E a vida continua...
Como é maravilhoso poder transformar em palavras tudo o que sentimos e pensamos.A liberdade de expressão é a maior riqueza que um homem pode ter em sua vida. Este blog foi criado com o intuito de versar sobre todos os temas, sem preconceito; polêmicos ou não, românticos ou realistas, sem a preocupação com a repressão, seja ela de que tipo for...
E a vida continua...
O título desse texto, fala de uma possível volta através do tempo e do espaço...
Reencontro
Eu te conheço de tempos imemoriais...
Não sei precisar de quando, se há centenas, milhares ou até mesmo milhões de anos, ou de séculos. O inexplicável se faz presente nesse caso. Só sei dizer que quando te vi pela primeira vez, senti essa sensação de conforto, bem-estar que só se atinge quando laços infinitos ocorreram desde as mais remotas épocas. Não há certezas sobre a imortalidade da alma, nem da existência de outras vidas, mas, seguramente, do fundo do meu ser, sinto aquela familiaridade, aquela proximidade que só duas almas gêmeas podem sentir...
Uma pena que a distância foi sempre uma constante em nossas vidas, o afastamento de tudo aquilo que embalava o corpo e o espírito foi mais forte e o crepúsculo chegou insensível, trocando o sonho pela realidade crua, fria. Apesar de a vida ser um navio que não podemos governar e que nos leva a inúmeros continentes, você sempre vai ser a primeira página do livro de minha memória, e nesse caso, o que é o espaço físico, se em um segundo, atravesso a barreira do tempo e revivo os poucos momentos que compartilhamos juntos em sintonia perfeita como só o Cosmo pode ser...
Eu te conheço de tempos imemoriais... Não sei se isso ocorre contigo também, mas acredito do fundo do meu coração, que sim...
Que estradas anteriores trilhamos, que momentos vivemos juntos em uníssono, que tipo de relacionamento tivemos? Por que essa certeza de harmonia e conexão tão profunda? Quando me perco nessas divagações, o que me vem à mente são páginas amareladas de um livro envelhecido, decorado com lindas guirlandas de flores silvestres a enfeitar uma trilha distante, mas tão presente que me acompanha por toda essa existência.
Se há uma música que possa representar tudo isso, esse amor infinito, milenar é a Serenata de Schubert, cuja doçura e romantismo são profundos e voláteis como a vida... Até mesmo o segundo movimento tão doce da Patética de Beethoven também seria propícia; a parte final do Noturno opus 9 de Chopin já representaria em sua tristeza, a saudade, a impossibilidade do re-encontro. Certamente, trago um espírito muito antigo, onde o clássico sempre ocupou o primeiro lugar, as valsas inebriantes de Strauss parecem me transportar para vetustos salões de baile, onde rodopiavam saias imensas a farfalhar fartura de tecidos, a espalhar perfumes de sândalo e de flores pelo ar.
Já sei que nessa passagem não mais nos uniremos, nem mesmo para um simples diálogo que poderia ser capaz de constatar essa irmandade de almas. As convenções sociais, o peso do nosso ego e toda a carga emocional que carregamos em nosso pobre cérebro, não deixam que sejamos livres como as crianças o são ao manifestarem suas vontades.
Às vezes, me ponho solitária a olhar para o céu e as estrelas, procurando uma justificativa para esse mistério que me atormenta a respeito da imortalidade da alma, da comunhão com pessoas como tu, que nunca deixaram de ocupar lugar na minha memória. Não se trata de brincadeira, ou até mesmo de traição a outros que nos são caros, o ser humano tem uma capacidade enorme de amar, se a alma não é pequena, como dizia o nosso grande Fernando Pessoa, porém, é uma lacuna muito grande, que a todo o momento precisa ser preenchida ou até mesmo, amortecida com o apoio e carinho desses anjos que nos rodeiam e nos prezam, presentes e que fazem valer o nosso difícil dia a dia.
Aprendi a duras penas que a vida é um sopro, que pode se esvair no esconder da lua em uma nuvem rendada, através do pôr do sol, ou durante o cair dos pingos de uma chuva. O que virá depois é um mistério indesvendável para nós, pobres mortais, incertos e ignorantes de todas as leis que nos regem. Mas, apesar de tudo, quando tudo acabar, fica o sentimento do possível reencontro, em qualquer dia, hora ou lugar...
Pesquisando no site de busca Google, fiquei sabendo que hoje é comemorado em todo o mundo O dia Mundial da Corrupção...
O tema é um prato cheio para desenvolvimento de um livro, creio eu, uma vez que vivemos em tempos de crise existencial, tremenda inversão de valores, falta de empatia e humanidade que transformaram o ser humano em uma máquina mortífera que extingue e derruba pessoas por motivos banais.
O questionamento a se fazer é: quando esse comportamento bestial foi transformando homens e mulheres em indivíduos descontrolados emocionalmente, frios e cruéis. Segundo o filósofo, Jean Jacques Rosseau, um pensador do século XVIII, o homem é produto do meio em que vive. Nesse modo de pensar, qualquer pessoa independente do seu material genético, seria moldada pela sociedade em que ela está inserida. Desta forma, há possibilidade de transformarmos um anjo em demônio durante o período de alguns anos de convivência em um meio de corrupção, valores indignos e moral duvidosa.
Realmente, ao que temos assistido atualmente é exatamente isso; muitos culpam a educação de má qualidade em nossa instituições como responsável pelo quadro, esquecendo-se de que os primeiros ensinamentos que levarão uma criança até os sete anos à constituição de seu caráter é tarefa familiar, roda de amigos entre outros grupos sociais. Assim, quando o infante passa a frequentar uma escola, já traz uma bagagem bastante relevante na definição de sua personalidade, ficando a escola responsabilizada a efetuar difíceis e quase impossíveis mudanças de comportamento em seus alunos.
O termo corrupção provém do latim corruptionem significando rompimento, deterioração, processo ou ato de corromper. E em países como o nosso pobre Brasil, isso é comum em grande parte da sociedade. Há corruptos em todos os gêneros, idades e classes sociais. Homens públicos que deveriam ser o exemplo de retidão de caráter, envolvidos em crimes e deslizes graves, fazendo com que o cidadão perca a confiança e a credibilidade, acreditando que não há mais como conviver socialmente entre pessoas de bem.
A causa deste mal é certamente o exagerado valor dado ao dinheiro e poder em detrimento de princípios espirituais dignos que deveriam prevalecer na formação do ser humano. Pelo dinheiro, políticos aceitam e dão propinas em benefício próprio, apropriam-se de bens públicos, colocam em evidência seu poder e dele abusam, entregam riquezas e vendem sua própria nação em troca de fortunas e privilégios pessoais.
Para o cidadão comum de maneira geral, torna-se prática apossar-se de materiais de propriedade da empresa em que trabalha, alegando ganhar pouco e justificando esse ato corruptível. Parece que alguns brasileiros já nascem com o instinto de roubar seu par ou adquirem essa tendência na mais tenra idade. E o fato não ocorre apenas no nosso país, embora ele esteja arraigado no espírito nacional. A deformação moral manifesta-se também na atitude de falta de sinceridade, na inveja que leva à vileza ao ponto de "puxar o tapete" do seu próximo como forma de garantir apenas o seu bem-estar, construindo felicidade sobre a tristeza dos outros.
Providências deveriam ser tomadas urgentemente, um planejamento familiar seria muito oportuno, haja vista a dedicação irrelevante dos pais na criação de seus filhos... Quem não tem tempo de se dedicar a eles, não devem colocá-los no mundo para serem criados pelas ruas ou abandonados em depósitos, como creches e escolas dando-lhes a difícil tarefa de fazer o que não realizaram, mudar o que estragaram, devolver a dignidade que lhes foi roubada...
A pedido de amigos, resgato aqui algumas memórias dedicadas a um meio de transporte deveras antigo, dois séculos de existência: a bicicleta, uma vez que hoje, 03/06 é o seu dia...
Ontem, hoje, sempre
Palavra nascida na França, o vocábulo bicyclette, deriva do francês. Etimologicamente formado do prefixo latino bi e do grego, kýklos e cyclos nos alerta de que se trata de uma composição por hibridismo, já que junta línguas diferentes, significando veículo de duas rodas.
Mas não foi por esse motivo que resolvi escrever esse texto. Novamente, me voltam os passeios pela memória, já enevoados pelo avançado do tempo. Vejo-me, criança ainda, dengosa e chorona, sempre me olhando no espelho da cristaleira, o que me levou à alcunha de “Maria Cristaleira”. Sorte que cresci uma menina muito sensível e piedosa até dos matinhos que pisava no quintal...
E a bicicleta? Ela chegou por volta dos meus 6 anos, uma Mercswiss, verde para aliviar a carga que meu pai carregava na sua própria bicicleta: minha mãe, na garupa, trazendo ao colo meu irmão ainda bebê e eu na cadeirinha próximo ao guidão. Por vezes para efeito de zombaria, algum passante gritava: “Lotação!”
Jamais me envergonhava disso. Hoje, analisando esses tempos passados, onde o cenário era constituído por bicicletas e charretes e alguns carros esporadicamente, concluo que aquela geração contribuiu para a pureza do ar e preservação da saúde, algo que nos dias atuais não é possível acontecer; o carro se tornou além de meio de transporte principal, uma forma de status social, o que lamento muito.
Aprendi a andar de bicicleta com o auxílio de meu pai: alguns tombos e arranhões e lá íamos nós para todos os cantos, cada qual no seu veículo ao sabor do vento. Certa ocasião, ficou decidido que iríamos de bicicleta a um sítio que meu avô paterno possuía, não me lembro se em Taveira, ou outro local alguns quilômetros distante de Araçatuba. Um calor de 40 graus, pleno verão, ausência da mais leve brisa e um areão que por várias vezes me faziam derrapar e parar, o que para meu espírito infantil, parecia não ter mais fim! Era um grupo até grande de adultos e a menor era eu que ficava para trás, castigada pelas dificuldades do caminho, porém o final feliz, embaixo da amoreira gigante, com sua sombra reconfortante e os frutos doce-mel. Lembro-me do vestidinho branco todo manchado de vermelho-vinho e das repreensões:
-Não vai sair mais, mancha de amora não sai...
E a bicicleta acompanhou-me por toda a minha vida, lembro-me de meu avô materno com sua companheira inseparável, fizesse chuva ou sol a caminho do trabalho na Fábrica de Tanino; das velhas histórias de meu pai com sua bicicleta voadora (motivo de piada no jornal do Frigorífico T. Maia onde trabalhava); das minhas idas já em uma Monark, aos 11 anos às aulas de piano; do primeiro namoradinho buzinando na porta de casa com sua bicicleta toda equipada com buchinhas coloridas, flâmulas e outros adornos da época, apavorando-me com medo de que minha mãe percebesse...
Ah, como é rósea a infância e a adolescência!
Se bem que, de uma hora para outra deixei de adorar a bicicleta, os passeios nesse veículo maior já não tinham o mesmo sabor delicioso da infância... Voltei a usá-la em São Paulo, entretanto, o trânsito feroz das avenidas não encorajava seu uso e os passeios eram sempre no entorno da represa Guarapiranga, local maravilhoso na década de 80, hoje impraticável e inseguro. Mudando-me para Rio Claro também a usei várias vezes para ir ao trabalho , e hoje vejo minha filha elegendo-a como meio de transporte...
Acredito que cada um de nós tenha histórias maravilhosas para contar nesse dia de hoje, dia da bicicleta. São reminiscências de um tempo que ainda hoje, voltam com a mesma intensidade e emoção e valem a pena ser relembradas.
Parece que criaram dias para tudo....O assunto é polêmico, mas temos que escrever sobre qualquer um deles, esse foi inspirado num grupo de Whatsapp que frequento , cujas efemérides são publicadas diariamente.
For sale?
Dia do homem, dia da mulher; dia do trabalho, dia do avô, dia do amigo e até dia do pólen....
Porém o que ainda não havia visto é o dia da prostituta. Ia me esquecendo de que hoje isso virou profissão, citada como o mais antigo ofício desde tempos primordiais.
Antes, essa profissão era conhecida como promiscuidade, venda do próprio corpo, entretanto, atualmente atribui-se nobreza, coragem e desafio a quem se dedica a ser uma meretriz, "mulher da vida" como se chamava no passado. Engraçado, por acaso as outras mulheres consideradas de boa moral não tinham vida? É deveras, no mínimo bizarro, atribuir vida àquelas que apenas desenvolviam a profissão do sexo para todos.
E existem de todos os tipos e categorias: as que se oferecem a preços módicos, outras a valor de ouro, e algumas que nada cobram em troca de seus serviços; acredito que as mais valorosas e que têm realmente amor à árdua profissão. É ironia, mas há uma ponta de comicidade ou tragicomédia em tudo isso. Em países do primeiro mundo, como na Bélgica, por exemplo, são expostas como bonecas nas vitrines, exibindo seus corpos como forma de propaganda para que sejam "consumidas"como um produto qualquer à venda no mercado.
Acho que alguém do sexo masculino seria a pessoa mais indicada para falar sobre isso.... Nos meus tempos de juventude, havia locais que as segregavam, conhecido como "zona de meretrício", o que também é jocoso dizer por se apresentar como algo discriminatório. Aquelas mulheres eram visadas, marcadas pelo seu destino que geralmente se consumava ocasionado por algum desgosto que as fizeram procurar refúgio naquele malfadado lugar, onde viviam e muitas vezes "subviviam" a duras penas por toda uma existência. Houve uma época em que qualquer contrariedade amorosa levava o "sexo frágil" ao convento ou ao prostíbulo.
E de repente, esse assunto me fez lembrar do áudio contendo um relato de funcionária da prefeitura, agora no período de pandemia. Contava que uma cidadã ligou perguntando se seu comércio poderia abrir, e a atendente respondeu que os produtos deveriam ser vendidos, mas não consumidos no local e sim em domicílio. O seu espanto foi quando a mulher respondeu que o seu negócio era comércio de garotas de programa...
O dia da prostituta trouxe-me também a memória de um episódio que aconteceu em uma zona de meretrício próximo à Araçatuba, no chamado Trevo, na saída da cidade. O homem era sueco e não estava acostumado a pagar por esse serviço em seu país, contratou a mulher e quando tudo terminou, ela quis receber. Indignado, recusou-se a pagar, mas como ela insistisse comunicando-se por mímica (imagino como seriam, essas mímicas), ele pôs-se a quebrar tudo no local, saindo em seguida e pegando um táxi até a casa onde estava hospedado, que por sinal era a residência de um amigo, um cabo do exército. Não tardou para que a polícia aparecesse na casa do tal cabo e prendesse o rapaz que levado à delegacia, acabou pagando todo o prejuízo efetuado na casa da profissional do sexo.
Se me perguntarem se o caso é realmente verídico, aconteceu com o marido da minha cunhada, que nem de longe sonhava com o que acontecera, estava às vésperas de seu casamento e acabou acompanhando o futuro esposo à delegacia de polícia para explicar melhor o fato, uma vez que ele não falava um português eficiente para esclarecer o acontecido...
Águas passadas, hoje ele já repousa na glória do eterno e a prostituta que lhe serviu não deve ter tido destino diferente...
Dia da prostituta, um dia para se refletir...
Aeternum (Para sempre)
Mais um Natal que chega, desta vez vestido de cinza, sem aquele toque
tradicional de magia e festa como sempre costumamos esperar e sentir. 2020 foi um
ano surpreendente e ao mesmo tempo de mudança de vida, mas os hábitos que
surgiram foram desagradáveis: uso de máscaras, excesso de cuidados de higiene,
coisas que foram nos distanciando obrigatoriamente do costumeiro conviver com
as pessoas, troca de afetos e carinho. O gelo da distância marcou ainda mais e
foi afastando pouco a pouco os seres em todos os setores: no trabalho, na
família, nas reuniões sociais e afetivas.
Ah, e o malfadado grupo de risco! Quanto medo, quanta orientação e
presença diária de slogans e depoimentos massivos que mataram muita gente de
medo e de depressão ...
Não pudemos oferecer apoio moral à família, comparecendo para dar o
último adeus àqueles que nos eram caros.
Desta vez, não houve um alerta que sempre me avisa de que o ano está
acabando e que o Natal se aproxima, como avistar de repente lojas
com produtos natalinos à venda em exposição ou propagandas anunciando a chegada
da festa.
O trabalho antes tão próximo de alunos jovens e adolescentes tornou-se
tão vazio, tão vago, resumindo-se a imagens que pouco a pouco foram
desaparecendo das câmeras para dar lugar a fotos ou iniciais congeladas
inexpressivas e estáticas. Os áudios foram silenciando para muitos
que preferiam usar chats e escrever ao invés de falar.
Salas enormes foram se extinguindo para dar lugar a cinco ou seis
participantes, o que ainda trazia imensa felicidade porque
nos fazia acreditar que alguns discípulos confiavam no árduo
trabalho do professor. Reuniões exaustivas na profissão que triplicavam o
volume de trabalho, cansando sobremaneira, muito mais do que da forma
presencial como era dantes...
Trabalhos maravilhosos presenciais de teatro, musicais e de dança
resumiram-se a podcasts feitos com grande sacrifício para
reunir a todos.
Não sei como explicar, mas esse ano não haverá Natal. Não como sempre
foi, com a liberdade de expansão de sentimentos, comunicação e
confraternização. A miséria econômica gerada pelo desemprego massivo, será
responsável por menos sorrisos nos rostinhos infantis, menor acolhida àqueles
que já não podem mandar um desafio a um novo ideal pelo avançado da idade...
As mudanças não serão
estáticas, não terminarão com a chegada de uma tão aguardada vacina... Sinto
que uma brusca alteração na ordem das coisas, será um processo contínuo, um
domínio do tecnológico em detrimento do humano, anunciando friamente que o
fantasma da automação que se iniciara no passado, agora solidifica-se e
vem para ficar, tomando espaço maior empurrando o artesanal, a ação humana para
segundo plano, exibindo vaidosamente sua superioridade amedrontadora na perfeição artificial, breve substituta de muitos ofícios que dependiam outrora do ser humano.
É um Natal de meditação, de preocupação com o futuro, em que a consciência
social não trará ajuda ante a monstruosa proporção da crise que se
avizinha e progressivamente dá seus passos assustadores...Elevemos nosso
pensamento aos céus esperando o melhor, que nada disso se torne realidade, amém ...
O dia de hoje é especial, dia do professor. O meu dia! 15 de outubro sempre esteve tão presente na maior parte da minha vida que agora aposentada e trabalhando como professora novamente, nada melhor do que refletir e escrever sobre ele. A figura de professor é por várias vezes comparado a um semeador, não de flores, mas a semente do exemplo, do ensinamento, do esclarecimento, da luz que acaba com as trevas da ignorância e do mal. Parabéns a todos os professores, mas somente àqueles que procuram ser mestres de verdade, sem egoísmos, sem vaidade, sem reclamações. A despeito da sua condição pouco favorável e quase sempre irreconhecida do seu mérito, que o prazer de semear invada a sua vida, e lhes encha a alma de felicidade e satisfação do dever cumprido!
