quarta-feira, 24 de junho de 2015



Dedico as páginas de hoje aos poucos que se entregam com seriedade ao magistério, à missão de mestre de verdade  e que sentem na pele as agulhadas da indiferença e do descaso... 





Lições de hipocrisia







Uma escola é mais do que uma simples organização onde se recebem alunos para transmissão de conhecimentos; antes de tudo, deve ser uma equipe onde todos devem ser respeitados em suas necessidades e valorização de trabalho, não se admitindo favoritismos, estrelismos e subserviência para que possa servir de modelo à formação de personalidades.
Talvez seja essa uma das causas principais da falência da educação em nosso país e por que não dizer do mundo, uma vez que os seres humanos são iguais em qualquer parte do planeta. Não se leva mais em conta, ultimamente, a qualidade do trabalho profissional oferecido pelos funcionários sejam eles professores, administradores, secretários, inspetores, serventes etc.
O que proporciona promoção, valorização, status é o nível de bajulação que o sujeito pode oferecer; além da imagem de bem-relacionado, de socialmente integrado à equipe, e, é claro, que esse entrosamento é igualmente proporcional à capacidade de dissimulação do indivíduo, da sua desenvoltura em comentar discretamente com as pessoas certas sobre a vida pessoal e o comportamento de colegas, sabendo criticar ao gosto dos chefes, ou “puxa-sacos”, perdoem-me o termo, dos encarregados e diretamente relacionados à direção de um grupo.
Um dos maiores problemas, atualmente, é a tremenda falta de ética, de respeito, vontade de trabalhar seriamente e a palavra mágica: com-pe-tên-cia. Pela ausência desta, a grande maioria de personalidade frouxa,  advinda de instituições pouco sérias que proliferam no mercado, só consegue sucesso se entrar nesse ritmo, nesse modelo de comportamento que tem rendido a muitos sua sustentabilidade empregatícia, o reconhecimento de seus chefes e subchefes angariando sua amizade e atenção.
A hipocrisia e a falsidade que jamais deveriam prosperar em uma escola é a máxima bússola condutora de uma instituição desse tipo no momento presente e responsável pelos mais desvalorizados procedimentos que ali ocorrem: falta de cumprimento de deveres e horários; supervalorização do inútil e do boçal elevando-o à categoria da excelência, atendimento parcial aos funcionários e alunos em detrimento de uma minoria elitizada, inversão de valores; falta de administração do espaço físico e do material humano; falta de atendimento igualitário a todos no uso de recursos tecnológicos da organização que permanecem na mão de poucos que muitas vezes nem os utilizam com qualidade e frequência, não possibilitando seu uso à maioria; além de irregularidade na admissão de empregados e desumanidade.
As consequências que estas discrepâncias trazem são maléficas e trágicas para as instituições que na maioria do país assim procedem, pois geram conflitos e revolta, desistência e evasão escolar, insustentabilidade e instabilidade do quadro de funcionários, que insatisfeitos caem em uma rotatividade constante em busca de um lugar melhor; atritos permanentes entre  funcionários inconformados com o tratamento desigual que sofrem em detrimento de alguns.
O egoísmo e a vaidade proliferam em ambientes deste tipo, principalmente se há uma avaliação do trabalho oferecido e, ao invés de se colherem frutos de um trabalho conjunto e efetivo, convive-se com a coroação de individualidades que num eterno puxar de tapetes, e queima do “filme” dos poucos que trabalham realmente, conseguem manter-se no poder durante anos e anos.
A instituição que admite esse modelo de administração está fadada ao fracasso e ao provável desaparecimento uma vez que não tem luz própria, revela fraqueza de caráter e indolência que prevalece sobre o trabalho. Perde seu valor e respeito através de colegas que exercem controle entre seus parceiros e tentam comandá-los e, desta forma,  recusam-se a desenvolver seu real papel, pois avaliam-se superiores a eles; sobrecarregam outros funcionários com suas próprias funções; desprezam aqueles que são autênticos e  que deixam transparecer seus erros, condenando-os como antiéticos quando expõem a sujeira sob o tapete da pouca-vergonha, dando preferência a personalidades indolentes e fracas e, com tudo isso, deixam  de aproveitar o bom material humano de que dispõem.
Por essas e por outras razões que se aqui elencadas representariam capítulos e mais capítulos de um livro, é que nossa educação decai a cada dia, a cada hora, a cada minuto. Não há a atenção necessária ao real personagem do palco que são os alunos e a sua formação, relegados ao terceiro plano e nem uma luz que clareie e torne público este câncer dispondo-se a erradicá-lo. E assim,  o problema continua...    

segunda-feira, 8 de junho de 2015


Boa-noite, relutei muito antes de escrever mais um texto. Há dias, esse tema vem atormentando meu ser ao verificar o quanto a ficção deixa de ser irreal para fazer parte do cotidiano do homem moderno...



(https://www.google.com.br)



Geração faz-de-conta


Apesar de tantas afirmações de que o jovem atual participa do processo de desenvolvimento da sua cidade e país; da rapidez de raciocínio e facilidade que lhe são atribuídas na maneira como lidam com a tecnologia, a despeito de como dizem, do grande volume de informações que recebe a cada segundo, possibilidade do mundo virtual, digital como queiram chamá-lo, há toda uma ficcionalidade a envolver o ambiente juvenil moderno, atualmente.
Podemos evidenciar tal fato perante a mídia de consumo que é ofertada a essa geração: desafio alguém a buscar em qualquer filmografia e na grande maioria da literatura predominante no nosso século, que preferencialmente conseguiu se impor, uma obra que não seja a de ficção científica; enredos que transportam a todos para lugares futurísticos, de outros planetas, envolvendo seres estranhos e improváveis de existirem na realidade. Há muito, as pessoas distanciaram-se do seu cotidiano, de seus problemas e da tentativa de poder resolvê-los, uma vez que o que mais interessa é vagar por outras galáxias, investigar os céus à procura de ovnis, avatares, aliens, seres superpoderosos entre outros, enquanto a sua frente, os problemas sociais crescem, proliferam-se, tornam-se insolúveis e matam inocentes. Qual a razão, todos deveriam questionar-se, por não ter mais lugar na literatura e na arte, para o personagem homem, o simples homem do dia a dia, na luta diária pela vida como um super herói sobrevivente de um mundo que desconhece, na realidade?
E o fato da criação de ambientes fictícios já se prolifera na infância, na literatura, nas histórias em quadrinhos, nos filmes e desenhos que são oferecidos a essa faixa etária.
É proibido mostrar valores relevantes a uma vida digna, é preferível a exibição de seres irrelevantemente criados que fogem da normalidade, como se isso fosse prova de qualidade e estímulo à imaginação.
Desta forma, assistimos passivamente em meio de enxurradas de informações, jovens que não sabem o básico sobre a vida a seu redor, mas que conhecem nomes de estrelas de galáxias a mil anos luz do planeta Terra; da mesma forma, seres que mal olham seu par e o cumprimentam para trocar longas horas de diálogo nos chats de sites da internet; alunos nas escolas que não conhecem informações corriqueiras sobre relacionamento social, mas que colecionam um batalhão de amigos de mentira criados em avatares e em relacionamentos distantes.
Por tudo isso, chega-se à conclusão de que hoje, mais do que nunca, jamais o ser humano poderá organizar-se politica, historica e socialmente de forma presencial como acontecia num passado não muito distante; houve ferramentas apropriadas para efetuar esse distanciamento; uma verdadeira abdução que levaram o corpo e a alma de seres que se assemelham a robôs, que monossilabam em seus lares, trocando o diálogo por uma espécie de autismo, criação de um  mundo  próprio que leva ao isolamento por horas e horas na solidão de dias e noites...
Há quem diga que há uma conspiração por trás disso tudo, uma manipulação das artes, dos meios de comunicação que objetive um cidadão alheio a seu tempo, apolítico e totalmente massa de manobra para intenções sórdidas e antiéticas. O que se sabe é que vivemos num mundo de faz-de-conta, onde o que tem valor deixou de fazer parte da realidade.  
  



quarta-feira, 20 de maio de 2015



  
Hoje, tenho que escrever. Não por obrigação, não por dever, mas por vontade, necessidade de registrar alguns momentos bem vividos, doces e únicos. A despeito da falta absoluta de tempo que o trabalho consome, abandono hoje, o formato dissertativo, agressivo para escrever uma crônica, arrancada do fundo do coração....




 OS ANOS NÃO TRAZEM MAIS....

Entrando hoje pelo corredor do prédio onde moro em direção ao meu apartamento, alguma coisa me fez lembrar da época em que meu primeiro  filho tinha apenas um ano e fizemos uma viagem à Foz de Iguaçu.  Veio essa lembrança forte, de repente, como que trazida pelo vento frio de maio que me agitava os cabelos.
Quanta saudade! Por alguns instantes, me senti aquela jovem mãe de jeans e camisa, cabelos soltos, orgulhosa carregando o filho nos braços como quem carrega um príncipe ou um pequeno anjo de cabelos louros e lisos, rostinho corado e gracioso...
Agora, essa cena me parece tão distante como uma foto amarelada do álbum de fotografias esquecido no guarda-roupa do meu quarto. Por instantes, relembrei a antiga casa, a alegria da infância barulhenta e sua presença forte se fez sentir em todo o meu ser! Lembrei-me dos antigos brinquedos espalhados pela casa, enchendo corredores e quartos. Hoje, o vazio, a casa silenciosa e sossegada longe da algazarra daqueles tempos cheios de vida.  Uma lágrima me surpreendeu em meus olhos e relutou em cair, enquanto me recordava da imagem do Ferrorama da Estrela, que montado ocupava quase que toda a pequena sala, levando apressadamente seus vagões, passando por pontes, engatando e desengatando seus carros pela via até que viesse o cansaço daquelas mãozinhas incansáveis. Que pena, os tempos não correram, voaram, os ladrões que assaltaram nossa nova casa levaram esse presente maravilhoso de infância que a avó cuidadosamente escolhera para presentear o neto querido...
Lembro-me sim, da jamanta cegonheira que carregava os carros de passeio e que efetuava várias manobras ao pressionar seus botões de comando! Da coleção Comandos em Ação, do Caça Bombardeiro, das bonecas da irmãzinha nascida três anos depois, carro da Barbie, Moranguinho e tantos outros que me vêm agora à cabeça!
E você, meu filho, hoje um homem que carrega sua linda criança nos braços me pergunta se ainda me lembro desses brinquedos?
Como poderei esquecê-los? São parte da minha vida e embora já apareçam distantes em um passado amarelado, posso ainda dizer que foram os melhores momentos que passei em toda a minha existência, instantes sublimes que se comparados à podridão desse mundo que hoje perante nós se descortina, revelam-se tão sublimes que conseguem me arrancar lágrimas de saudade! 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Dia atribulado, muito trabalho e aulas para dar...Quando me levantei pela manhã, lembrei-me de você, hoje faz exatamente 17 anos que não mais te vi. Por alguns instantes, fiquei pensativa, saudosa e triste pela perda...





Nuvem passageira que deixou marca





Todos os anos, consecutivamente, em todos os doze de março, sinto um aperto no coração e as lembranças tristes que me calaram na alma e que estarão presentes para sempre em meu ser, voltam por momentos, operando em mim uma transformação.
Nestas horas, ocorrem voltar a minha mente, o desespero causado pela notícia de sua súbita partida, a Ave-Maria plangente de Gounod interpretada ao piano, cujas teclas banharam-se em lágrimas como forma de oração. E após, longos dias e noites de lembranças infinitas e sofridas.
O tempo, no entanto não para, e como já dizia, nosso querido Mário Quintana em sábias palavras: "O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo", volto a folhear as páginas já amareladas da minha vida, em cenários onde a sua presença era constante; momentos doces, musicais, afetivos, tristes, mas duradouros.
Hoje, já me esforço para relembrar uma passagem nova dum passado longínquo e intocável, que me escapa como uma nuvem levada pelo vento...
E muitas lembranças embaralham-se e invadem meu pensamento como aquelas em que treinavas em frente ao espelho simulando uma situação de venda de algum produto, afinal trilhaste sua estrada sempre pelo mesmo caminho, com o entusiasmo de uma criança que planeja obter o mais sonhado brinquedo. Já vendeste de tudo em sua vida: de prendedores a ferramentas, relógios, artigos de época, (ainda guardo alguns exemplares de produtos natalinos que vendias, não tive coragem de me desfazer deles) e tantas outras coisas...Nessas ocasiões, parece que te vejo a impostar a voz, simulando um interlocutor inexistente, algumas vezes pedindo-me para que o representasse. E depois, ríamos muito de tudo aquilo...Não  ocorria na minha ingenuidade infantil que o super-herói pudesse estar assim agindo para eliminar seus medos no sentido de conseguir o tão sofrido pão do sustento familiar...Oh! que doces dias e noites eram aqueles que compartilhávamos em trocas tão significativas que constituíram nossa existência de pai e filha.
Por vezes, para me ver feliz, um LP do cantor preferido, sabe lá com que sacrifício me ofertava e, sentado a meu lado, abraçando-me carinhosamente ouvia compenetrado várias melodias! Você sabia como me fazer feliz!
Em outros tempos, ensaiava interpretar uma música que eu ou meu marido tocávamos ao violão, com uma voz não digo tão desafinada, mas fora do ritmo e do tempo, e como nos divertíamos!
Ultimamente, anos antes de tua partida, seu fardo tornara-se por demais pesado e apesar disso, não lhe arrancara totalmente o sorriso dos lábios que sempre tinham uma palavra de conforto e incentivo a todos revelando uma elevação espiritual a qualquer prova...
.......................................................................................................
A fugacidade do tempo, o excesso de trabalho não permite que visite o lugar onde seu corpo descansa infinitamente rodeado de altas e silenciosas árvores cuja sombra evolvem todo o ambiente.
Para mim, foste como tudo na vida, nuvem passageira, da bonança, fraternidade e esperança.
Parece termos passado tão pouco tempo juntos, apesar do longo período de convivência familiar, e, a partida da casa paterna exigida pelo casamento trouxe uma ruptura daquela proximidade costumeira que tínhamos.
Nuvem passageira, levada pelo vento sua imagem vai pouco a pouco sumindo, tornando-se invisível, embora lute para que isso não ocorra...
A despeito da efemeridade do tempo, a importância do que significou para mim, jamais deixará de existir e há de me acompanhar até o fim...  



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

BOA-TARDE, UM BLOG PRECISA SEMPRE COMENTAR TODOS OS ACONTECIMENTOS ATUAIS E TEM O DEVER DE INSTIGAR A REFLEXÃO, DE MANEIRA POLIDA E ÉTICA E O DIREITO DE QUESTIONAR LIVREMENTE ATITUDES QUE SÃO TOMADAS NO PAÍS...


 

QUAL É O OBJETIVO OCULTO?







Atualmente, não se pode discordar de atitudes políticas tomadas para favorecer minorias sob a pena de ser rotulado de intolerante, nazista, preconceituoso.
Muitas vezes essas críticas que fazem parte do espírito de pessoas inteligentes e não coniventes com o sistema são mal interpretadas propositalmente e distorcidas colocando aqueles poucos que ainda raciocinam neste país contra a opinião pública que geralmente é formada através da mídia massiva construída constantemente ao longo dos anos.
Deve-se libertar dessa forma induzida que conduz a uma deliberação coletiva única, porém manipulada, irracional e, portanto, sem valor algum.
Temos acompanhado a questão social do Brasil que se maximiza com o decorrer do tempo e a miséria econômica que aqui impera, não é menor do que a pobreza cultural e espiritual, que ninguém tem a intenção de erradicar.
A classe média é a que mais sofre espoliações de toda a sorte, seja na questão de cobrança de impostos exorbitante, seja na falta de retorno do investimento desses tributos, enquanto que aqueles economicamente favorecidos têm seu capital garantido, além de inúmeros benefícios, em muitos casos, através de favoritismos, subserviência e contravenções que nunca são evidenciadas.
A classe mais pobre, ao contrário, tem sua proteção do poder público em todos os sentidos possíveis: as famigeradas bolsas - tudo se proliferam e oneram os cofres públicos funcionando como um sossega-leão, um abafa pressão que usualmente revelam-se como pão e circo, fórmula já bastante explorada na Antiguidade Romana e que possibilitava aos reis manipularem o poder a seu bel-prazer e tripudiarem sobre os cidadãos mais cultos e espirituosos.
Bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-alimentação, auxílio-gás, entre milhares de outros benefícios nos deixam apreensivos ao verificarmos que são medidas que se iniciaram no governo do então presidente Fernando Henrique e que vieram para ficar...
Como um país como este poderá levar em frente em tempos tão difíceis como este, tal empreendimento? Um país onde o trabalho, por mais que se afirme ao contrário, não é bem-visto por uma grande parcela da população que prefere ganhar tudo ao invés de ter a dignidade de conseguir seus intentos através da luta e do labor.
Um país que se perde em festas e feriados infinitos e sua prolongação onde faltam energia e coragem para o trabalho e o estudo. E não adianta contradizer, pois esta é a mais pura realidade. Basta averiguarmos: quantos anos a região amazônica, com uma flora maravilhosa e uma farmacopeia natural foi relegada às traças, sem uma pesquisa eficiente, sem uma administração responsável que nos garantisse um nicho de mercado laboratorial de respeito? Foi necessário uma internacionalização desse tesouro, onde o brasileiro sequer pode utilizar uma folha para remédio, mas que rende bilhões para grupos internacionais.
A falta de vontade de arregaçar as mangas, a ausência de sangue nas veias já começa do poder público que deixou nossos tesouros escoarem pelo ralo como se fosse lata velha, em troco de favoritismos e enriquecimento pessoal.
Somos riquíssimos em elementos naturais, no entanto, de nada nos valem nem tampouco para o crescimento do país.
A questão gritante no momento e que gerou toda essa indagação foi o fato do fornecimento de auxílio à população dita mais carente. Isso se estende nas mais diversas formas até chegar aos presídios, remunerando àqueles que mataram e ceifaram vida de inocentes quando no mínimo, teriam que trabalhar dentro desses cárceres para sustentar os filhos daqueles a quem tiraram a vida por motivos fúteis...
Sou de um tempo onde ganhar coisas do governo era vergonhoso, o ser humano tinha a dignidade de lutar por seus sonhos, entretanto  hoje, nem sequer um uniforme, material escolar a população é capaz de dar a sua prole e assim segue a fila interminável de benefícios: passe-livre indistintamente a todos os estudantes, mesmo àqueles mais medíocres, que vão à escola para depredar e agredir seus professores; auxílio benefício para aqueles que nunca contribuíram enquanto podiam para a previdência social e que causam um rombo no sistema e prejudicam os idiotas que se sacrificaram para pagar um ou mais salários ao mês, que hoje vêm dilapidado o que investiram ao longo da vida em detrimento daqueles que só se entregaram à irresponsabilidade, ao lazer e à paternidade irresponsável que joga no mundo seres que se esmeram e se perdem pelas veredas das drogas e do crime, insultando o cidadão trabalhador e responsável.
Nossa Constituição há muito perdeu seu valor, no momento em que sofre violações a cada momento, e o Ministério Público não se presta mais a defendê-la.
Com todo esse quadro que infesta o país ameaçando a jogá-lo no abismo da mediocridade e falência econômica, em plena crise hídrica tão anunciada diariamente, incompreensivelmente a nação recebe uma imigração importante de países pobres que aqui se infiltram, sem regularização alguma na questão de visto de permanência que também são inscritos em programas de bolsa-família...
Alguém consegue por acaso ficar em algum país economicamente favorável que não necessite de um visto, de uma regulação, isso existe?
É óbvio que não, só aqui, no país de ninguém, permissivo, corrupto e extremamente caridoso...
Não se trata de desumanidade, porém há algo oculto atrás de tudo isso, como receber pessoas descontroladamente em meio à falta d’água e energia? Se em sua casa há escassez de água e luz, você vai chamar visitas para que lá se estabeleçam?
Situação vergonhosa e crítica que brevemente através de medidas eleitoreiras vai conduzir esse país ao caos total.
  


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Boa-noite, as alegrias carnavalescas chegam a seu final na noite de hoje...Momentos para reflexão com a volta às aulas e todos os rituais que as acompanham, principalmente nas faculdades e universidades do país...

TROTE,SINÔNIMO DE:


+ ice





Surgido na Idade Média e cultuado durante séculos através das gerações, essa prática chega até os nossos dias caracterizando-se como uma ação humilhante e agressiva, uma vez que fere a privacidade e liberdade individual: o trote estudantil.
É incompreensível que esse tipo de atitude ainda persista em pleno século XXI  quando tanto se fala em bullying, direitos humanos, liberdade etc. sem que nada seja feito no sentido de eliminar essa tradição insalubre e indesejável.
Alunos veteranos em uma instituição de ensino superior, geralmente os de má índole, organizam-se todos os anos para submeter os ingressantes, denominados "bixos", a toda a sorte de afrontas e pressão psicológica que envergonham, rebaixam e degradam  o ser humano, sem razão alguma de existir.
Inúmeras são as atitudes desses insanos que promovem o trote: banhos de substâncias deterioradas e malcheirosas, cortes de cabelos indesejáveis, exposição humilhante em praças públicas, isso, quando são mais brandos, mas não menos agressivos.
Ultimamente, isso tem tomado proporções violentas, chegando ao ponto de interromper a vida humana na fase mais vigorosa das pessoas: são queimaduras provocadas por substâncias químicas como a cal, ácidos e outras; ingestão obrigatória de álcool e drogas não permitidas, afogamento em piscinas, traumatismo craniano causado por agressões violentas, entre tantas outras formas de tortura e barbarismo que são impostas aos chamados calouros das faculdades e universidades do Brasil e do mundo.
Posso, certamente, falar sobre isso, sofri agressões ao ingressar na faculdade e ser mais castigada do que outros "bixos" por não ter aceitado os galanteios de um veterano que gastou, aproximadamente, duas latas de graxa preta em meus cabelos, banho em todo o corpo de mistura de ovos podres, farinha e óleo além de humilhação em praça pública...
Ainda hoje, assisti a um jornal televisivo onde um entrevistado comentava a respeito de uma CPI que foi instaurada no país com o objetivo de investigar os últimos trotes violentos que tem ceifado vidas, gerado estupros, e queimaduras graves e indignada ouvi a apresentadora manifestar sua opinião de que os trotes não devem terminar, pois muitas pessoas gostam deles...
Mais indignado ainda ficou o entrevistado, que afirmou que apenas futuros violentadores podem simpatizar com essa prática...
Realmente, só pessoas de muita baixa índole e formação apreciam atitudes tão vis e indignas, que deprimem e relegam o ser humano à pior das criaturas; sádicos que se alegram  com a desgraça alheia; frustrados que não têm capacidade para atingir metas e objetivos, e, desta forma, despejam sua inveja e ira em seus pares.
Nesse caso, há que se ter uma regulação, um acompanhamento a esse bando de animais disfarçados de gente que se infiltram dentro de instituições educativas como estudantes, o que não são, efetivamente.
O ideal é banir essa pouca-vergonha, bullying no mais último grau, que serve de diversão para incompetentes que apenas acham graça em espezinhar alguém, não importa em que nível.
Fala-se em trote do bem, que seriam atitudes impostas, porém, voltadas a ações sociais no sentido de doação de sangue, por exemplo. Mesmo nesse caso, isso não pode prosperar, uma vez que vai contra a vontade, a liberdade de cada um de optar. Afinal, estamos ou não em uma democracia?
Tomem-se providências urgentes a esse respeito, do contrário, nossos jornais continuarão a estampar estatísticas indesejáveis provindas desse tipo de ação.
Se não for possível ao poder executivo desenvolver algum tipo de atitude nesse sentido, que o faça o judiciário através do Ministério Público que deve fazer justiça, para isso foi criado. O que é inadmissível é a ignorância dos fatos, a permissividade, a falta de cuidado com as pessoas.
E que a atitude coerente a ser tomada,  venha logo, não espere para fazê-lo quando o número de mortos e agredidos alcance uma proporção incontrolável.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Boa-noite, amigos. Volto a registrar aqui algumas palavras e, como vem sendo uma constante, ultimamente a indignação toma conta de nossos atos, perante tanta injustiça, incompetência e descaso...



Professores, seres invisíveis



Muitas vezes aqui já escrevi, com palavras que exaltavam o professor e a missão que ele tem que cumprir, um verdadeiro semeador, incansável a lançar o germe do saber, da ajuda, da perseverança e do altruísmo.
Sem altas pretensões, o que ele deseja é reunir seus discípulos e numa grande corrente do bem, oferecer ajuda desinteressada e sincera, não discriminando esse ou aquele, olhando igualmente por todos  que aceitam seu auxílio.
Porém, ultimamente, o que se tem visto é um quadro de desumanidade sem igual, desdém,  indiferença para com sua pessoa, manifesta em medidas irreverentes de um país que não valoriza a Educação e prefere abrir um novo presídio a cada minuto a abrir novas escolas...
O fato vem acontecendo paulatinamente e, quando damos por nós, vemos períodos e até escolas inteiras sendo fechadas, diretores batalhando para conseguir alunos no intuito de manterem o sua equipe docente, mas, em vão!
São mães e pais de família que não  têm como garantir o sustento dos filhos, esmolando por algumas aulas que a cada ano vão minguando como a água que evapora no solo seco!
O que mais indigna é a falta de sinceridade dos homens públicos, que ainda têm a coragem de lançar concursos envolvendo milhares de professores sem, no entanto, contratá-los...
Já não se tem a confiança de que haverá nova chamada, dia a dia todos se convencem de que tudo não passa de mais um sórdido engodo em que a profissão se enreda sem poder resolver sua situação. 
A alegação pela falta de convocação para os novos cargos é de que o ano de 2014 foi um ano eleitoral, e 2015? Já estamos em pleno janeiro que já culmina e até agora, nada! 
Esse ano não houve aulas bastantes nem mesmo para os professores efetivos, Fs e estáveis. O que dizer dos contratados? Uma divisão nojenta que teve lugar entre os mestres para discriminar, rebaixar a categoria que sofre com quarentenas e duzentenas como se tivesse  uma doença contagiosa!
Os locais de atribuição atualmente são imundos, mal organizados e mal cheirosos onde listas de classificação dispostas de forma desorganizada e de difícil visualização humilham ainda mais a classe do magistério. Aliás, nem houve atribuição, não existiram aulas de saldo. E aqueles que se mataram de estudar para serem promovidos no concurso, escolheriam por último, revelando que não se valoriza aquele que estuda para melhor desempenhar seu trabalho.
Manifestações e greve? Para a categoria dos professores não adianta, eles são invisíveis, a mídia asquerosa não divulga e não torna pública as necessidades daqueles que são pacíficos....
Sindicatos? São os maiores arrecadadores de parte dos parcos e sofridos salários, entretanto, nada conseguem , a não ser encerrar greves quando verifica que elas estão ficando sérias....
Parabéns, políticos e homens públicos! Vocês que chegaram onde estão por terem tido a ajuda de um sofredor como esse que aqui escreve, acabam de destruir ideais, a formação de  um povo melhor, e a única chance de acabar com a violência que grassa por todas as partes do mundo e no nosso país. 
Se ainda resta um pouco de dignidade na classe dos políticos, que honrem a palavra e contratem os professores que foram promovidos no concurso público! Ou fazem justiça ou acabam de vez com sua imagem, comprovando o que realmente são: um bando de mentirosos e insensíveis, que em breve arrastarão o nome de nosso país para a lama e para o fracasso!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Chega a hora das despedidas, das partidas e do final de mais um ciclo. O ano termina e com ele surge a mudança...



A vida é um mar...


Às vezes impetuosa, vigorosa, outras calmas e brandas, mas sempre em movimento constante. São idas e vindas que sempre culminam em um encontro arrebatador, que apesar de fugaz, efêmero, deixa marcas por onde passa, levando saudades, tristezas, esperanças...
Nossa existência assim é, semelhante ao mar, se paramos para pensar. Numa eterna roda-viva de ações impetuosas na juventude, mais tranquilas na idade adulta, mais madura, mas sempre infinita de ações enquanto vivemos. Cheia de encontros significantes que apesar de breves, culminam em um momento marcante onde realmente acontece o que Exupéry tão bem definiu; deixam um pouco de si e levam uma parte de nós... A partir desse instante, deixamos de ser apenas eu, para nos transformamos em nós, um misto de água, areia, pedras, folhas, conchas...
A cada ano uma grande transformação, um preparo infinito num vaivém constante de relacionamentos enriquecedores que formam a bagagem para a grande despedida final, apoteótica como um grand finale de concerto que muitas vezes machuca, causa desgostos e tristezas, mas nunca deixa de ser didático, educador...
Que nossa vida assim seja, um oceano repleto de vida, aberto a encontros sinceros e francos, que a cada despedida aumente a bagagem com lições dignificantes e que opere a tão necessária transformação...
Nesse vaivém incessante, saudades, ocupam grande espaço, ausências são sempre uma constante, mas o reencontro, a qualquer momento, é sempre uma certeza...



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Não. Não me esqueci do compromisso que tenho com os leitores e seguidores deste blog, uma das coisas mais importantes e que gosto realmente de fazer. Escrever faz parte do meu cotidiano e me causa prazer. Inda mais agora, que já visualizo o cheiro natalino e a chegada de um novo ano...


UMA MENSAGEM DE NATAL



 A chegada do Natal sempre me pega desprevenida, desta vez não foi diferente. O corre-corre do dia a dia, o afã em preparar aulas, fazer cursos, cuidar dos afazeres do lar não deixa tempo para se pensar em mais nada. 
Mas, aconteceu quando cruzava a ponte sobre o rio, ao lado de um shopping, vi um imenso Papai-Noel em sua indumentária característica brilhando de limpa. Era o mesmo do ano anterior, sua enorme cabeça bisbilhotando tudo de cima e ao seu redor.
Foi aí que me dei conta de muita coisa: O Natal já chegou, é preciso correr contra o tempo para conseguir arrumar a árvore natalina que esse ano está nova e de tamanho menor, vou pensando pelo caminho da escola onde trabalho que ela vai ser toda branca e vou decorá-la de azul, as luzinhas coloridas serão as mesmas de todos os anos... E comprar os presentes, então? Darei conta de comprá-los a todos com o pouco tempo que tenho para este fim? Certamente sim, todos os anos é a mesma coisa de sempre, mas a preocupação é constante. No caminho de volta, mais uma surpresa, uma imensa árvore de Natal tendo por base uma grande caixa de presente, exibe suas cores em verde e vermelho, culminando com um grande laço escarlate e dourado.
Os votos serão os mesmos, desejos infinitos de sorte, saúde, realização de sonhos, união, prosperidade.
Infelizmente, os desejos cumprem-se em parte, não temos o tempo necessário para a convivência com aqueles  que amamos e que, com sacrifício conseguimos reunir em uma mesa na noite de Natal ou durante a comemoração do Ano Novo.
Quantos natais já passei desde a  minha infância... Foram tantos, que não consigo lembrar-me de todos eles, como aquele em que fui até um asilo espírita que abrigava idosos e durante a festa em um grande salão decorado à caráter,  me pediram para cantar uma música de Natal. Escolhi Natal das Crianças. No meio da canção, na minha ética infantil, fiquei envergonhada em cantar a frase: "Tocam sinos na Matriz", pois não me encontrava em uma igreja católica! Como  é pura a inocência infantil!
Hoje, o Natal não tem mais aquele sabor mágico de outrora, a consciência social nos põe tristes ao percebermos o desalento daqueles que não podem sequer fazer uma pobre refeição natalina! Quantos brinquedos sonhados por milhares de criancinhas cujo desejo não é realizado! Causa-me muita pena e um certo complexo de culpa ao poder oferecer presentes simples, mas poder fazê-lo!
Tantos ausentes e amigos queridos que já não estão mais a meu lado é também a causa da mácula de tristeza que sinto e que paira como uma nuvem na festa de Natal daqueles que já não são mais tão jovens...Hoje sei que Papai-Noel não virá jamais... Desintegrou-se no tempo e esvaiu-se qual fumaça pelo infinito azul, onde estrelas salpicam de brilho e iluminam o Natal tão esperado.
Amigos de hoje, a convivência diária, talvez já não seja possível no próximo ano.
Comparo os anos a um grande transatlântico que em dezembro termina sua viagem, dispersando os tripulantes, preparando-se novamente para outra grande partida onde os cenários se modificam e os passageiros são outros, completamente diferentes daqueles que deixamos no porto e os quais muitas vezes, não encontraremos mais...
Amemos muito neste Natal, aproveitemos os momentos de convivência e comemoremos em Happy hours,  jantares e almoços comemorativos do trabalho e, especialmente, para aqueles que nos são caros e que terão o privilégio de ter uma família e um teto onde possam reunir-se e confraternizar em paz. Feliz Natal!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Novamente estou aqui às vésperas de mais um finados do ano de 2014...





CREPÚSCULO


Como o tempo passou velozmente...Nesses dias que antecedem o dia de finados, a sua lembrança torna-se muito forte, não consigo evitar. Sinto uma necessidade imensa de registrar com palavras tudo o que esta recordação me traz. Coisas da infância e adolescência brotam do nada, revelando aromas e sensações daqueles ditosos dias onde sua presença apesar de não ser diária, era constante nos finais de semana. Como eram esperadas aquelas ocasiões, você chegava sempre feliz e sorridente, contando as novidades do trabalho, se havia vendido bem, quantas visitas havia feito...A magia de sua chegada era maior quando recebia de presente um LP, Long Play, a forma de tecnologia mais sofisticada daquela época. Apreciavas a boa música, erudita, orquestral e sem querer, refinava nosso gosto também. Em especial, lembro-me agora de um deles que trouxeste de sua viagem semanal. Intitulava-se Crepúsculo, música orquestral interpretada por Billy Vaughn. Quando colocou o disco na antiga vitrola, absorvi os sons para mim singulares de uma melodia que realmente me fazia ver o entardecer, mas não um qualquer, um crepúsculo sem igual, de cores nunca vistas em meu viver infantil, colorido com a beleza e inocência pueris.  A própria capa do  LP trazia o alaranjado do sol onde uma árvore frondosa se embebia de seus raios mortiços. Durante dias e noites ouvia aquelas melodias e não cansava de ouvi-las e senti-las em todo o meu ser. É, meu pai,  a nossa existência é construída dessas reminiscências: são pequenos capítulos que escrevemos no livro de nossa vida e que passamos a revisitar conforme a idade avança. Hoje, infelizmente, não conto mais com suas surpresas e o mais importante, com a beleza do seu amor. Vou trilhando minha jornada ao lado de outras pessoas queridas, mas a lacuna que você deixou jamais será preenchida, a ausência apesar do avançado do tempo, machuca, cala fundo no peito. Como sempre,  a singeleza das flores é o único presente que posso te oferecer neste domingo. 
Outra recordação marcante que me legaste é sobre o dia de finados... Nunca deixaste que faltássemos para a visita ao cemitério e sempre nos dava o exemplo de "rezar por todas as almas", Lembro-me de que toda a população de nossa pequena cidade, Araçatuba, também assim o fazia e  apesar de parecer um paradoxo, o campo-santo se tornava um lugar alegre pela beleza infantil e jovem que  corria percorrendo todos os espaços, trazendo os braços cheios de flores, acendendo maços de velas nos cruzeiros, acompanhados sempre por seus pais...Quanta saudade daquela época onde o jovem respeitava e venerava seus antepassados dando-lhes o merecido valor. Não sei onde ficou perdida aquela formação, hoje é tão tímida essa presença nas necrópoles, os crematórios tão tristes e antirromânticos acabaram com o único lugar onde poderíamos ter a sensação de que as almas ali repousam, e recebem orações. O fogo destrói toda e qualquer lembrança remanescente. O materialismo e a descrença  ameaçam e acabam por desmoronar todos os sonhos da vida eterna, dantes tão acreditados e maravilhosos.
Sim, irei ao pequeno cemitério onde descansas, levarei as flores e a Bíblia Sagrada que tanto gostavas de ler. Quando chegar próximo ao seu túmulo, mentalizarei a música Crepúsculo que tanto ouvimos juntos nos nossos tempos cor-de-rosa, farei a minha prece e agradecerei mais uma vez por tudo que fizeste por mim! 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A educação mergulha cada vez mais num caos sem limite, num abismo infinito, sem volta, sem solução, se não forem tomadas medidas prementes.


NAVIO SEM LEME









A educação jamais melhorará sem a mudança mais urgente e necessária: seleção e troca de funcionários incompetentes ocupando cargos públicos, um verdadeiro cabide de empregos que é realidade em cada unidade de ensino, onde apenas pessoas de mérito poderiam estar trabalhando para a melhora do país.
São diretores ausentes substituídos por vices relapsos, interessados apenas em resgatar seu salário no final do mês. Da mesma forma, coordenadores que não têm condições nem de coordenarem a própria vida, inseguros sem terem a noção do que precisam fazer. Professores que encaram o magistério como um “bico”, um segundo salário pobre, mas que engrossa o orçamento no final do mês. Alunos perdidos e mal orientados que nem sabem o que ali vieram fazer, soltos, esperando ansiosamente o sinal para irem embora mais cedo, sempre. Por sua vez, as diretorias de ensino parecem viver num mundo ficcional onde tudo é maravilhoso, um verdadeiro conto de fadas, onde todos trabalham adequadamente para o futuro do Brasil, ali, recebem ordens de fecharem pouco a pouco todas as escolas do período noturno, já que não conseguem melhorá-las que as eliminem, afinal servem apenas como lazer, tráfico de drogas, encontros de casais, menos local de aprendizagem... Bela lição! Em breve, fecharemos também as escolas de outros períodos por incompetência administrativa. Do  mesmo modo, as secretarias e coordenadorias da Educação fazem vistas grossas para o terrível problema que está produzindo cidadãos inaptos, inconscientes, despreparados e incompetentes, afinal tiveram escola para esse fim. No sentido de suprir faltas dos professores titulares que mais faltam do que comparecem, quando não comparecem com atraso habitual, lança cargos como o dos professores PAA (Projeto de Apoio à Aprendizagem) com o objetivo de trabalhar as dificuldades e desempenhos fracos ocorridos nas avaliações externas (SARESP e Avaliação Diagnóstica) além de desenvolver projetos transversais relevantes em interdisciplinaridade... 
Parece piada! A desconsideração para com o cargo já começa de cima para baixo e entre os colegas de classe que consideram esse profissional como um tapa-buracos sem valor algum e esse conceito é tão visível que induz os próprios interessados, os alunos, que passam a questionar as aulas da grade, não querendo assistir as aulas “chatas” quando iriam embora mais cedo, fortalecidos em seus sentimentos pelo quadro dos funcionários da escola que têm o mesmo desejo... Não há uma palavra por parte da direção, da coordenação que tente mudar esse paradigma nascido dentro da própria categoria que, se pararmos para pensar, deveria ganhar bem menos do que recebe em sua maioria, o correto seria um salário baseado em comprovada produção. E o fato mais revoltante é a equidade salarial entre aqueles que se dedicam e os que “enrolam” brincam de escolinha, e bota escolinha desclassificada nisso! Não há interesse em moralizar, incluir esse profissional na semana de provas, de apresentá-los à comunidade escolar, de pensar em levá-los às reuniões de pais e mestres. Mas, quem disse que ele é mestre? Ninguém pensa assim, todos afirmam que PAA é apenas um eventual que ganha por dezenove aulas fixas... E como invejam esse coitado quando ele cumpre seu horário dentro da sala dos professores! Ninguém toma consciência do seu trabalho em planejar aulas, ações, projetos para consertar erros que muitos “mestres” por incompetência ou negligência cometeram com seus discípulos.
Como melhorar esse quadro dantesco?  A solução é tão óbvia: supervisão, observação, trabalho, demissões...Tem muita gente boa querendo trabalhar de verdade, ser valorizada, considerada por uma direção e equipe administrativa que realmente assumam o leme do navio e não o deixem à deriva, vagando no meio do oceano até afundar de vez...



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Volto aqui, neste cantinho tão especial onde as palavras são personagem principal na luta em busca da esperança, de uma luz no fim do túnel, do resgate da justiça, tão desclassificada e desusada na sociedade em que vivemos.
(Texto em homenagem ao dia do professor, próximo dia 15)


Quantas moedas de valor ainda restam no cofre?





É incrível como a desumanidade e o desrespeito grassam por todas as partes, agredindo àqueles que não merecem e que cumprem sua missão com dignidade e consciência profissional. Mas o que são essas palavras que menciono aqui? Estamos quase ao ponto de “Idiocracy”, não se esqueçam de que a vida imita a arte ou vice-versa. Nossa população acostumada à preguiça mental, embora não queira assim ser rotulada, sequer conhece significados desses valores tão imprescindíveis à vida que valha a pena. Dignidade, honra é coisa para poucos idiotas que ainda remanescem teimando em cultivá-la como orquídea no meio do pântano. E este lodaçal que insiste em engolir essa bela flor, já começa a sufocá-la, fazendo-a murchar com constantes agressões, falsidades e inverdades que sendo maioria acabarão por matar o que é belo e necessário, da mesma forma como se destrói o planeta, deflorando-o, poluindo terra, céu, água e ar. A área da educação, onde atuo, cada vez mais decadente e incompetente, produzindo já um grande abismo entre o ideal e o real, revela  o mais triste quadro já visto: discípulos que já efetuaram uma grande inversão de papéis não conhecendo uma hierarquia, incapazes de reconhecer o valor do estudo, insistindo apenas em obter um diploma. Mas que certificado será este? O da incapacidade, o da inconsciência do efetivo significado das palavras estudo, escola, conhecimento,  ética.
Em muitos momentos, os mestres devem lembrar a seus alunos do local onde se encontram, a lerem o nome que está grafado na parede da entrada: ESCOLA e mesmo após essa constatação,  estes continuam simulando dentro das salas de aula, clubes, cinemas, drive-in, salão de beleza, chat de bate-papos entre outros, onde o que menos interessa é saber do que vieram ali fazer. Para a nossa salvação e do planeta principalmente, ainda restam algumas poucas moedas de ouro no cofre que ainda “compensam o crime” de se aventurar a transformar essa juventude vazia, banalizada, desestruturada com que nos deparamos hoje com algumas exceções, felizmente.
Dessa forma, não existe faixa etária privilegiada na questão da educação, vemos pessoas amadurecidas em plena exposição de matérias ou debates, qualquer que seja a atividade  trocando mensagens e fotos em facebooks, whatsapps onde a língua portuguesa é assassinada a cada momento cedendo lugar à língua estrangeira com seus ASAP, LOL entre muitos outros trocando o necessário pelo supérfluo, o futuro pelo mesmismo de condições, o desenvolvimento pela atrofia cerebral. Muitos futuristas dirão que há desenvolvimento de outras inteligências e habilidades, que aquela aula não era interessante para aqueles alunos...Porém, vemos a resposta nas pérolas oferecidas por eles  nos Enems da vida onde nem conhecimentos básicos são oferecidos, onde os vocábulos insignificantes do dia a dia sequer conseguem ser grafados corretamente, escolas fechando, presídios surgindo exponencialmente. Quando não se entregam à tecnologia, alunos agridem seus educadores com palavras pesadas, pouco verídicas tendo a coragem de fazer reclamações sem razão alguma. Mas onde é que vamos parar? Mudaremos o currículo, entregaremos a nossa missão intelectual a robôs quando a ignorância for total? O que estamos pretendendo com tudo isso?
A legislação da educação revela um progresso maravilhoso exibido em ranks de IDEBs, e estatísticas de avaliações externas realizadas incessantemente para avaliar o conhecimento em nível de escola, diretoria, país. Entretanto, como seres humanos, temos falhado sobremaneira criando pequenos monstros que se embrutecem gradativamente, na cultura do ter desenfreado, valorizando apenas as causas materiais em detrimento das intelectuais, agindo com uma grosseria sem limites contra aqueles que tentam lhes ajudar, questionando horários e grades curriculares, num desejo interminável de lazer, sua única prioridade, onde cultura e desenvolvimento pouco importam. Se quiserem continuar os estudos, encontram dezenas de Unis espalhadas por todo canto onde nem exame de seleção precisa ser feito... Que tipo de profissionais teremos no futuro? E não adianta a velha concepção das autoridades da educação tentarem responsabilizar apenas os professores por toda essa catástrofe que assola o país e por que não o mundo. A grande evolução científica, o tecnicismo em si, a globalização que serviu de porta de entrada para a destruição da cultura nacional, o permissivismo, companhia inseparável da impunidade que já começa cedo nos lares e culmina nas escolas, a promiscuidade sexual grande geradora de desestruturação entre casais, a irresponsabilidade familiar, os ícones de valores deturpados presentes no comportamento das celebridades induzidamente vistas como ideais, enfim, há motivos que comporiam uma lista infinita mostrando quem são os grandes vilões que destruíram a essência do ser humano e a beleza virginal da criação original.Crescemos como robôs tecnológicos de alto desempenho, mas somos vazios por dentro, insensíveis de espírito.
Por outro lado, temos profissionais relapsos que fazem do magistério um “bico” por assim dizer, sem a dedicação necessária e o empenho numa missão tão sublime quanto esta. Muitos de conduta indolente acomodam-se a velhos saberes e práticas onde o aperfeiçoamento e autocrítica tão necessários na profissão não têm lugar.Outros, ainda sem a competência necessária, oferecem uma formação pobre, que não incita o crescimento, a pesquisa o questionamento nem ao menos, no sentido de preservar o local onde vivemos...Descumprimento de horários já é tradição entre muitos profissionais da educação que sequer se sentem constrangidos perante aqueles que cumprem sua obrigação.É a tal consciência ético-profissional tão falada e tão pouco praticada nos nossos dias. Toda essa incompetência bem abordada no Princípio de Peter,  o pai da administração moderna, gera atitudes tímidas perante alunos causando o nivelamento de conhecimento e atitudes entre estudantes e profissionais o que gera a liberalidade imoral pelo medo da evidência da falta de conhecimento necessária para a função ,o que para uma instituição de ensino é uma desgraça pública que jamais poderá ser reparada.
Aos bons profissionais, que ainda não se corromperam pela injustiça que o sistema ajuda a construir, fica a mensagem de esperança apesar da quase incerteza,  de que sua atitude exemplar apesar de incompreendida e criticada possa ser multiplicada por aquelas poucas moedas de ouro que ainda restam no fundo do cofre...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A semana voou. Setembro já começa a prenunciar adeus e em breve, mais um ano que agoniza...Estive pensando seriamente sobre o que escrever nesta postagem, fiquei entre três temas provocadores: Ditadura x Democracia, Transporte coletivo e Velhice, a melhor idade?Todos bastante polêmicos visto do prisma de quem gosta de questionar...Como devia optar, escolhi este que aí vai...



VELHICE, A MELHOR IDADE?




A melhor fase da vida para muitos é a infância,  cultuada em versos do maravilhoso poeta Casimiro de Abreu em "Meus oito anos", ali ele ilustra tão bem quão  é realmente magnífico esse período onde construímos tudo que levaremos para a idade adulta. O mais gratificante no sorriso de uma criança é a inocência, a pureza  e a sinceridade estampadas sem nenhuma artificialidade, acima de tudo. Não foi ainda compuscada pela maldade e  inveja doentias que mais tarde implodirão em belas máscaras para cada ocasião. A idade adulta, apesar de revelar um amadurecimento cerebral, domínio motriz e desenvoltura de habilidades, infelizmente, traz algo de antinaturalidade, condicionada ao meio onde se  atua. Já houve tempos, que já se vão longe, quando ainda o regime patriarcal resumia a família no principal grupo social, em que a dissimulação estava bastante longínqua da personalidade humana, o amor era verdadeiro e único. Nos tempos modernos, com a revolução industrial e tecnológica os pequenos grupos familiares cederam lugar a agrupamentos maiores de trabalhadores onde já não  existia mais lugar para o afeto paterno, foi quando a transformação foi ocorrendo aos poucos e nos transformando no que somos hoje; escravos do relógio em potencial, dos celulares, computadores, televisão. Antes, o pai educava o filho, hoje quase não tem participação, que coisa triste, na formação daqueles que coloca no mundo. É considerado ridículo culturalmente em nossos dias, a permanência de um filho na casa paterna já na mais tenra mocidade. É necessário conhecer a podridão do mundo, abandonar sua cidade, até seu país em busca de aventuras, aliás, nada mais pode ser julgado errado, os valores sofreram também uma brusca inversão onde o que é certo é errado e vice-versa. Posso até ser acusada de apresentar uma visão maniqueísta, unilateral em meus textos, porém para quem ainda está sóbrio e relembra todas as etapas da vida vivida no decorrer de vários períodos político-históricos e as mutações que foram se sucedendo paulatinamente até chegar no momento atual, é a mais pura realidade. Chega-se agora ao ponto: a terceira fase da vida, a derradeira, também ironicamente nominada de "a melhor idade." A frase revela-se bastante controversa para aqueles que nela se encontram e que ainda apresentam-se lúcidos e reflexivos. Neste ponto, no ápice do desenvolvimento cerebral visualiza-se um descambar, um descer ladeira abaixo, vertiginosamente, sem volta, sem paradas.Tudo isso rodeado de hipocrisias, rejeição e falsos sorrisos. Verdadeiramente, há os engajados em programas sociais que são tratados como crianças e levados a constantes atividades em grupo na tentativa de mostrar-lhes que ainda devem se divertir e divertir muito, viajar e viajar, aproveitar o curto tempo que ainda lhes resta. Entretanto, é visível a discriminação que os idosos sofrem no seu dia a dia: filhos em visitas forçadas, estabelecimentos públicos que forçam um atendimento prioritário e simpático contra à vontade, internações que soam como descarte em casas de repouso à espera do momento final solitário. O idoso, francamente, não é bem aceito em grupo nenhum: para os mais jovens sobretudo nos países ocidentais, é o palhaço que serve de diversão onde a falta de respeito prospera, para os adultos a chateação, a falta de paciência para partilhar coisas do passado quando tantas oportunidades de comunicação à distância do momento são muito mais relevantes! Esse momento único  é aquele em que voltamos a nossa origem solitária de nascimento, do esvaziamento dos lares até o derradeiro instante solo.
É preciso acordar enquanto ainda resta tempo! Despertar o pouco do humano que ainda restou em cada um de nós, resgatarmos o carinho, o respeito mútuo por todos, indefinidamente, reconhecer o quanto o artificialismo, o mecanicismo nos mataram pouco a pouco levando embora o verdadeiro amor, aquele que ficou perdido em "nossa infância querida que os anos não trazem mais...
  
* IMAGEM DISPONÍVEL EM :WWW.GRUPOESPERANCA.NING.COM

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Boa-noite. Os dias estão voando, nos aproximando do final do ano. Ando atarefada, sem tempo de escrever, uma das coisas que mais amo fazer. Minhas postagens antes semanais vão ficando quinzenais,às vezes até mensais. Fazer o quê? É a vida e suas atribulações... Mas vamos lá!


ACREDITAR POR QUÊ?






Já fui crédula, já confiei em tudo e em todos, por isso quem me vê hoje, um poço de ceticismo e desconfiança, não consegue acreditar que nem sempre foi assim.
Os episódios que se sucedem dia após dia são os grandes responsáveis por essa atitude de incredulidade perante os fatos. Outrora, usava ter uma postura de pouca criticidade diante dos programas de televisão e outras mídias, mas a experiência e convivência com pessoas desse meio que passaram a narrar o grande "teatro" que se esconde por detrás dos quadros e reality shows foram abrindo meus olhos fechados para esse aspecto e quando eles se abriram nunca mais voltaram a se fechar.Como educadores, sabemos que quando aprendemos algo, assimilamos e fazemos a tal transferência de aprendizagem. Assim, tudo o que vem da mídia passa por um crivo de suspeita e investigação constantes e isso se estende a reportagens, sejam elas criminais ou  estatísticas, de entrevistas ou de documentários... Sempre aquele espírito de detetive implícito no ar me impele a desacreditar, e mais: a indignação sempre presente ao verificar a grande corrente de crédulos  e confiantes que acreditam em tudo o que veem numa atitude inocentemente infantil.
Já fui religiosa, crente em um poder superior, benéfico e protetor cujo sentimento ficou perdido ao constatar a voracidade do destino e do acaso onde a inércia do poder divino deixam adoecer e morrer puros e inocentes em plena juventude, muitas vezes em guerras incompreensíveis onde o matar é lei; por outras ocasiões ao ver religiosos endinheirados na corrida do ouro, construindo templos poderosos num paradoxo ante a humildade que tanto apregoam, usando meios de comunicação de massa para perpetuar seu poder através de preceitos idiotas que transformam os seres humanos em escravos abduzidos até o final de seus dias.
Da mesma forma, acreditei em pátria, em um torrão natal acolhedor administrado por pessoas dignas que realmente o amavam, preservavam a cultura da nação, mas ao constatar que até mesmo a língua, a expressão primeira de representatividade de um povo é diariamente corrompida, deflorada a cada instante, sinto-me como perfeita idiota que muitas vezes entre lágrimas de emoção entoou seu hino ante a bandeira considerada o mais sublime símbolo de amor.Hoje mesmo, me detive por alguns instantes a refletir no interior de meu carro em um congestionamento monstro nas proximidades do Expo center Norte causado por um evento: Beauty Fair! Porém, por que maldita razão não denominamos Feira de Beleza? Os ridículos cidadãos brasileiros enrolam sua língua para reproduzirem orgulhosos a expressão em inglês... Mas, não estamos no Brasil? Não se enganem, nada mais é nosso, não cuidamos, abrimos descaradamente as portas de nossa casa para a entrada da mais sórdida escória da espécie humana que levaram tudo o que nos pertencia comprados com dinheiro e poder. Lembrem-se de quantos outros termos da língua inglesa, "a melhor", desvirginaram a linguagem de países sem personalidade e dignidade como o nosso que ainda mostra orgulho desse fato...Na própria malfadada feira encontramos as expressões: Talk show, merchandising, workshop, e-commerce dos quais os imbecis tentam aprender a pronúncia para "ficarem bem na fita", mesmo desconhecendo o significado, sem perceber que há muito deixaram de ter autonomia em seu próprio país.
Ainda querem que acredite na "última flor do Lácio, inculta e bela" de Olavo Bilac? Há ou não motivos para não acreditar em mais nada? Nem Lácio os cidadãos desse país sabem o que seja, nem de Olavo Bilac há lembrança hoje em dia,  nem integridade de língua temos mais...
Acreditei na amizade, verificando que a falsidade, a inveja prosperaram de forma superior sufocando os bons sentimentos hoje, cafonas e superados pela superficialidade dos relacionamentos virtuais, muito mais valorosos e modernos...No que mais querem que acredite? Se alguém puder te derrubar, puxar seu tapete para se promover, creia, isso acontecerá!
Não há como confiar em jogos de loteria, por exemplo, com suas inúmeras acumulações de prêmios. Como isso pode ocorrer se dantes quando a população era mais escassa e portanto, menos jogos e probabilidades havia,  nunca esse fato ocorria...No momento atual, com muito mais probabilidades de acerto ninguém ganha um jogo antes de inúmeros acúmulos de valores que soam mais como uma propaganda para pegar trouxas,e como pegam! Inúmeras pessoas acotovelam-se em filas nas exíguas lotéricas para tentar a sorte de milhões de reais, cujos ganhadores assemelham-se a fantasmas pois nunca são vistos, culpa da marginalidade. Será verdade?
Não há mais como acreditar em resultado de esportes, jogos, corridas de carro e outras armações mais, cujos escusos interesses econômicos como pano de fundo apagam qualquer sombra de credulidade que possamos ter. Pelo mesmo motivo, não há como ter confiança em eleições e candidatos a cargos políticos que apenas farão o que lhes é permitido fazer, morra  quem morrer, na sarjeta, perdido em drogas ou álcool, vemos diariamente a miséria estampada aos quatro cantos da cidade como que a reproduzir as cenas de Victor Hugo em "Os Miseráveis" pobres mortais que subvivem embaixo de pontes e viadutos numa cena deplorável, um retrato de onde chegou a dignidade humana e ninguém é capaz de resolver esse problema que a cada dia cresce mais. Não há verba para tanto, entretanto construímos estádios e prédios inúteis em detrimento da honra.
O ser humano se tornou altamente corrupto, insensível  por dinheiro e  poder e esse fato construiu uma legião de incrédulos como eu. É só olhar ao redor...