha-se a uma máquina que se enferruja se não for usada.
Sabemos também, que por esse mundo afora existem aqueles que agem corretamente e trabalham em excesso recebendo uma parca remuneração, o que é altamente injusto e constrangedor para o empregado que perde a dignidade por não poder sequer se manter ou a sua família satisfatoriamente.
Apesar de todos os inconvenientes que ocorrem no campo profissional de cada trabalhador é inadmissível a falta de objetivo, de comprometimento, de amor naquilo que se faz.
E quantas pessoas deixa-se de ajudar numa situação de incompetência e falta de atitude: na Educação, por exemplo, onde lidamos com tantas pessoas carentes, de famílias desestruturadas, cuja infância e adolescência necessitam da atenção de um professor para que possam ser pessoas de bem, com um desenvolvimento saudável e feliz no futuro! 
O pior de tudo é a falta de sensibilidade que esses seres ociosos trazem em suas entranhas; não se apiedam de ninguém, não valorizam o sofrimento alheio, não apresentam carinho e compreensão pelas crianças e adolescentes que precisam de  uma palavra amiga, de uma boa orientação. Pelo contrário, não há o mínimo de paciência, quando não se tem vontade de trabalhar, a irritabilidade está sempre presente, o egoísmo fala mais alto e o altruísmo nem existe nessas personalidades...
A presunção, da mesma forma, produz indivíduos cuja principal característica é criticar o trabalho alheio, nunca, entretanto, autoavaliando o próprio desempenho com olhar de análise.
E assim vão ofendendo a tudo e a todos, tratando com grosseria e indiferença seus subordinados, não dando relevância às metas e obrigações que devem cumprir diariamente, apenas aguardando com impaciência "o pão nosso de cada dia" a blasfemar a todo o instante.
E o resultado dessas ações do deseducador no caso da Educação  é a produção de pessoas infelizes, mal preparadas para a vida, inaptas e desorientadas cujo futuro poderá ser uma surpresa feliz ou funesta para a sociedade, que num círculo vicioso, não para para pensar o porquê desse caos de violência e incompreensão que assola o planeta lotado de seres que não respeitam nem os ecossistemas onde vivem.
E a praga existe em todas as profissões como erva-daninha entre as flores e frutos a estragar toda uma colheita  produzindo uma safra ridícula e irrelevante.
Dessa forma, não achemos engraçada ou moderninha essa infeliz atitude de trabalhadores sem seriedade que está proliferando em todos os campos profissionais. Para esses, o trabalho é sinônimo de nazismo, escravidão uma vez que não tem amor à profissão e consequentemente comprometimento com os envolvidos e qualidade de serviço a ser oferecida.
Se conseguirmos com o nosso repúdio mudar esse terrível quadro que assola o mundo, certamente produziremos pessoas de melhor valor mudando radicalmente  para melhor o mundo em que vivemos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ÉTICA

Bom-dia, amigos, depois de alguns dias sem postagens graças ao nosso bom sistema de gerenciamento de empresas de comunicações, volto novamente à rotina dos textos tão imprescindíveis a nossa vida, atualmente tão conturbada e complicada. O tema de hoje é polêmico e um tanto difícil de ser compreendido num momento em que o cidadão não conhece mais seus limites...



A ética  no século XXI


Se buscarmos informações sobre o significado deste vocábulo, certamente encontraremos com facilidade em dicionários e enciclopédias e num rápido clicar saberemos que a palavra provém do grego ethos (modo de ser, caráter), é um ramo da filosofia cuja finalidade é estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade, basicamente na questão de relacionamento.
Se analisarmos criteriosamente, teremos a sensação de que tal atitude tão indispensável ao convívio social parece ser inata ao ser humano, nasce-se com esta tendência de personalidade. Entretanto, o caráter do indivíduo forma-se ao longo do seu desenvolvimento psicossocial e é construído no próprio lar, adicionando-se a este a base cultural e educacional onde uma grande dose de autoavaliação crítica faz-se necessária para o desenvolvimento saudável de nossa personalidade. 
Tantos comentários são tecidos em torno da ética, principalmente nas profissões, onde o cuidado com atitudes deve ser redobrado para que o espaço de outro profissional não seja esmiuçado, ocupado violentamente,  o que se caracterizaria por uma invasão de privacidade.
Parece que atualmente está cada vez mais distante esse comportamento ideal no campo do trabalho; aliás, muitos indivíduos nem sequer sabem o que essa palavra pode significar e a dimensão e importância desse comportamento sem o qual a convivência diária torna-se insuportável e por que não dizer, insustentável.
São pessoas sem qualquer noção de limites, altamente presunçosas e egoístas visto que julgam-se melhores que os outros o que lhes dá o direito de vasculhar a atuação do parceiro, criticando, destruindo seu trabalho, nunca observando os aspectos positivos, pois a intenção é realmente derrubar, desmoronar todo um caminho construído ao longo do tempo.
A questão é: o antiético não realiza seu trabalho condignamente, deixando muitas lacunas a completar uma vez que perde a maior parte do seu tempo adentrando sem permissão nos limites de outrem e nesse afã, deixa de seguir sua missão, de esmerar-se, pois não há a dedicação ao próprio trabalho, principal fator  que proporciona a eficiência e excelência tão difíceis de alcançar ao longo dos anos.
A ética é fundamental em todos os setores da nossa vida, na família, no trabalho, no relacionamento amoroso e, principalmente nas questões políticas. Muitos países antiéticos provocam guerras e destruição com essa atitude, demolindo toda uma história de vida e talvez da humanidade em geral.
  Esse valor tão precioso será o fator preponderante para o sucesso social, sem ele, teremos a convicção de que temos entre nós espiões, bisbilhoteiros, pessoas sem seriedade dos quais temos que nos afastar urgentemente sob pena de vermos toda uma carreira transformada em maledicências e incoerências sem propósito algum.
Dessa forma, cabem aqui as adaptações a  velhos ditados: "Fujamos dos antiéticos como o demônio foge da cruz" ou ainda "Sai de retro Satanás!" pois uma vez que a personalidade foi formada ou "deformada" não há mais como mudá-la.   




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mais um texto argumentativo

A Avaliação Diagnóstica da Diretoria Centro para o segundo ano do Ensino Médio escolheu como tema para um artigo de opinião "O corpo da moda na sociedade de consumo" e ofereceu três textos a respeito da vaidade  em uma proposta. O primeiro deles, de caráter informativo, esclarecia sobre mitologia grega na figura de Narciso, que escravo da própria beleza perdeu a vida pela supervalorização da aparência  física. O segundo, também informativo comenta a obra de Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray, onde o protagonista obcecado pela sua beleza, concentra-se em conservá-la eternamente compactuando com forças do mal enquanto que a sua foto sofre as mutações de uma vida desregrada e regada a orgias sexuais e morte. Já o terceiro deles, extraído do livro Violência e Psicanálise de Jurandir F Costa, fala abertamente da superficialidade do mundo moderno, que escravo da mídia,  compõe a nossa sociedade de consumo...


ESCRAVIDÃO DO NOSSO SÉCULO 



Muitos textos já versaram sobre esse assunto, porém ele não se esgota num momento em que o homem, um simples animal racional, deixa de conscientizar-se sobre a sua animalidade para ficcionar-se e perder-se em fantasias procurando se identificar com personagens criados pelos artifícios dos meios de comunicação massivos tornando-o um escravo em potencial.
O notável poeta Carlos Drummond de Andrade a esse respeito construiu um belo poema, onde estampava a quê está resumida a vida do homem moderno: a uma mísera etiqueta, que encerra uma grife, tornando-o uma coisa, um mero divulgador ambulante das marcas que lhe são impostas no dia a dia, pagando altos preços para divulgar e enriquecer multinacionais. E a crueldade toma conta do ser humano quando ele sacrifica a sua própria vida para adquirir um bem, intuindo obedecer a um padrão que lhe é imposto, sem o qual não consegue mais sobreviver. Por menor que seja o salário, os produtos devem ser adquiridos a qualquer custo, levando à dilapidação de bens e a vidas arruinadas sem perspectiva de ascensão. Seres desprovidos de essência vivem pela superficialidade, discutindo com amigos nos facebooks da vida ou em fúteis reuniões diminuindo aqueles que não se enquadram no perfil exigido pela ridícula sociedade atual.
Os primeiros requisitos para uma boa impressão são as marcas de roupas e acessórios, tipos de celulares, carros e joias. Nunca, porém, essa avaliação toma por base o que uma pessoa é, seu caráter, dignidade e ética. Nesse ponto a que chegamos, podemos seguramente dizer que houve uma decadência no nível intelectual dos homens atualmente, fato que dificilmente poderá ser revertido.
Por amor à aparência física, as pessoas se matam em academias ingerindo substâncias perigosas para exibirem um corpo atlético, contrariando a genética e predisposições hereditárias; muitos, na tentativa de parecerem o que não lhes é possível ser, preenchem com produtos químicos partes do corpo que têm vergonha de exibir, sem contar aqueles que morrem em mesas de cirurgia tentando mudar a natureza a qualquer custo em plásticas e lipoaspirações intermináveis, chegando a verdadeiros aleijões no intuito de conservar a aparência física que o hipócrita relacionamento social exige.Sem contar os regimes rigorosos que as pessoas enfrentam para equiparar-se a modelos e mitos criados com a intenção de comercializar produtos. Envelhecer naturalmente tornou-se cafona, da mesma forma de que ser natural nada significa num mundo que gira em torno do dinheiro e falsidade.
Encarando racionalmente essa atitude humana, chega-se à conclusão lógica de que toda essa mudança criou um novo ser que odeia seu  próprio corpo com todas as forças, objetivando o nascimento de uma Vênus emergida de uma bela jogada de marketing capaz de transformar toda uma população em um bando de idiotas teleguiados que nem senso crítico têm mais.
A nova geração que prolifera e cresce mais do que erva-daninha fará Narciso e Dorian Gray parecerem inocentes  em matéria de culto à aparência física, pois extrapola qualquer tipo de vaidade antes apresentada, chegando ao cúmulo da negação da própria identidade na busca de inserir-se convenientemente e agradar a todos. 



domingo, 1 de setembro de 2013

A Diretoria de Ensino Centro realizou este ano a sua avaliação diagnóstica de Língua Portuguesa e Produção de texto. Do 8º ano - 7ª série foi solicitada uma redação de caráter narrativo a partir da leitura de um texto retirado do livro de Júlio Verne: Viagem ao centro da terra. A proposta sugeria continuação da narrativa com uma nova aventura. Segue então um texto escrito nos moldes estabelecidos.



Rumo ao inferno

 


A Islândia é um país cujo inverno é muito rigoroso. Também pudera! Já próximo ao Círculo Polar Ártico, impossível que fosse diferente. Na nossa aventura, tínhamos roupas boas, entretanto ainda continuávamos passando muito frio.
Ao chegarmos ao cume do Sneffels sentimos uma sensação estranha; estávamos sendo sugados para o interior da montanha, algo impossível para pobres mortais como nós evitar. Meu tio gritava para que não nos soltássemos dos cabos que nos prendiam ao exterior, porém, a força de atração era tão gigantesca que duvidava que eles resistissem à pressão.
A expressão de terror estampava-se no rosto dos guias, de Hans e nas faces pálidas de meu tio e eu. Não demorou muito e as cordas se partiram num estalo seco como se fossem barbantes  e agora, em grande velocidade mergulhávamos ao encontro das lavas incandescentes do vulcão que, de um vermelho vivo assemelhavam-se ao fogo do inferno. Quanto tempo de vida ainda nos restaria? Nestes instantes finais, ouviam-se os gritos desesperados de todos ao aproximarem-se daquele mar ardente. Como me arrependi de ter acompanhado meu tio naquela viagem que se revelava sem volta! Em plena juventude não me restava esperança alguma de sobrevivência. Destinado a uma morte trágica e terrível. O calor já era insuportável, um torpor me invadia por completo e a sensação de vertigem aumentava enquanto o corpo rodopiava num balé sinistro rumo à imensidão das chamas. Num segundo pensei em meus pais, como reagiriam a toda essa loucura? Certamente isso seria o fim de suas vidas, perder um filho ainda na adolescência...
Não havia mais o que fazer, deixei-me estar à mercê da minha sorte mentalizando uma oração. Ouvia agora a voz distante de meu tio que me dizia: “Acorda, acorda, você vai ficar bem!”
Como ficar bem? Era o que me perguntava, estava entre a cruz e a espada, num momento decisivo entre a vida e a morte. Senti no rosto um resfriamento reconfortante. Abri os olhos e pude visualizar o semblante preocupado do meu tio, que ajoelhado ao lado do meu corpo inerte ao chão, próximo a uma pequena fogueira improvisada, molhava-me a face com um lenço umedecido. O corpo ainda queimava, contudo, pude entender através da consciência que aos poucos voltava, que tudo não passara de um estado de desfalecimento que sofrera acarretado pelo cansaço e o desgaste da escalada daquele dia.


domingo, 25 de agosto de 2013

O texto de hoje está relacionado a um tema solicitado em uma avaliação diagnóstica da Diretoria de Ensino da cidade de São Paulo ao 3º ano do Ensino Médio. Foram oferecidos dois textos de suporte em uma proposta e o assunto a ser desenvolvido em  um texto de opinião era A prevenção ao uso de drogas. O tema não agradou os participantes uma vez que muito batido, há muito deixou de ser interessante. Questionado, porém, não foram oferecidas outras opções de escolha...O jeito era escrever sobre ele.


"É melhor prevenir do que remediar"


O conhecido ditado popular expresso acima se encaixa perfeitamente numa questão bastante polêmica que envolve em sua trama principalmente adolescentes e até mesmo crianças brasileiras e de muitos outros países.Trata-se de um problema de administração pública, diga-se de passagem, uma vez que estas pessoas consumidas pelo vício de há muito deixaram seus lares e hoje, apenas têm as ruas e sarjetas da cidade para acolhê-los. Para usuários de drogas, não há mais noção do perigo, para quem observa ao passar pelas ruas ou cracolândias da vida a visão é deprimente e causa tremendo mal-estar ao perceber a degradação humana a que um homem pode chegar.
Não é difícil depreender que campanhas antidrogas praticamente inexistem, em veículos de comunicação de massa como rádio e TV onde grassa grande quantidade de matérias repetitivas e inócuas, pois voltados essencialmente a vender produtos, pouco tempo deixam para aquele fim, desta forma, não permitindo que se apresentem bons serviços de utilidade pública. Tampouco as redes sociais na Internet têm se preocupado em desenvolver projetos e trabalhos que envolvam esse assunto tão carente de intervenções.
O ponto que esta situação atingiu pede um esforço coletivo de todos os órgãos governamentais sejam eles dos níveis municipais, estaduais e federais exigindo que todos se unam no sentido de impedir os jovens cidadãos a trilharem caminho tão infeliz e muitas vezes sem retorno. Quantas vidas por ele já se perderam, e quantas delas já foram ceifadas na mais tenra idade.
A prevenção é primordial, pois como sabemos, os variados tipos de substâncias tóxicas ao entrarem em organismos saudáveis causam dependência física e psíquica, atuando no sistema nervoso central dos indivíduos sejam elas antidepressivas, estimulantes ou alucinógenas.Um trabalho que evite este mal deve ser pensado seriamente, de maneira prática sem burocracias ou centralização no governo federal. Recursos devem ser disponibilizados para que profissionais especializados atuem em regiões de maior risco, sobretudo a área da Educação necessitaria de maior eficiência nos currículos escolares trazendo palestrantes e profissionais da área de Saúde para que investigassem o público mais vulnerável, mas como isso se tornaria realidade em um país tão carente de recursos humanos específicos em estabelecimentos escolares onde não se conta nem com o básico? É do conhecimento de muitos que muitas culturas utilizam alguns tipos de drogas no seu dia a dia como hábito normal, nesse caso, os princípios éticos devem transparecer nas ações públicas para que não se exponham imigrantes a uma situação constrangedora perante a sociedade.
Um desenvolvimento saudável para os jovens deve ser incentivado uma vez que o desporto, o lazer bem como a cultura e o conhecimento científico sobre o assunto são as chaves que abrem portas para um mundo mais feliz e estruturado. Assistentes sociais parecem também benvindos quando atuantes na vida familiar da sociedade, ajudando a aproximar e a unir seus membros como forma de afastar jovens da perigosa independência e emancipação pessoal antes do tempo.
Se as campanhas de prevenção obedecerem os quesitos de clareza, objetividade e necessidades do público alvo na exposição de suas mensagens certamente terá sucesso no alcance de seus objetivos.É preocupante o fato de que crianças e adolescentes cada vez mais precocemente entram no mundo das drogas utilizando outras substâncias entorpecentes legais que abrem os portões para um vício mais pesado.Entram nessa lista o uso do álcool, cujo papel no início é o de facilitar a integração social de muitos tímidos  que o utilizam para este fim, do mesmo modo que o tabaco. E entre crianças carentes o costume de inalar substâncias mais fáceis de serem encontradas como a cola e solventes tem predisposto ao vício esses indivíduos. Similarmente, o uso de anabolizantes e esteroides assim como o uso de antidepressivos e calmantes causam o mesmo dano ao organismo quando são usados aleatória e descontroladamente necessitando urgentemente de um olhar mais criterioso. 
Se os órgãos governamentais passarem a se preocupar mais com este terrível impasse e se lançarem de corpo e alma para resolver o problema a sociedade estará a salvo de um  pesadelo que além de assolar muitos lares atualmente leva a Saúde Pública à falência.